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Mexilhão dourado é tema palestra (25/11/2004)
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A pesquisadora Márcia Divina de Oliveira da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS),unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é uma das palestrantes do 1º Encontro Sul-americano de Integração de Ações para o Controle do Mexilhão Dourado. O evento acontece no dia 4 de julho, no lado Paraguaio da Usina Hidroelétrica de Itaipu, em Hernandarias. Márcia irá falar sobre os casos de mexilhão dourado apresentados no Pantanal e sobre suas conseqüências na região.

Segundo a pesquisadora, o mexilhão dourado é uma espécie exótica que ameaça a integridade do ecossistema aquático da região, pois ocupa o espaço físico além de colonizar as conchas de espécies nativas da região, o que traz perdas para a biodiversidade aquática Acredita-se que os mexilhões chegaram ao continente sul-americano, trazidos na "água de lastro" de navios de origem asiática, especialmente dos rios da China. "A água de lastro fica retida no tanque dos navios, e serve para garantir a estabilidade de navegação. No Pantanal, o mexilhão pode ter vindo encrustado no casco das barcaças que navegam na Hidrovia Paraguai-Parana na Bacia do Prata", explica a pesquisadora.

No Pantanal, a colonização do mexilhão dourado ocorre nos mais diversos ambientes: rios, canais, corixos, baias e sobre diferentes áreas, como rochas, madeira, metais, cascos de barco, plásticos e tubulações. Eles inclusive podem fixar-se nas telas de tanques-rede utilizados nas atividades de piscicultura do rio Paraguai, prejudicando a manutenção desse equipamento. Nas grandes hidroelétricas, com a Itaipu Binacional, o mexilhão dourado é responsável por grandes prejuízos econômicos, relacionados a manutenção de equipamentos.

Apesar dos problemas causados pela espécie, Márcia explica que o Pantanal apresenta algumas características especiais que impedem uma significativa proliferação de mexilhões dourados. "As condições ambientais da região, como as altas temperaturas e o fenômeno da "dequada", caracterizado pela baixa concentração de oxigênio dissolvido na água e pH ácido, podem ser responsáveis pela baixa densidade dos mexilhões", salienta.

Para a pesquisadora o evento é uma oportunidade inédita e fundamental para o aprimoramento das pesquisas sobre o mexilhão dourado, pois reunirá estudiosos de várias regiões para discutirem o tema. "Espero que esse encontro permita a ampliação das discussões sobre estratégias para controle da dispersão do referido molusco. Acredito ainda que a integração entre técnicos e pesquisadores, que estudam a biologia do mexilhão, possam agregar valor, tanto as pesquisas, quanto a redução de investimentos financeiros no combate ao mexilhão dourado. Além disso, o encontro caracteriza-se como uma iniciativa para a formação de uma rede de estudos sobre o tema" , completa Márcia.


Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Embrapa Pantanal.
Contatos: (67) 233-2430 - congro@cpap.embrapa.br
 
Tema: Ecossistema\Pantanal
 
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