Divulgar para técnicos e produtores de ovinos as novas práticas e pesquisas de âmbito mundial para o controle da manqueira ovina. Essa é a proposta do seminário técnico “Vacinas e novos enfoques modernos no controle da manqueira ovina”, que será realizado no Salão de Atos da Embrapa Pecuária Sul – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA – na segunda-feira (13) , a partir das 10 horas.
O Palestrante é o Professor John Egerton da Universidade de Sydney (Austrália). John Egerton é a maior autoridade mundial no estudo do controle da manqueira ovina, e responde pelo desenvolvimento de vacinas e métodos alternativos no combate a doença.
Depois de proferir palestras recentes no Chile, Argentina e Uruguai, Egerton visita o país pela primeira vez, e vem acompanhado do professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS, Luís Alberto Ribeiro. Ribeiro é ex - aluno de Egerton, sendo o responsável pela introdução no Brasil da tecnologia junto aos laboratórios Irfa.
Segundo o organizador do evento, o pesquisador Flávio Echevarria, o seminário é imperdível para aprender o que há de mais moderno na área de prevenção da manqueira. É uma grande oportunidade para quem trabalha ou estuda na área de ovinocultura, ver e ouvir uma autoridade no assunto, o quê de mais atual
está sendo desenvolvido para prevenir essa doença, ressalta o pesquisador.
O evento é uma promoção da Embrapa Pecuária Sul, juntamente com a Associação Bageense de Criadores de Ovinos-ABACO e a Sociedade Bageense de Medicina Veterinária, SOBAVE.
Manqueira: uma das principais doenças ovinas
A doença conhecida por manqueira ovina (conhecida também por Pietin, Foot – Root ou Podridão dos Cascos), depois da verminose, é um dos problemas sanitários mais sérios que acometem os ovinos. Causada por uma bactéria contagiosa ela pode permanecer nos cascos dos animais por muito tempo sem ser notada. Os animais infectados são os principais transmissores da doença, que se manifesta, principalmente, no outono e na primavera.
A manqueira causa feridas, deformações e apodrecimento dos cascos. Os animais infectados caminham mancando, locomovem-se pouco, além de alimentarem-se pouco. Os prejuízos para os produtores são maiores ainda quando a doença se manifesta na época de monta ou de parição.
Cristiane Betemps ( MTB 7418 – RS)
Colaboração; Marcelo Pimenta
Embrapa Pecuária Sul
(53) 242 8499 Ramal 253

