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Espumantes brasileiros ganham espaço na mesa do consumidor (28/12/2009)
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Qualidade e tipicidade fazem os espumantes brasileiros  ganharem espaço cada vez maior na mesa do consumidor. E, no fim de ano, não tenha dúvida, mais um motivo para fazer, com moderação, um brinde à felicidade, à fé no que virá. E, claro, com os espumantes do Brasil!

Um pouco mais de atenção pelas prateleiras de supermercados, de lojas e não vai ser difícil encontrar produtos muito bons de vários ambientes do País para saborear nas taças para confraternizar com a família, amigos, colegas.

Um aspecto importante da vinicultura é a incorporação à bebida das condições do ambiente onde a uva é cultivada. Isto, de certa forma, agrega características únicas ao vinho. No Brasil, país com dimensões continentais, existem variações importantes nas condições edafoclimáticas dos parreirais.

A região tradicional de cultivo de videiras - o Sul do Brasil, principalmente os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina - apresenta características particulares, por estar em uma zona temperada, onde é possível obter uma colheita de uvas por ano.

Atualmente, são elaborados vinhos espumantes de alta qualidade, principalmente por meio do método tradicional ou “champenoise”, em que ocorre uma segunda fermentação do vinho na própria garrafa, o que garante maior complexidade aos produtos obtidos. Este processo pode durar mais de dois anos, até o consumidor ter acesso aos vinhos.

Outro exemplo é a região semiárida do Nordeste do Brasil, que produz uvas para consumo in natura há mais de quatro décadas, e vinhos há mais de duas décadas. Nesta região, é possível conseguir duas safras por ano, por causa do clima e a disponibilidade de água para a irrigação.

Os espumantes do Nordeste do Brasil são elaborados a partir do método Charmat, no qual ocorre uma única fermentação, em cubas de pressão ou autoclaves, em aço inoxidável. Com este processo, o vinho está pronto rapidamente, entre 40-90 dias, o que garante maior rapidez no processo e do capital de giro aplicado.

Com esta diversidade de climas e solos, quem sai ganhando é o consumidor, seja ele brasileiro ou estrangeiro, que tem acesso a produtos com tipicidades únicas de cada local de origem. Este fato aumenta o potencial vitivinícola e a procura pelo vinho e o espumante nacional.

A produção de uvas para a elaboração de vinhos espumantes no Brasil tem aumentado substancialmente nos últimos anos. A comercialização passou de pouco mais de 500.000 litros em 2001 para mais de 2.000.000 de litros em 2008 (Cadastro vitícola). Este aumento mostra o grande potencial que o Brasil apresenta para a elaboração de espumantes de qualidade,



Outras informações:

Giuliano Elias Pereira, pesquisador em enologia da Embrapa - gpereira@cpatsa.embrapa.br .

Celito Crivellaro Guerra, pesquisador em enologia da Embrapa - celito@cnpuv.embrapa.br.


Marcelino Ribeiro
Contatos: marcelrn@cpatsa.embrapa.br - 87 3862-1711.

Viviane Zanella
Contatos: viviane@cnpuv.embrapa.br - 54 3455-8000
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