No último sábado de setembro (26/9), quem foi até a Central de
Abastecimento do Distrito Federal - Ceasa/DF e adquiriu produtos no
Mercado Orgânico ganhou de presente uma ecobag, bolsa reutilizável que
substitui a sacolinha de plástico. A novidade faz parte da campanha
desenvolvida pela Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), que coordena o
Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Agricultura Orgânica do
Distrito Federal - CDTOrg-DF, e instituições como Sindi orgânicos,
Emater-DF, Sebrae, Ministério da Ciência e Tecnologia, com
financiamento do CNPq. Além das ecobags, a campanha ainda conta com
cartazes,folders e banners com temas alusivos à preservação ambiental.
O pesquisador Francisco Vilela explica que o evento encerra a primeira
fase do projeto CDTOrg, e seu principal objetivo foi o de chamar a
atenção do consumidor de produtos orgânicos para a necessidade de
incorporar novos hábitos no seu dia a dia. "Não existem estimativas
confirmadas, mas estima-se que cerca de 700 a um bilhão de sacolinhas
plásticas são utilizadas no Brasil, mensalmente, somente nas redes de
supermercados. Levando-se em conta que esse material pode levar até 500
anos para desaparecer do ambiente, pode-se deduzir os enormes prejuízos
que causam ao ecossistema", contabiliza o pesquisador.
Segundo ele, a campanha visa justamente levar os consumidores a
abandonarem as sacolas plásticas em troca das reutilizáveis. Francisco
festeja algumas iniciativas a exemplo das chamadas sacolas
oxi-biodegradáveis, feitas de plástico comum derivado do petróleo, mas
contendo aditivos especiais que na presença de oxigênio, luz, calor e
umidade vão-se reduzindo em moléculas cada vez menores até
desaparecerem, e que estão chegando no mercado. "Algumas redes de
supermercados já usam as sacolas oxi-biodegradáveis e ja começam a
estimular o uso das ecobags", ressalta Francisco, que aponta outra
medida para desestimular o uso de sacolas plásticas, como a adotada por
algumas centrais atacadistas que cobra dos consumidores pelo seu uso.
Outra forma ainda mais ecológica descrita pelo pesquisador envolve
também o plástico biodegradável, só que produzido a partir de amido de
milho, batata ou mandioca, e até mesmo de resinas vegetais. "Este tipo
de plástico é decomposto diretamente por microorganismos, podendo ser
compostado e virar adubo para as plantas", assinala. Entretanto, este
tipo de plástico tem um custo bastante elevado e seu uso ainda é
incipiente no comercio.
Com relação às embalagens plásticas e de papelão que já embalam os
produtos nas gôndolas, uma novidade: serão instalados pelos produtores
que integram o Mercado Orgânico conteiners para o descarte desse
material, que serão recolhidos por cooperativas de reciclagem, evitando
o seu depósito nas lixeiras domésticas.
O pesquisador informa que na oportunidade, além da campanha pelo uso de
ecobags, foram distribuidos para as intituições ligadas à cadeia de
produção de alimentos orgâni cos do DF, CDs contendo o relatório final
com os principais resultados da primeira fase do projeto CDTOrg-DF que
resultou numa publicação de 150 páginas, "uma espécie de prestação de
contas à sociedade das instituições que foram parceiras neste projeto".
Assessoria de Imprensa
Área de Comunicação e Negócios (ACN)
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