Para ser bem sucedido, o cultivo de açaí em terra firme requer tecnologia
adequada, incluindo sementes melhoradas, adubação e sistema de irrigação. No período de 19 a 21 deste mês, a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa) vai contribuir com orientações técnicas sobre o
sistema de cultivo desta cultura agrícola, durante o seminário “Políticas
Públicas para Açaí de Terra Firme em Porto Grande”, promovido pelo Sebrae
Amapá na cidade de Porto Grande (AP).
No primeiro dia serão realizadas palestras e debates abordando cultivo, fomento, assistência técnica, situação fundiária e mercado para o açaí de terra firme. Um dos palestrantes será o pesquisador da Embrapa Amapá, Nagib Jorge Melém Junior, especialista em solos.
Nos dias 20 e 21, o pesquisador João Tomé de Farias Neto, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) vai ministrar um curso direcionado a técnicos de cultivos de açaí, contando com orientações práticas em uma área de cultivo de açaí no município de Porto Grande.
A principal proposta do seminário é reunir pequenos e médios produtores, técnicos de órgãos governamentais e não governamentais para definir uma agenda de trabalho de curto e médio prazos, com ações que sejam viáveis para superar os entraves na produção de açaí de terra firme.
“É preciso implementar ações concretas a partir do seminário, e uma delas é a elaboração de um projeto de pesquisa a partir dos subsídios que teremos neste evento”, explicou Nagib, que inicialmente propõe a recuperação das áreas já cultivadas e a validação da cultivar BRS Pará (açaí de terra firme) no estado do Amapá, usando diferentes adubações, inclusive a adubação orgânica.
A gestora do Projeto Estruturante de Manejo Florestal Não Madeireiro da Amazônia, Denise Nunes, destaca que o Sebrae procura fomentar um sistema piloto de desenvolvimento regional integrado, baseado em processos de estruturação de pequenos negócios sustentáveis. Para isso, utiliza como instrumento a base produtiva do extrativismo amazônico para o desenvolvimento regional sustentado. São parceiros do Sebrae no Amapá, o Banco do Brasil, o Banco da Amazônia, o Rurap (órgão de extensão do estado do Amapá), a Prefeitura de Porto Grande e a Embrapa Amapá.
