Pesquisadores e técnicos da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) participaram de 9 a 12 de novembro do VI Congresso Brasileiro de Agroecologia, em Curitiba, PR apresentando diversos trabalhos com vários enfoques dentro da agroecologia.
Francisco Miguel Corrales apresentou, em parceria com Giovanna Fagundes, dentro da temática Construção do Conhecimento em Agroecologia, o trabalho oral “Articulações institucionais e intercâmbio de conhecimentos: o enfoque participativo na Rede de Agroecologia Mantiqueira-Mogiana”. De acordo com ele, dentre as atividades esteve a apresentação do projeto Rede de Agroecologia e o encontro com equipes das Unidades da Embrapa para articulação de atividades institucionais no tema.
João Carlos Canuto apresentou palestra sobre a importância da qualificação conceitual para a pesquisa em agroecologia, no workshop “Metodologias Participativas e Qualificação Conceitual em Agroecologia”, em 9 de novembro. Na oportunidade, foram apresentados os avanços do projeto em rede da Embrapa e discutido o programa de capacitação em agroecologia para 2010.
Lauro Charlet Pereira, Maria de Cléofas Fagggion Alencar e Lucimar Santiago de Abreu apresentaram o trabalho “Agricultura Familiar na Região de Ouro Preto d’Oeste, RO: Caracterização do Sistema de Produção”.Os autores explicam que o conhecimento de características do sistema de produção possibilita não apenas a identificação de eventuais lacunas de pesquisas, mas também a avaliação de suas potencialidades e limitações.
Este trabalhou visou à caracterização do sistema de produção utilizado, que pode se constituir numa importante ferramenta de análise e planejamento da agricultura familiar. O estudo ocorreu na região de Ouro Preto d’Oeste, localizada no Estado de Rondônia. A metodologia constou de visitas às propriedades rurais e aplicação de questionário pré-estruturado, seguida de entrevista. Dentre os resultados, verificou-se que: a grande maioria das propriedades rurais (60%) apresentou área acima de 20 ha; a origem dos agricultores abrangeu 10 Estados, sendo as maiores procedências do Espírito Santo e Minas Gerais que, juntos, totalizaram 73% do total. Concluiu-se que o sistema de produção adotado caracteriza um nível de tecnologia médio na maioria das unidades de produção.
José Maria Gusman Ferraz (orientador), Paulo Rogério Lopes, Vanessa Theodoro, Keila Araújo e Iara Maria Lopes, estudantes de mestrado em Agroecologia da Universidade Federal de São Carlos - UFScar apresentaram dentro da temática Agroecossistema/Área de Transição o trabalho “Caracterização do manejo de agroecossistemas cafeeiros convencional, organomineral, orgânico e agroflorestal em Minas Gerais”.
Para Ferraz, “a importância desse trabalho está na comprovação de que é possível fazer agricultura sem usar agrotóxicos, evitando a poluição química, conservando a água, a biodiversidade, a saúde do trabalhador e dos consumidores destes produtos, e ainda com maior produtividade que a convencional, que utiliza altas doses de agrotóxicos e adubos químicos.
A mesma equipe apresentou também o trabalho “Sistema agroflorestal no Sul de Minas Gerais: café, frutíferas e madeireiras”.
Mais informações sobre o evento no site do evento em http://www.agroecologia2009.org.br/
Cristina Tordin, MTb. 28.499
Eliana Lima, MTb. 22.047
Embrapa Meio Ambiente
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