A Embrapa Solos(RJ) unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa recebe na sexta-feira(25), às 14h, algumas das maiores autoridades brasileiras e internacionais em fertilizantes para o painel Fertilizantes e Produção de Alimentos no Mundo. Estarão presentes profissionais da Petrobras, Fosfertil e Instituto Internacional do Potássio (IPI-Suíça), além da própria Embrapa.
O evento vai debater um possível apagão de fertilizantes nas próximas décadas, o que colocaria a agricultura brasileira em cheque. Esse assunto é pouco debatido no meio urbano, mas a possibilidade de aumento no preço dos alimentos, quando o apagão vier,não pode mais ser ignorada.
Fontes alternativas
Medidas para reverter esse quadro foram tomadas pela Embrapa a fim de identificar fontes alternativas de nutrientes para a agricultura brasileira, com a criação da Rede FertBrasil, iniciativa da estatal de pesquisa agroprecuária com diversas instituições de pesquisa e empresas do setor privado.
No ranking mundial de produção de fertilizantes, o Brasil ocupa o 4o lugar, contudo essa produção não é suficiente para atender a demanda interna e o País é fortemente dependente da importação desses insumos. Em 2008, o Brasil importou mais de 15 milhões de toneladas de fertilizantes, sendo que só de potássio, o Brasil importa mais de 90% do que necessita para suas lavouras. Essa tendência deverá se intensificar com a expansão da agroenergia, notadamente com a expansão da cana-de-açúcar e as espécies oleaginosas.
Para concretizarmos a ideia de desmatamento zero, recuperando áreas de pastagens degradadas tornando-as áreas produtoras de alimentos, precisamos de grandes quantidades de fertilizantes para restaurar os níveis de fertilidade desses solos. Em outras palavras, a conta brasileira de fertilizantes não fecha.
O governo quer aumentar a produção de fertilizantes no país como um instrumento para conter a alta no preço dos alimentos. A redução da dependência nessa área foi recomendada pelo presidente Lula. Na safra 2008/09 os fertilizantes tiveram reajustes superiores a 100%, tornando-se um dos principais fatores de pressão inflacionária no setor.
A intenção do governo é reverter o quadro de dependência externa, reduzindo de 75% para 25% do consumo a importação desse tipo de produto. Vale lembrar que o crescimento no consumo de fertilizantes no País é de 4,0% ao ano.
Serviço:
Painel Fertilizantes e Produção de Alimentos no Mundo
Local: Embrapa Solos – Rua Jardim Botânico, 1024 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro-RJ (estacionamento no local)
14h – Abertura – Maria de Lourdes Brefin, Chefe Geral da Embrapa Solos
14h20 – Futuro e tendências para a produção e o consumo de fertilizantes nitrogenados no Brasil e no mundo: perspectivas brasileiras
Heraldo Namorato de Sousa – pesquisador da Petrobras
15h – Futuro e tendências para a produção e consumo de fertilizantes fosfatados no Brasil e no mundo: perspectivas brasileiras.
Roberto Busato Belger – diretor industrial da Fosfertil Fertilizantes S/A
15h40 - Coffee break
16h- Futuros padrões do consumo de potássio: a produção pode fazer frente à demanda por grãos?
Hillel Magen – diretor internacional do Instituto Internacional do Potássio
16h40 - Mesa redonda aberta a perguntas e discussões
Coordenação Vinícius Benites - pesquisador da Embrapa Solos
17h30- Encerramento
Informações para imprensa:
Carlos Dias 20.395 Mtb RJ
Embrapa Solos
T – (21) 2179-4578
carlos@cnps.embrapa.br
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