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You are here: Home Imprensa Notícias 2008 Agosto 2ª Semana Sistema Bragantino é tema de curso
Sistema Bragantino é tema de curso (08/08/2008)
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O processo de transferência de tecnologia do Sistema Bragantino tem dado bons resultados. Após o curso a respeito da tecnologia, nesta quinta-feira(7) e sexta-feira ( 8), no município paraense de Barcarena, o pesquisador Manoel da Silva Cravo, da Embrapa Amazônia Oriental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, avalia que a maioria dos extensionistas da Emater-PA terão sido capacitados como agentes multiplicadores.

Apenas com relação à Emater-PA, a programação de quatro cursos nos últimos dois anos e meio atingiu técnicos dos escritórios regionais de Capanema, Castanhal, São Miguel do Guamá e, agora, do Baixo Tocantins e das Ilhas. A capacitação está aberta também a técnicos agrícolas em geral e de secretarias municipais de agricultura, estudantes e produtores.

Manoel Cravo estima que duas mil pessoas já foram capacitadas com as técnicas do Sistema Bragantino desde seu lançamento em  2005, em Tracuateua (PA). O sistema, recomendado como opção de agricultura sustentável para a Amazônia, envolve o cultivo, em rotação e consórcio, das culturas de maior expressão socioeconômica no nordeste paraense: mandioca, feijão-caupi, milho e arroz.

Os resultados iniciais indicavam, na época do lançamento, que a adoção do Sistema Bragantino permite aumentar, no mínimo, por hectare, em quatro vezes mais a produtividade da cultura da mandioca por hectare; em sete vezes mais a do milho e em oito vezes mais a do arroz. As pesquisas científicas comprovam que o modelo é mais rentável ao produtor e menos danoso ao meio ambiente que o sistema itinerante (derruba-e-queima) utilizado na região há mais de um século.

Avanços

Após quase três anos desde o lançamento, o Sistema Bragantino avançou em várias frentes. Atualmente existe uma negociação em andamento para introdução no sistema de culturas energéticas (mamona, girassol e amendoim), para produção de bionergia, “mas sem descuidar da segurança alimentar dos pequenos produtores rurais”, ressalta Manoel Cravo.

As atividades do Sistema Bragantino, que antes se restringiam apenas a culturas anuais, hoje são também dirigidas para culturas perenes, com Unidades de Observação em Terra Alta (2), Inhangapi e Tracuateua. Quanto a Unidades Demonstrativas no modelo convencional, atualmente existem oito no Pará, instaladas em Barcarena, Tomé Açu, São Miguel do Guama, Terra Alta (3), Maracanã e Tracuateua.

Por meio de cursos semelhantes a este de Barcarena, o Sistema Bragantino já foi introduzido no Amapá e no Acre. Palestras no Pará e em outros Estados, como o Amazonas, têm ajudado a divulgar as técnicas e os benefícios entre estudantes de colégios agrícolas, universitários e participantes de congressos.


Izabel Drulla Brandão (MTb 1084/PR)
Embrapa Amazônia Oriental
Contato - (91) 3204 1200 - izabel@cpatu.embrapa.br

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