Não podia ser diferente, a última oficina da semana gastronômica do VI
Ciência para Vida, ministrada pela chef Alice, teve como ingredientes o
famoso par brasileiro: arroz vermelho e feijão caupi. O baião-de-dois
com queijo de coalho, tendo como acompanhamento quiabo à milanesa foi
totalmente aprovado pelos participantes da oficina, que tinha como tema
a Caatinga .
Alice disse que o baião-de-dois é um prato que é a cara do Brasil, e
por ser uma receita simples ela ressaltou que não hove necessidade de muitos
ajustes. Além das dicas, ela fez questão de frisar a importância de
iniciativas como a realizada pela Embrapa , que foi a de buscar
trazer para o dia-a-dia a culinária regional, mostrando alimentos
gerados pela pesquisa agropecuária. Ressaltou, ainda, que foi uma
alegria trabalhar o bioma Caatinga, por ser ela descendente de cearenses
e ter muita afinidade com a região.
Uma das participantes, Dona Jucelita, de 90 anos, disse se sentir muita
feliz de participar da oficina, pois a vida toda, o ofício de cozinhar
esteve presente em sua vida. Moradora de Lavras e tendo tido pensão na
cidade, ela sempre conviveu com os mais diferentes gostos por comida,
uma vez que os estudantes que vêm para estudar na Universidade de Lavras
são oriundos dos mais variados estados brasileiros.
Norma, outra participante, disse que poderiam acontecer oficinas , pelo
menos uma vez por ano, pois o importante não é só a receita, mas também
a bagagem que os chefs trazem e transmitem por meio de dicas.
Dança e comida
O termo baião, que deu origem ao nome do prato, designa uma dança típica
do nordeste, por sua vez derivada de uma forma de lundu, chamada
"baiano". A origem do termo ganhou popularidade com a música Baião de
Dois, parceria do compositor cearense Humberto Teixeira com o "Rei do
Baião", Luís Gonzaga.
O prato que dependendo da região, da oferta de alimentos, das
preferências e da região pode ter outros nomes como rubacao na Paraíba,
é um prato comum em São Paulo. Afinal, a capital paulista abriga um
dos maiores contingentes de nordesttinos ou descendestes.
Rosângela Evangelista (MTb 764/DF)
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