Na quarta (23), os participantes da XI Reunião Sul-Brasileira sobre
Pragas de Solo, evento que está sendo realizado na Embrapa Clima
Temperado até quinta-feira (24), trocaram informações e experiências
relacionadas a bioecologia e ao controle biológico de pragas de solo.
Além dessas atividades, também puderam assistir a apresentação oral de
trabalhos e visitar a área de pôsteres sobre a temática.
O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Miguel
Borges, falou sobre o uso de feromônios como alternativa de manejo
bioecológico das pragas de solo. Os feromônios são odores emitidos com a
finalidade de acasalamento e podem ser utilizados na agricultura em
armadilhas (tanto para acusar a chegada da praga quanto para a captura
massiva de insetos) ou em libertadores (que confundem os insetos e
induzem a movimentação dos mesmos na lavoura, facilitando o contato com
o agente controle).
“Os feromônios são específicos e, por isso, atingem somente a espécie de
inseto alvo e não prejudicam os inimigos naturais. Além disso, podem ser
utilizados em quantidades muito pequenas, portanto com reduzido risco de
contaminação ao meio ambiente e promovendo economia para o produtor”,
acrescentou.
Em relação a bioecologia também foram enfocados o controle de
curculionídeos (que pode provocar danos a soja e aos citros) e as
interferências de sistemas de cultivo. O controle biológico de pragas de
solo também foi debatido durante a tarde, quando os palestrantes falaram
sobre: utilização de entomopatógenos; perspectivas de utilização de
predadores e parasitóides e utilização de plantas transgênicas.
O especialista em regulamentação da Monsanto, Samuel Martineli, falou
das vantagens da integração da planta transgênica ou geneticamente
modificada resistente a insetos, como o controle biológico para uso em
programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). “Esse é um método para
proteção de plantas que é específico, assim o produtor tem maior
facilidade no manejo, possibilitando que o agricultor invista os seus
recursos em outras atividades, como: controle de plantas daninhas,
adubação, tecnologia de colheita, entre outros”, disse.
Segundo ele, devido a essa especificidade é possível uma integração com
o controle biológico, pois pode promover a redução no uso de
inseticidas. Ele acrescentou que existem hoje no Brasil, cerca de três
variedades de algodão BT e oito de milho (GM) com essas características
e que tiveram sua biosegurança aprovada pela CTNBIO. “Essas cultivares
são seguras, porém os produtores que optarem por essas variedades
precisam ficar atentos às orientações estabelecidas pelo Programa de
Manejo de Resistência. No caso do milho, é recomendável o plantio de 10%
da área com milho não modificado geneticamente. Sugerimos que os
interessados visitem o site www.planterefugio.com.br”, destacou.
O evento é uma realização da Embrapa Clima Temperado, em parceria com a
Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), FAPEG, CNPq e PAC Embrapa.
Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Manoela Soares (estagiária)
Embrapa Clima Temperado
Contatos: (53) 3275-8113 - congro@cpact.embrapa.br

