Produtores rurais da região nordeste da Bahia participam na
quarta-feira, 15 de agosto, do dia de campo “Tecnologias para o
Desenvolvimento de Culturas Diversas” na fazenda Lagoa da Vaca, na área
rural de Paripiranga. A partir das 9h, serão apresentados os resultados
de experimentos com as culturas de milho, feijão, sorgo forrageiro e
granífero, mandioca, algodão, abóbora, pinhão-manso, mamona e amendoim.
Os trabalhos apresentados são resultado de quatro anos da parceria entre
a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE), e a Empresa Baiana de
Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), promotoras do evento.
As cultivares estão sendo validadas para as condições edafoclimáticas do
nordeste baiano, podendo também ser estendidas para a regiões de
Barreiras, Irecê e Vitória da Conquista, principais produtoras de grãos
da Bahia. O objetivo desses trabalhos é disponibilizar aos agricultores
familiares baianos materiais mais produtivos e resistentes a pragas e
doenças. De acordo com o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros,
Hélio Wilson de Carvalho, as cultivares validadas na Bahia foram
desenvolvidas por diversas Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento.
Segundo o pesquisador da EBDA e coordenador dos trabalhos, Edson Alva, a
microrregião de Paripiranga vem apresentando uma evolução na
produção/produtividade de grãos, destacando-se como o maior pólo
estadual na produção de milho e feijão. “Essa região vem registrando,
nos últimos tempos, os maiores índices de área plantada e de produção de
milho, do estado, superando inclusive a região de Barreiras”, comentou
Edson Alva.
Para o pesquisador Hélio Wilson, esta região, assim como outras do
Agreste e do Cerrado nordestino, vem se constituindo como nova fronteira
agrícola. Ele afirma que os bons resultados obtidos pelas pesquisas da
Embrapa têm sido decisivo para o desenvolvimento dessas regiões, onde os
produtores conciliam híbridos com um sistema eficiente de produção. “Com
o uso do híbrido e tecnologia adequada, os agricultores têm atingido
patamares de 6 a 9 mil quilos por hectare”, destaca o pesquisador.
Gislene Alencar - Jornalista - DRT 05653/MG
Embrapa Tabuleiros Costeiros
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