BRS Monarca e BRS Pepita lançadas no Pará
(13/08/2008)
A agricultura do arroz no Estado do Pará passa a contar, a partir desta quarta-feira (13), com mais duas cultivares desenvolvidas para terra firme pela Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O lançamento das variedades BRS Pepita e BRS Monarca acontece durante o ciclo de palestras dentro da programação da 42º Exposição Feira Agropecuária de Paragominas (Agropec), considerado o maior evento do gênero no Norte do País. O local é o auditório Inocêncio Oliveira, Parque de Exposições Amilcar Tocantins, Rodovia PA-125, a partir das 19 horas.
Entre os palestrantes estão pesquisadores das unidades da Embrapa responsáveis pelo desenvolvimento em parceria das duas novas tecnologias recomendadas para adoção por produtores do Pará: Altevir Lopes, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) e Paulo Rangel, da Embrapa Arroz e
Feijão (Santo Antonio de Goiás/GO).
”Com esse lançamento damos mais um passo para o aumento da produtividade do arroz no Pará, onde na primeira metade dos anos 1970 a média por hectare era de 600 quilos e atualmente, graças às pesquisas, chegamos à média de 2 mil quilos hectare, podendo chegar a 3500 e até 4200 quilos por hectare em áreas de alguns grandes produtores de Paragominas e Santarém”, avalia o pesquisador Altevir Lopes.
Como as cultivares Pepita e Monarca são indicadas como componentes de sistemas integração lavoura-pecuária, o tema também ganha destaque no
evento com as palestras dos pesquisadores Benjamim Nahúm (Embrapa Amazônia Oriental) e Tarcisio Cobucci (Embrapa Arroz e Feijão).
O produtor de sementes certificadas Pércio Barros de Lima, de Paragominas, informa que já estão disponíveis 100 toneladas de sementes de cada cultivar para o plantio do próximo ano agrícola de arroz, que terá início nos meses de dezembro e janeiro próximos.
Características
O pesquisador Altevir Lopes explica que o grande
diferencial da BRS Monarca é seu padrão de excelência em qualidade de grãos, que são translúcidos e ficam soltos, macios, enxutos e com excelente aparência após o cozimento.
Essa cultivar reúne, num único produto, maior resistência ao acamamento e à doença brusone, além de aumento do potencial produtivo. A produção conseguida nos ensaios foi de 3580 quilos por hectare.
O ciclo da semeadura à maturação da BRS Monarca é de 112 dias. A colheita deverá ocorrer em torno de 30 dias após a floração, quando os grãos estiverem com cerca de 20 a 22% de umidade, podendo variar em função das condições de umidade e temperatura do ar. Além do Pará, é indicada para plantio das regiões centro-norte do Mato Grosso e Rondônia.
A BRS Pepita é uma cultivar rústica, de ciclo precoce (92 dias entre plantio e colheita), com maior resistência à mancha-de-grãos. A produção esperada é de 3750 quilos por hectare e a colheita deve ser feita entre
25-32 dias após o florescimento médio. É indicada para os estados do Pará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e Minas
Gerais.
Tanto a Monarca quanto a Pepita apresentam uma arquitetura de planta que contribui para a redução do desenvolvimento de plantas invasoras - considerado um dos principais entraves da cultura do arroz de terra firme em áreas de agricultura intensiva.
Izabel Drulla Brandão (609/9985 1229/PA)
Embrapa Amazônia Oriental
Contato: (91) 3204 1200 – izabel@cpatu.embrapa.br
Mais informações sobre as tecnologias: sac@cpatu.embrapa.br
O lançamento das variedades BRS Pepita e BRS Monarca acontece durante o ciclo de palestras dentro da programação da 42º Exposição Feira Agropecuária de Paragominas (Agropec), considerado o maior evento do gênero no Norte do País. O local é o auditório Inocêncio Oliveira, Parque de Exposições Amilcar Tocantins, Rodovia PA-125, a partir das 19 horas.
Entre os palestrantes estão pesquisadores das unidades da Embrapa responsáveis pelo desenvolvimento em parceria das duas novas tecnologias recomendadas para adoção por produtores do Pará: Altevir Lopes, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) e Paulo Rangel, da Embrapa Arroz e
Feijão (Santo Antonio de Goiás/GO).
”Com esse lançamento damos mais um passo para o aumento da produtividade do arroz no Pará, onde na primeira metade dos anos 1970 a média por hectare era de 600 quilos e atualmente, graças às pesquisas, chegamos à média de 2 mil quilos hectare, podendo chegar a 3500 e até 4200 quilos por hectare em áreas de alguns grandes produtores de Paragominas e Santarém”, avalia o pesquisador Altevir Lopes.
Como as cultivares Pepita e Monarca são indicadas como componentes de sistemas integração lavoura-pecuária, o tema também ganha destaque no
evento com as palestras dos pesquisadores Benjamim Nahúm (Embrapa Amazônia Oriental) e Tarcisio Cobucci (Embrapa Arroz e Feijão).
O produtor de sementes certificadas Pércio Barros de Lima, de Paragominas, informa que já estão disponíveis 100 toneladas de sementes de cada cultivar para o plantio do próximo ano agrícola de arroz, que terá início nos meses de dezembro e janeiro próximos.
Características
O pesquisador Altevir Lopes explica que o grande
diferencial da BRS Monarca é seu padrão de excelência em qualidade de grãos, que são translúcidos e ficam soltos, macios, enxutos e com excelente aparência após o cozimento.
Essa cultivar reúne, num único produto, maior resistência ao acamamento e à doença brusone, além de aumento do potencial produtivo. A produção conseguida nos ensaios foi de 3580 quilos por hectare.
O ciclo da semeadura à maturação da BRS Monarca é de 112 dias. A colheita deverá ocorrer em torno de 30 dias após a floração, quando os grãos estiverem com cerca de 20 a 22% de umidade, podendo variar em função das condições de umidade e temperatura do ar. Além do Pará, é indicada para plantio das regiões centro-norte do Mato Grosso e Rondônia.
A BRS Pepita é uma cultivar rústica, de ciclo precoce (92 dias entre plantio e colheita), com maior resistência à mancha-de-grãos. A produção esperada é de 3750 quilos por hectare e a colheita deve ser feita entre
25-32 dias após o florescimento médio. É indicada para os estados do Pará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e Minas
Gerais.
Tanto a Monarca quanto a Pepita apresentam uma arquitetura de planta que contribui para a redução do desenvolvimento de plantas invasoras - considerado um dos principais entraves da cultura do arroz de terra firme em áreas de agricultura intensiva.
Izabel Drulla Brandão (609/9985 1229/PA)
Embrapa Amazônia Oriental
Contato: (91) 3204 1200 – izabel@cpatu.embrapa.br
Mais informações sobre as tecnologias: sac@cpatu.embrapa.br

