Técnicos da Embrapa Cerrados (Brasília-DF) envolvidos no projeto “Fontes
alternativas potenciais de matérias-primas para produção de
agroenergia”estão fazendo
visitas a áreas nativas de macaúba para estimar a produtividade, época
de florescência, quantidade de cachos e forma de germinação da espécie
que começa a ser estudada como
fonte de matéria-prima para produção de óleo substituto de diesel.
A
pesquisadora Jozeneida Aguiar, responsável pelo projeto componente que
visa avaliar os impactos sociais, econômicos e ambientais da macaúba e
do pequi no Cerrado, explica que durante a última visita realizada, na quinta-feira(17), a equipe fez coleta de cachos de macaúba para
pesagem e medição em áreas próximas ao KM 56 da BR 020, trecho a 38 km
da Embrapa Cerrados.
O material coletado deve gerar dados
que sirvam de subsídio ao projeto. Para coletar os cachos, a equipe da
Unidade contou com a colaboração do bombeiro Klaus Valladares, do 2º
Batalhão de Busca e Salvamento de Brasília. Desde setembro de 2007,
quando começaram as visitas a áreas nativas com plantas oleaginosas,
foram coletados também frutos, folhas e flores de pequi, além de ser
feita a medição das árvores, na região de Montes Claros (MG).
Além
do estudo sobre a cadeia produtiva do pequi e da macaúba, o projeto
também contempla pesquisas com pinhão-manso, conduzidas pela Embrapa
Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), e tucumã, lideradas pela Embrapa Meio
Norte (Teresina-PI). O projeto em rede conta ainda com a participação
da Embrapa Soja (Londrina-PR), Embrapa Florestas (Colombo-PR) e
Universidade de Brasília.
A entrada em vigor da Lei que
marca o início da adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral e as
discussões sobre a competição das culturas das matérias-primas do
biodiesel com a produção de alimentos aumentam a importância da
pesquisa voltada para a agroenergia.
A demanda potencial de
biodiesel projetada para os próximos anos, levando-se em conta que a
mistura de 5% já é autorizada e passa a ser obrigatória a partir de
2013, dá margem a muitas discussões. Entre os questionamentos que se
fazem, a pesquisa em andamento visa determinar quanto se pode extrair
de óleo por cada hectare das culturas que estão sendo estudadas.

