Realizar previsões de tempo e medições climáticas, com responsabilidade científica e exatidão, para orientar os produtores rurais no plantio e colheita, a indústria e o comércio, bem como a comunidade científica nas pesquisas, além de auxiliar as autoridades de segurança na prevenção de catástrofes.
Este é o objetivo dos telepluviômetros e plataformas de coleta de dados (PCDs) instalados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe (Semarh) em todo o Estado. O primeiro telepluviômetro de uma série de 18 foi inaugurado na quarta-feira( 20), no Campo Experimental Jorge do Prado Sobral, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), em Nossa Senhora das Dores, município no Médio Sertão Sergipano.
A inauguração simbólica teve a presença do secretário do o Meio Ambiente, Márcio Mecedo (à esq. na foto), e do chefe geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Edson Diogo Tavares (2º à esq.), além de pesquisadores da Embrapa e autoridades e técnicos do Estado e Município. O secretário agradeceu a cessão do espaço pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Grandes bacias fluviais
De acordo com o coordenador de meteorologia da Semarh, Overland Amaral (2º à dir.), todos os 18 telepluviômetros da primeira remessa, importados dos EUA, serão instalados até fevereiro e cobrirão as cinco grandes bacias fluviais de Sergipe. Os telepluviômetros medem e preveem, com três meses de antecedência, aspectos como quantidade de chuva e umidade do solo. Já as PCDs são capazes de medir diversas condições climáticas, como ventos, pressão atmosférica e temperatura. Existem 13 PCDs em atividade em Sergipe hoje.
Com os novos aparelhos instalados, Sergipe terá a maior cobertura de medição de tempo e clima do pais, com acesso a informações online, segundo revelou Overland.
Para o pesquisador da Embrapa Cleso Pacheco, que faz pesquisas com milho, os dados coletados e o monitoramento de chuvas e umidade podem ajudar a determinar as melhores práticas de manejo e épocas de plantio, além de auxiliarem no desenvolvimento de cultivares mais resistentes a pragas e doenças. “Com o aparelho instalado no próprio local dos experimentos, os resultados são mais precisos e o processo de trabalho com os dados mais rápido e eficiente”, disse.
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE)
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