Embrapa trata dos desafios do futuro em instalação multimídia
(24/04/2010)
As tecnologias expostas pela Embrapa no VII Ciência para a Vida são resultado de anos de pesquisa e por isso é importante pensar hoje no que será necessário desenvolver daqui a cinco, dez ou 15 anos. Esse é o tema do “Espaço do Futuro”, instalação multimídia que é uma das atrações do evento e que mostra os principais desafios enfrentados pela pesquisa
agropecuária nos próximos anos.
No “Espaço do Futuro” o visitante entra em um túnel do tempo para conhecer como será a fazenda do futuro, quem será o consumidor do futuro ou como os
pesquisadores pretendem criar soluções para problemas que ainda devem surgir. O primeiro passo é conhecer os riscos do futuro.
Em quatro diferentes telas, o visitante terá a oportunidade de ver e ouvir dos próprios pesquisadores da Embrapa o que esperar dos próximos anos. Um dos grandes riscos enfrentados hoje é a perda de recursos genéticos, causado pelo desmatamento e pela exploração predatória dos recursos naturais.
O pesquisador Bruno Machado Teles Walter, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, explica que “a biodiversidade de recursos genéticos vem sendo perdida em taxas alarmantes antes mesmo de serem conhecidas”. De acordo com o pesquisador, armazenar esses materiais é uma ação estratégica porque permite o trabalho de melhoramento genético no futuro.
O melhoramento genético não é uma novidade para a Embrapa, que na próxima segunda-feira completa 37 anos de pesquisa agropecuária. A novidade é que
o atual cenário de aquecimento global pode provocar um rearranjo da geografia de produção agrícola no país e a necessidade de desenvolvimento de plantas mais resistentes às mudanças climáticas. Esse é o segundo desafio tratado pelos pesquisadores no “Espaço do Futuro”.
Quem fala aos visitantes nessa tela é o pesquisador Eduardo Delgado Assad, da Embrapa Informática Agropecuária. “Temos aumentos de temperatura
diferenciados no país, mais intensos no Nordeste, um pouco menos no Centro-Oeste”, explica o pesquisador. Isso deve fazer com que o cultivo de cana e de mandioca, por exemplo, migre rumo ao Sul ou que soja e milho encontrem condições mais favoráveis no Centro-Oeste.
Mas além de desenvolver plantas mais adaptadas é preciso trabalhar para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Esdras Sundfeld,
da Embrapa Agroenergia, mostra que uma das saídas para isso é o uso de fontes de energia renováveis. A Embrapa desenvolve pesquisas voltadas à
produção de etanol e biodiesel e pesquisa florestas energéticas e utilização de resíduos. Tudo isso poderá reduzir a dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo o e o gás natural, cujas reservas poderão se esgotar.
E como será o alimento do futuro? Essa resposta quem dá é a pesquisadora Marília Regina Nutti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos: “o alimento do futuro tem como foco o valor nutricional e de saúde”. Hoje já é
possível produzir alimentos biofortificados, destinados a populações carentes.
Com a tecnologia é possível criar alimentos totalmente novos em valor nutricional, cor, sabor e aspecto. “Mas para isso é preciso muito foco em pesquisa”, completa a pesquisadora.
O “Espaço do Futuro” traz ainda um painel com a fazenda do futuro, que mostra como as tecnologias poderão mudar para melhor a vida do homem no
campo. O VII Ciência para Vida está aberto ao público diariamente até o dia 2 de maio, com entrada franca, das 9h às 21h. Além do “Espaço Futuro”, o visitante poderá conhecer tecnologias desenvolvidas em todo o país pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Daniel Medeiros (SC-02735-JP)
Contato: (69) 3225-9387
daniel.medeiros@cpafro.embrapa.br
agropecuária nos próximos anos.
No “Espaço do Futuro” o visitante entra em um túnel do tempo para conhecer como será a fazenda do futuro, quem será o consumidor do futuro ou como os
pesquisadores pretendem criar soluções para problemas que ainda devem surgir. O primeiro passo é conhecer os riscos do futuro.
Em quatro diferentes telas, o visitante terá a oportunidade de ver e ouvir dos próprios pesquisadores da Embrapa o que esperar dos próximos anos. Um dos grandes riscos enfrentados hoje é a perda de recursos genéticos, causado pelo desmatamento e pela exploração predatória dos recursos naturais.
O pesquisador Bruno Machado Teles Walter, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, explica que “a biodiversidade de recursos genéticos vem sendo perdida em taxas alarmantes antes mesmo de serem conhecidas”. De acordo com o pesquisador, armazenar esses materiais é uma ação estratégica porque permite o trabalho de melhoramento genético no futuro.
O melhoramento genético não é uma novidade para a Embrapa, que na próxima segunda-feira completa 37 anos de pesquisa agropecuária. A novidade é que
o atual cenário de aquecimento global pode provocar um rearranjo da geografia de produção agrícola no país e a necessidade de desenvolvimento de plantas mais resistentes às mudanças climáticas. Esse é o segundo desafio tratado pelos pesquisadores no “Espaço do Futuro”.
Quem fala aos visitantes nessa tela é o pesquisador Eduardo Delgado Assad, da Embrapa Informática Agropecuária. “Temos aumentos de temperatura
diferenciados no país, mais intensos no Nordeste, um pouco menos no Centro-Oeste”, explica o pesquisador. Isso deve fazer com que o cultivo de cana e de mandioca, por exemplo, migre rumo ao Sul ou que soja e milho encontrem condições mais favoráveis no Centro-Oeste.
Mas além de desenvolver plantas mais adaptadas é preciso trabalhar para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Esdras Sundfeld,
da Embrapa Agroenergia, mostra que uma das saídas para isso é o uso de fontes de energia renováveis. A Embrapa desenvolve pesquisas voltadas à
produção de etanol e biodiesel e pesquisa florestas energéticas e utilização de resíduos. Tudo isso poderá reduzir a dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo o e o gás natural, cujas reservas poderão se esgotar.
E como será o alimento do futuro? Essa resposta quem dá é a pesquisadora Marília Regina Nutti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos: “o alimento do futuro tem como foco o valor nutricional e de saúde”. Hoje já é
possível produzir alimentos biofortificados, destinados a populações carentes.
Com a tecnologia é possível criar alimentos totalmente novos em valor nutricional, cor, sabor e aspecto. “Mas para isso é preciso muito foco em pesquisa”, completa a pesquisadora.
O “Espaço do Futuro” traz ainda um painel com a fazenda do futuro, que mostra como as tecnologias poderão mudar para melhor a vida do homem no
campo. O VII Ciência para Vida está aberto ao público diariamente até o dia 2 de maio, com entrada franca, das 9h às 21h. Além do “Espaço Futuro”, o visitante poderá conhecer tecnologias desenvolvidas em todo o país pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Daniel Medeiros (SC-02735-JP)
Contato: (69) 3225-9387
daniel.medeiros@cpafro.embrapa.br

