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Bioecologia como alternativa ao controle de pragas de solo (24/09/2009)
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Ana Luiza Viegas
Bioecologia como alternativa ao controle de pragas de solo

Na quarta (23), os participantes da XI Reunião Sul-Brasileira sobre Pragas de Solo, evento que está sendo realizado na Embrapa Clima Temperado até quinta-feira (24), trocaram informações e experiências relacionadas a bioecologia e ao controle biológico de pragas de solo. Além dessas atividades, também puderam assistir a apresentação oral de trabalhos e visitar a área de pôsteres sobre a temática.

O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Miguel Borges, falou sobre o uso de feromônios como alternativa de manejo bioecológico das pragas de solo. Os feromônios são odores emitidos com a finalidade de acasalamento e podem ser utilizados na agricultura em armadilhas (tanto para acusar a chegada da praga quanto para a captura massiva de insetos) ou em libertadores (que confundem os insetos e induzem a movimentação dos mesmos na lavoura, facilitando o contato com o agente controle).

“Os feromônios são específicos e, por isso, atingem somente a espécie de inseto alvo e não prejudicam os inimigos naturais. Além disso, podem ser utilizados em quantidades muito pequenas, portanto com reduzido risco de contaminação ao meio ambiente e promovendo economia para o produtor”, acrescentou.

Em relação a bioecologia também foram enfocados o controle de curculionídeos (que pode provocar danos a soja e aos citros) e as interferências de sistemas de cultivo. O controle biológico de pragas de solo também foi debatido durante a tarde, quando os palestrantes falaram sobre: utilização de entomopatógenos; perspectivas de utilização de predadores e parasitóides e utilização de plantas transgênicas.

O especialista em regulamentação da Monsanto, Samuel Martineli, falou das vantagens da integração da planta transgênica ou geneticamente modificada resistente a insetos, como o controle biológico para uso em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). “Esse é um método para proteção de plantas que é específico, assim o produtor tem maior facilidade no manejo, possibilitando que o agricultor invista os seus recursos em outras atividades, como: controle de plantas daninhas, adubação, tecnologia de colheita, entre outros”, disse.

Segundo ele, devido a essa especificidade é possível uma integração com o controle biológico, pois pode promover a redução no uso de inseticidas. Ele acrescentou que existem hoje no Brasil, cerca de três variedades de algodão BT e oito de milho (GM) com essas características e que tiveram sua biosegurança aprovada pela CTNBIO. “Essas cultivares são seguras, porém os produtores que optarem por essas variedades precisam ficar atentos às orientações estabelecidas pelo Programa de Manejo de Resistência. No caso do milho, é recomendável o plantio de 10% da área com milho não modificado geneticamente. Sugerimos que os interessados visitem o site www.planterefugio.com.br”, destacou.

O evento é uma realização da Embrapa Clima Temperado, em parceria com a Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), FAPEG, CNPq e PAC Embrapa.


Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9

Colaboração: Manoela Soares (estagiária)

Embrapa Clima Temperado

Contatos: (53) 3275-8113 - congro@cpact.embrapa.br

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