Em Sergipe, o milho deve atingir uma área plantada de 220 mil hectares neste ano, cerca de 50 mil a mais do que a cultivada em 2007.A estimativa, da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), mostra a abrangência da cultura no estado, mas revela também a preocupação que o produtor deve ter na hora de escolher a semente correta para o plantio.
Para auxiliar o agricultor nesta seleção, a
Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) realiza nesta sexta-feira(
26) de setembro, dia de campo sobre o desempenho de 50 híbridos de milho
que são comercializados por sete empresas no estado.
O evento, inédito na região, será realizado a partir das 9h no campo
experimental Pedro Arle, em Frei Paulo, no agreste sergipano. A
expectativa é que 150 produtores participem deste dia de campo. Cada
empresa apresentará o desempenho das suas cultivares de milho.
O
pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Hélio Wilson Lemos,
explica que para todos os materiais foi utilizado o mesmo sistema de
produção e a condução dos trabalhos esteve sob a responsabilidade da
Unidade. “Isso significa que o produtor terá a oportunidade de
verificar o desenvolvimento da cultura realizada em uma situação muito
próxima da realidade dele”, explica o pesquisador, acrescentando que os
bons resultados obtidos pelas pesquisas da Embrapa têm sido decisivo
para o desenvolvimento da cultura no estado.
De acordo com Hélio Wilson, o Nordeste vive duas situações distintas
com relação à cultura do milho: uma de alta produtividade com o uso de
híbridos e sistemas de produção de alta tecnologia ( no Cerrado e no
Agreste, a produtividade média vem apresentando patamares superiores a
6 mil quilos por hectare); e a outra que ocorre no Sertão, onde
predomina uso de variedades, pouco recurso tecnológico e
conseqüentemente baixa produtividade.
Desde 1982, a Embrapa desenvolve o Programa de Melhoramento Genético de
Cultivares de Milho para o Nordeste Brasileiro em parceira com empresas
de pesquisas estaduais. Um das ações deste trabalho é a recomendação de
híbridos de milho para a área de Cerrado (oeste baiano, sul maranhense,
sudoeste piauiense) e, mais recentemente para a Zona Agreste, inserida
nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas.
Outra linha deste trabalho está voltada para o desenvolvimento de
variedades para a agricultura familiar, que já resultou na indicação de
cinco variedades de milho de ciclo precoce, semi-precoce e
superprecoce. Este programa é desenvolvido pela Embrapa Tabuleiros
Costeiros e Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas – MG), Unidade da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
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