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You are here: Home Imprensa Artigos técnicos 2008 Avaliação e substituição de rainhas de abelhas africanizadas
Avaliação e substituição de rainhas de abelhas africanizadas (15/12/2008)
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Fábia de Mello Pereira
Pesquisadora da Embrapa Meio-Nortefabia@cpamn.embrapa.br
 
A rainha de uma colônia transfere às operárias características genéticas de produção, tolerância à doença, agressividade, entre outras. Nesse sentido, a substituição das rainhas busca reduzir os custos e aumentar a produção, influenciando no sucesso da atividade apícola frente às exigências de um mercado cada vez mais globalizado.

Na colméia, a rainha é a única fêmea capaz de acasalar e fazer postura de ovos fertilizados. Responsável por manter a unidade e a organização da colônia, a rainha produz substâncias denominadas feromônios. Quando as operárias estão em contato com esses feromônios são estimuladas a realizar diversas tarefas, como: cuidar da rainha e das crias, coletar alimento, produzir cera, etc.

Quando a rainha envelhece ou quando a colônia está muito grande, as operárias não são mais capazes de sentir esses feromônios e começam a produzir uma nova rainha. Também como conseqüência do envelhecimento, a rainha diminui sua capacidade de postura, enfraquecendo a colônia com reflexo direto na produtividade. Dessa forma, além das características genéticas da rainha, a idade da mesma também influencia a atividade e produção da colônia. Embora uma rainha possa viver até cinco anos, sua vida útil é de um ano, quando ela está com sua capacidade máxima de postura, sendo recomendado a substituição anual das mesmas.

Como toda a população da colônia possui características semelhantes a da rainha, é importante que o produtor procure produzir rainhas de colônias que se destaquem pela alta produtividade, capacidade de postura, sanidade, dentre outros. Dessa forma é necessário realizar um acompanhamento da produção de mel em seus apiários. Famílias que produzirem acima da média devem ser selecionadas para matrizes, enquanto que as colônias que produziram abaixo dessa média, devem ter suas rainhas substituídas. Procedendo dessa forma o apicultor garante uma produtividade maior a cada ano.

Além da avaliação da produção, o apicultor deve também avaliar constantemente a quantidade de cria de colônia. Uma boa rainha apresenta uma postura homogênea e contínua. A postura não deve apresentar falha, sendo raras as células vazias.  Com o envelhecimento da rainha, a área de cria começa a reduzir e é possível encontrar diferentes estágios de desenvolvimento das crias em uma única face do favo. Quando isso ocorre, a rainha deve ser substituída por outra rainha jovem, com maior capacidade de postura.

A sanidade das abelhas é outro aspecto importante. Colônias doentes ou que são constantemente atacadas por inimigos naturais devem ter suas rainhas eliminadas e substituídas por rainhas provenientes de famílias sadias e mais tolerantes.

Outros aspectos como agressividade, tamanho da abelha, tendência ao abandono, produção de pólen ou própolis também podem ser observados, dependendo do objetivo do produtor. O importante é adotar a prática de avaliar e selecionar as rainhas, substituindo-as sempre que se fizer necessário.                                                                                                                           

 

 


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