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You are here: Home Imprensa Notícias 2004 Junho Prevenção de acidentes no 7°Simpósio de Grãos Armazenados
Prevenção de acidentes no 7°Simpósio de Grãos Armazenados (25/11/2004)
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Acidentes de trabalho na produção agrícola geralmente não aparecem nas estatísticas oficiais, mas nos últimos anos têm chamado a atenção dos pesquisadores da agropecuária. O assunto foi tema no primeiro dia do 7° Simpósio de Grãos Armazenados Sul/Sudeste, que acontece até amanhã (25/06) no Recanto Park Hotel, em Foz do Iguaçu, PR. A promoção da Abrapós, Embrapa Trigo, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento CONAB e Vetquímica reuniu mais de 300 pessoas ligadas ao setor de armazenagem brasileiro.

"O soterramento, através da cobertura do trabalhador pela massa de grãos, é a principal causa de morte em unidades armazenadoras". O alerta é do pesquisador Adriano Lima Afonso, Diretor do Núcleo de Inovações Tecnológicas da Unioeste, sediada em Cascavel, PR. Segundo ele, a massa de grãos representa um perigo que pode surpreender o empregado descuidado que entra no armazém logo após o descarregamento: "As paredes formadas pelos grãos podem desabar com a menor vibração na unidade, sufocando ou esmagando a pessoa, que acaba submersa em pouco mais de nove segundos".

A segunda maior causa de acidentes de trabalho na armazenagem é a intoxicação por dióxido de carbono (CO2), gerado na suspensão de partículas comprimidas no ambiente. A morte ocorre em 30 minutos de exposição numa atmosfera contendo menos de 14% de oxigênio (O2) e mais de 5% de CO2. A morte instantânea ocorre em ambiente com concentrações superiores a 40% de CO2. Outro fator de risco é a intoxicação por fosfina, inseticida usado no expurgo de pragas na armazenagem:

"A inalação durante uma hora de 300ppm (partes por milhão) de fosfina é mortal", define o pesquisador, lembrando que os produtos mais propensos a acidentes são os grãos com maior teor de carboidratos, como o milho, o trigo e o arroz. "A poeira gerada por estes grãos pode causar uma explosão, devido ao confinamento dos gases que acarreta um aumento considerável de pressão no silo. Uma lâmpada que estoura, cigarro ou qualquer atrito na fiação são capazes de destruir o armazém e causar muitas vítimas", conclui Afonso.

Um levantamento realizado pela Unioeste junto a 80 unidades armazenadoras do Paraná constatou que 30% já tiveram acidentes com vítimas. Alguns cuidados apontados no simpósio são treinamento dos empregados, aeração dos túneis, limpeza constante da unidade armazenadora e pulverização de óleo mineral no pé do elevador ou na correia transportadora de grãos.

Resistência ao uso de EPIs - Luvas, respirador/máscara, viseira, capuz, botas, jaleco e calças impermeáveis compõem o figurino do aplicador de inseticidas. São os chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), de uso obrigatório na atividade agrícola. Na falta destes equipamentos o empregador pode ser processado civil e criminalmente, além de multa do Ministério do Trabalho; por outro lado o empregado pode ser demitido por justa causa diante da recusa de usar o EPI.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em duas mil propriedades rurais, entrevistou produtores ligados a 18 diferentes culturas que mais usavam agrotóxicos na intenção de identificador o perfil do aplicador de agroquímicos. Os dados mostram que 80% dos aplicadores têm até o primeiro grau (ensino fundamental) completo e nunca participaram de um treinamento específico.

"A maioria aprende a manipular defensivos com os pais, os vizinhos, num conhecimento informal que não reconhece os riscos da profissão", avalia o pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos. Os principais problemas apontados pela pesquisa foram a falta de regulagem dos equipamentos, pulverizadores gastos e com vazamentos, e a resistência ao uso de EPIs. "Os maiores problemas estão na olericultura, que expõe a parte do corpo mais sujeita a acidentes: as mãos, que representam 80% dos acidentes no meio rural", esclarece Ramos.

Ele lembra que os EPIs ainda estão associados ao desconforto térmico que causavam os primeiros modelos criados pelas técnicas de segurança do trabalho: "Hoje, o equipamento foi adaptado ao bem estar do produtor, lembrando a sensação de estar vestindo uma roupa normal de algodão", avalia Ramos, ressaltando que os custos dos EPIs têm sido subsidiados pelas empresas de agroquímicos que adquirem os equipamentos em grande escala e repassam ao produtor em pacotes fechados durante a compra de insumos. São Paulo é um dos estados mais evoluídos no uso de EPIs, concentrando a quase totalidade das indústrias do setor e com fiscalização atuante.


Joseani M. Antunes MTb 9396/RS
Embrapa Trigo
Contatos: (54) 311.3444 - joseani@cnpt.embrapa.br
 
Tema: Produtos Agropecuários\Grãos\Trigo
 
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