Os pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Magda Aparecida Lima (da Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna-SP) e Odo Primavesi (da Embrapa Pecuária Sudeste, São Carlos-SP) foram dois dos 17 brasileiros que fizeram parte da elaboração ou revisão científica do II Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, da ONU (Organização das Nações Unidas). Os dois foram escolhidos devido à pesquisa sobre emissão de gases por bovinos, realizada por essas duas unidades da Embrapa.
O trabalho da ONU, divulgado na semana passada e que causou intensa repercussão, reuniu cerca de 3.750 profissionais de 130 países, sendo 2.500 cientistas e 800 autores contribuintes. Possui mais de 1.000 páginas e foi inicialmente apresentado nos cinco idiomas oficiais da ONU (francês, inglês, espanhol, chinês e russo).
A iniciativa apontou que a Terra está mais vulnerável a ondas de calor, tempestades e secas e que a culpa é de todos os cidadãos. Os estudos tiveram duração de seis anos e acabaram por mostrar que algumas atividades humanas são a causa do efeito estufa, principalmente a derrubada de vegetação e o uso excessivo de petróleo e outros combustíveis fósseis.
Segundo informações do relatório, até o fim do século a temperatura média será 3ºC mais quente, podendo chegar a até 5ºC, o que provocará conseqüências graves, como a subida do nível dos oceanos, chuvas mais fortes e fora de época, ciclos de seca, entre outros. Nenhum país ficará imune a esses fenômenos.
Ainda este ano os cientistas vão dizer o que é preciso fazer para se adaptar a esta nova situação e vão enumerar as medidas que devem ser tomadas para diminuir esses impactos negativos.
Outro pesquisador da Embrapa, o chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP), Eduardo Assad, declarou que fenômenos que estavam previstos para acontecer em quinze anos, já estão ocorrendo agora, outro indício da gravidade da situação.
Jorge Reti ( MTb 12693-SP)
Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP)
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