Segundo Ávila, o estudo avaliou o desempenho do diesel em comparação a
uma mistura de combustíveis renováveis, em motores estacionários. A
mistura conta em sua composição com 50% de biodiesel de óleo de soja;
40% de etanol e 10% de óleo de soja. Tanto o diesel quanto a mistura de
biocombustíveis foram usados para movimentar motores ligados a
geradores de eletricidade. “Mantivemos acesas 18 lâmpadas de 150 watts,
durante 150 horas de funcionamento (que é o equivalente a algo em torno
de 15 mil km rodados)”, explica Ávila.
A partir da comparação entre os dois produtos, a pesquisa avaliou a
eficiência térmica dos motores (conversão da energia química do
combustível em trabalho mecânico). “A eficiência do motor que usou a
mistura de combustíveis renováveis foi até 10% superior”, conta o
pesquisador. “Isto mostra que a mistura testada pode ser uma boa opção
em regiões que não tem acesso à eletricidade”, diz. O custo para
aquisição do motor e do gerador de eletricidade fica em torno de R$
2.500,00.
Segundo Ávila, o estudo analisou também a emissão de material
particulado (contido na fumaça que sai do escapamento dos veículos
pesados). Enquanto a mistura renovável emitiu apenas 10 miligramas
desse material poluente, em cinco minutos de coleta, o diesel produziu
28 miligramas, quase três vezes mais. “Este é um dado muito importante,
pois pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo revelam que
cerca de 20 pessoas morrem, diariamente, na capital paulista em
decorrência de problemas cárdio-respiratórios ocasionados por material
particulado emitido por ônibus e caminhões”, afirma Ávila.
O próximo passo da pesquisa será fazer a comparação entre os dois combustíveis em motores veiculares. “Nossa idéia é fazer a mesma experiência em tratores usados nos trabalhos de campo de alguns centros de pesquisa da Embrapa”, conclui.
Mais informações
Embrapa Soja
Contatos: (43) 33716061
Lebna Landgraf (MTb 2903)
Carina Gomes (MTb 3914/PR)

