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Sistema agrossilvipastoril, mais produtividade e menos danos ao meio ambiente (24/04/2006)
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Sistema agrossilvipastoril, mais produtividade e menos danos ao meio ambiente
Caprinos no pasto

Camponeses de 14 regiões do Ceará e Rio Grande do Norte estão avaliando a substituição da tradicional agricultura de coivara - na qual a vegetação é queimada antes do plantio - por uma forma mais produtiva e ecologicamente correta de exploração da terra: o Sistema de Produção Agrossilvipastoril, desenvolvido na Embrapa Caprinos (Sobral-CE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O modelo - que consegue ao mesmo tempo conservar os recursos naturais, fixar o homem no campo e aumentar com sustentabilidade a produtividade agrícola e pecuária - será apresentado durante o V Exposição de Tecnologias Agropecuárias - Ciência para a Vida, que está sendo realizada de 24 a 30 de abril na Sede da Embrapa, em Brasília, DF.

Segundo o pesquisador João Ambrósio de Araújo Filho, coordenador das pesquisas, o sistema possibilita uma produção animal de 61 kg/ha ao ano, dez vezes maior que no modelo tradicional. A produção de grãos chega a 1.400 kg/ha ano, enquanto que a média do Ceará hoje não ultrapassa os 400kg/ha. Associado ao aumento da produção, é possível afastar o perigo da desertificação, que só no estado do Ceará ameaça entre 15% a 20% do território.

Outra vantagem do sistema é a fixação da atividade agrícola em um mesmo local, o que não é possível no modelo tradicional, em que, por conta do esgotamento do solo, a rotação entre as terras é intensa, promovendo a degradação de territórios cada vez maiores. Como conseqüência, restam no Ceará menos de 10% da vegetação original. Além das perdas da biodiversidade vegetal e faunística, o sistema tradicional promove grandes perdas do solo e o assoreamento dos cursos d'água. De acordo com João Ambrósio, só a erosão faz com que se percam cerca de 100 toneladas de solo por hectare ao ano no Ceará.

Cópia da natureza

Para reverter este quadro de degradação, o Sistema de Produção Agrossilvipastoril copia ao máximo a natureza, preservando árvores, mantendo reservas de floresta nas propriedades e a mata ciliar dos cursos d'água. Nele, as árvores e arbustos são associados à agricultura e pecuária numa mesma área simultaneamente.

No modelo, a propriedade de oito hectares é dividida em três parcelas: agrícola, pecuária e reserva legal. Nas áreas pastoril e agrícola, é feito o raleamento da Caatinga. O sistema permite a criação de até 20 ovelhas ou cabras ao ano. Isso evita a degradação por sobrepastejo, quando são mantidos animais em quantidade superior à capacidade do pasto.

Na área agrícola, a madeira útil é retirada e os garranchos são amontoados em cordões, separados pelo espaçamento de três metros. Ao lado dos cordões, são plantadas leguminosas, como leucena e gliricídia e as culturas de grãos, como milho e feijão, se encaixam nos três metros. O objetivo de intercalar as culturas com os cordões de garranchos, é evitar a erosão e manter o adubo verde para o solo.

O modelo mantém também as árvores nativas, que entre outras vantagens, evitam a erosão e o empobrecimento do solo. O grande desafio, de acordo com João Ambrósio de Araújo Filho, é convencer o agricultor, acostumado com a prática ancestral da coivara, a adotar um novo sistema. Para isso, os pesquisadores buscam ajuda de instituições que já tenham atuação junto aos camponeses.

Exposição - O evento é uma realização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que este ano tem como tema a "Popularização da Ciência e Tecnologia". O evento vai reunir, em uma área de 7500 metros quadrados ocupada por 111 estandes, variadas tecnologias e produtos desenvolvidos pelas Unidades da Embrapa de todo o Brasil e por seus parceiros, como Sebrae, instituições de pesquisas estaduais e universidades.

Todas as atrações do Ciência para a Vida são totalmente gratuitas. O evento será realizado no Parque Estação Biológica, avenida W3 Norte (final), no Pavilhão Ciência para a Vida em frente à sede da Empresa, das 10h às 22h.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação Social
Contatos: (61) 3448-4113/3448-4012 - imprensa.ciência@embrapa.br

Verônica Freire (MTb CE01225JP)
Embrapa Caprinos
Contatos: (88) 3677 7015/8842 3449 - vfreire@cnpc.embrapa.br

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