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You are here: Home Imprensa Notícias 2008 Maio 1ª semana Importância da alimentação na gestação das vacas
Importância da alimentação na gestação das vacas (08/05/2008)
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O sucesso da pecuária de corte está relacionado à produtividade das matrizes. Segundo especialistas, o ideal é que cada vaca produza um bezerro sadio por ano.  Para que isso aconteça os cuidados com a vaca devem começar cedo.

O fato de a vaca entrar no cio já é um bom sinal, melhor se ela fica prenha e ótimo se na parição nascer um bezerro sadio eque em  seguida, ela  emprenhe novamente.

Estudos apontam que as vacas geralmente perdem peso e condição corporal no terço final da gestação. A categoria mais prejudicada é a de primeira cria, isso porque, além de amamentarem seus bezerros estão em fase de crescimento, exigindo assim mais nutrientes.

Para que a vaca entre no cio após o parto é necessário que o organismo esteja em equilíbrio caso contrário o animal terá dificuldade em ovular. Para que isso aconteça deve-se cuidar da alimentação. Em condições onde há falta de forragem ou a seca é prolongada, a suplementação alimentar é necessária e deve ser feita de forma estratégica.

A formulação vai depender do estado em que os animais se encontram e da forragem disponível na propriedade. Há categorias mais exigentes e outras menos, explica a pesquisadora Thaís Amaral. “Novilhas em final de gestação que serão as futuras vacas de primeira cria, são mais exigentes pois ainda estão em crescimento”, afirma.

Sem uma nutrição adequada, os índices de reconcepção serão baixos, comenta a pesquisadora Thaís. Ela cita um trabalho com pastagens de Brachiaria decumbens, com taxa de lotação de uma vaca com bezerro por hectare, a taxa média de reconcepção obtida  das vacas de primeira cria foi de 62%, índice este considerado baixo. Pior foram os resultados das observações feitas em anos de seca mais severa, essas taxas caíram para 38% e 25%.

Thaís recomenda avaliar a condição corporal das vacas na época do desmame e definir uma estratégia de suplementação. “As vacas prenhas magras devem ser apartadas e receber um tratamento diferenciado, seja suplementação com proteinado ou ração, ou mesmo o acesso a um pasto de melhor qualidade”.


Eliana Cezar Silveira ( DRT 15.410/SP)
e-mail:
eliana@cnpgc.embrapa.br
Contatos: (67)3368-2142



 

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