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Enxerta de caju anão precoce é testada em Roraima (25/11/2004)
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A Embrapa Roraima, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estará realizando, no final de dezembro, atividade de campo sobre recuperação de plantas através da técnica de enxertia com material propagativo de caju anão precoce, na Fazenda Pau Rainha, do produtor rural Getúlio Cruz, em Boa Vista/RR. Na propriedade existe 8 hectares plantados com caju comum, contemplando 770 árvores.

Conforme o pesquisador da Embrapa e bolsista do CNPq, Ari Weiduschat, no próximo ano pretende-se atingir uma quantidade de 1600 plantas nesta área com a utilização da enxertia e o plantio de mudas do caju anão precoce através de adensamento. A técnica consiste no corte, em bisel, do tronco dos cajueiros comuns já existentes a uma altura de 40 centímetros e a realização da enxertia nas brotações emitidas, usando, principalmente, a borbulha em placa.

Segundo o pesquisador, em setembro houve a decepa dos troncos, dois meses depois foi feito a seleção dos brotos ficando de 5 a 7 por árvore. E, durante esta semana está sendo realizados a enxertia destes brotos com o caju anão precoce. O material que será enxertado vem da Embrapa Agroindústria Tropical (Ceará) que são os clones Embrapa 50, Embrapa 51, CCP 09, CP 76 e BRS 189.

A borbulha proporciona um índice de pegamento superior a 70% com vantagens de ser um método simples e de baixo custo, com amplo período de oferta de propágulos. O uso dessa técnica pode ser generalizado ou parcial , dependendo de fatores considerados no planejamento operacional do pomar como área cultivada, recursos financeiros, ajuste da produção e existência de material propagativo. Neste caso, a substituição de copa é realizada em todas as plantas, com a vantagem de se praticar o adensamento com cajueiro do tipo anão precoce e o consórcio, por causa dos amplos espaçamentos usados nos pomares do tipo comum.

Na fazenda Pau Rainha já existe uma plantação de cajueiro comum e devido a pouca produtividade a Embrapa Roraima, esta realizando este trabalho no intuito de recuperação das plantas e o aumento da produtividade. A pesquisa sobre a cultura do caju vem sendo conduzida no Campo Experimental Água Boa da Embrapa Roraima.

Para o pesquisador, a cultura do cajueiro tem alto potencial de geração de emprego e renda demonstrados pela modernização das plantações desta cultura, aliada à aptidão natural deste ecossistema e ao cultivo da espécie. Com todos estes fatores tem-se despertado o interesse de setores produtivos e agroindustriais.

As técnicas modernas de produção desta cultura ainda não tinham sido estudadas no Estado. por isto, a Embrapa Roraima para atender a esta demanda , em parceria com o CNPq esta realizando a pesquisa de identificação, avaliação e conservação de germoplasma do cajueiro, com objetivo avaliar e adaptar as técnicas e materiais genéticos superiores desenvolvidos pela Embrapa e caracterizar parte da variabilidade genética da espécie em populações naturais.

O trabalho inicial de melhoramento do cajueiro anão precoce no Brasil constou de uma seleção fenotípica individual, pelo controle anual da produção, iniciado no ano de 1965 na Estação Experimental de Pacajus. Esta metodologia, embora simples e de ganhos genéticos esperados reduzidos, permitiu o lançamento comercial de dois clones no ano de 1983, o CCP 06 e o CCP 76, e os clones CCP 09 e CCP 1001, em 1987. O projeto de melhoramento genético do cajueiro anão precoce iniciou em 1988 na Embrapa Agroindústria Tropical. No Estado de Roraima, a Embrapa inicou suas pesquisas em 1999.

Sabe-se que, em cajueiros originários de sementes é comum ocorrer entre 5% a 10% de plantas com produção insignificante, denominadas vulgarmente de "orelha de onça", "eucalipto" e "castanhola". Estas árvores são pouco produtivas ou estéreis, podendo se eliminadas de imediato, uma vez que estão concorrendo com as outras plantas, não apresentado, portanto, representatividade na produção.Além disso, com o cajueiro anão pode-se ter mais plantas por hectare.

O pesquisador enfatiza que a provável origem genética da cultura do caju seja em Roraima valorizando assim esta riqueza. Possibilitando encontrar materiais mais adaptados ao Estado do os produzidos no Ceará.

Jornalista: Daniela Collares
Embrapa Roraima
Telefone: 9112-4791 - 626-7018
E-mail: danielacollares@hotmail.com ou daniela@cpafrr.embrapa.br
 
Tema: Fatores e Insumos\Sementes e Mudas
 
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