Pesquisadores e técnicos do estado de São Paulo e de Dourados (MS) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, se reuniram com o assessor da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em Campinas (SP), para discutir sobre transferência de tecnologias aos agricultores familiares de assentamentos utilizando metodologias participativas.
A Embrapa foi designada para gerir recurso que prevê a implantação de modelo de produção compatível com as necessidades da agricultura familiar com foco na implantação de uma infra-estrutura modular capaz de garantir a sustentabilidade da produção de sementes para uso próprio, segundo as condições econômicas e sociais dos agricultores familiares e assentados.
A disponibilização dos resultados da pesquisa agropecuária aos assentados é a meta que a Embrapa e parceiros vai perseguir nesse trabalho de transferência de tecnologia no interior do estado de São Paulo, diz Fernando Matsuura, gerente do Escritório de Negócios de Campinas da Embrapa Transferência de Tecnologia e gestor do programa para São Paulo.
Moacir Sousa, chefe da Assessoria de Relações Nacionais da Embrapa coordenou a reunião e sugeriu algumas tecnologias que podem ser direcionadas aos agricultores do assentamento do Pontal de Paranapanema - primeira região do estado que será atendida pelo Programa.
As ações de transferência de tecnologia vão envolver as áreas de recuperação de pastagens, pecuária leiteira, produção de sementes e cultivo de mandioca, nos assentamentos de Mirante do Paranapanema e do Pontal e nos assentamentos da cidade de Promissão.
Experiência
A reunião contou com o apoio de Nicolau Schaun, assessor da presidência da Embrapa em Brasília (DF), que atua na área e conhece bem os gargalos existentes para se repassar tecnologias para a agricultura familiar.
Segundo ele é preciso pensar a lógica deste tipo de produção. Eles têm consciência de que não podem trabalhar apenas com sua subsistência, mas, precisam de investimento e acompanhamento técnico para conseguir ultrapassar esta barreira na produção e alcançar um padrão de vida melhor.
João Carlos Canuto, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Campinas/SP) que tem experiência com projetos de transferência de tecnologia para agricultores familiares e assentados, ressaltou que o trabalho com esta parcela significativa da produção agropecuária no Brasil tem duas formas de se encarar, ou você abraça a causa e se dedica a ela ou nem começa o trabalho, pois, eles são interessados, aprendem logo e tem muita carência de informação.
Fernando Lamas da Embrapa Agropecuária Oeste em Dourados (MS), que vai colaborar no trabalho pela proximidade com a região do Pontal, ressaltou a importância destas discussões nas regiões e a elaboração de planos de ação integrados.
Ao final da reunião, os representantes das unidades de pesquisa se comprometeram a planejar as ações, dentro do escopo de seu trabalho, para atender da melhor maneira o objetivo do programa.
Vera Scholze Borges Mtb 72462

