O programa semanal de rádio da Embrapa, Prosa Rural, reúne nesta semana, em Brasília (DF), 50 comunicadores das Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), para debater como o Prosa pode se manter atraente para seus ouvintes e melhorar seu papel de levar, ao jovem rural e ao agricultor familiar, tecnologias geradas pela pesquisa.
Para Maya Takagi, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), órgão parceiro do programa desde a sua criação, em 2003, " O Prosa Rural já está consolidado e, como precisamos promover o desenvolvimento do campo, o programa representa uma das pernas da inclusão produtiva, porque contribui para a troca de conhecimentos e para melhorar a capacitação do pequeno produtor ".
Um dos desafios para o Prosa Rural é, efetivamente, transformar-se em um instrumento de apoio à extensão rural e à transferência de tecnologia, como destacou o gerente-geral da Embrapa Informação Tecnológica, Fernando do Amaral Pereira. "Para atingir esse objetivo, queremos reforçar as parcerias com a extensão rural, principalmente com as empresas que têm maior experiência em rádio e no desenvolvimento de programas locais", acrescentou ele.
O coordenador executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), José Luiz do Nascimento Sóter, lembrou os oito anos de parceria com o Prosa Rural. “Nos associamos ao programa porque ele tem o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento técnico-científico para o pequeno produtor, e a preocupação com a linguagem sempre esteve presente, desde o que o Prosa foi criado, porque é preciso fazer as pessoas compreenderem que é possível colocar em prática as técnicas divulgadas”, destacou Sóter.
A abertura do encontro contou com a participação de extensionistas da Emater Paraná, Natalino Avance; da Emater do Distrito Federal, Marcos Ansani; e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Jorge Silveira; que apresentaram experiências da extensão com a produção de programas radiofônicos, a exemplo de o "O homem e a terra", produzido desde 1976 pela Emater do Paraná e da "A voz da EBDA", produzido na Bahia. Conhecer o perfil do nosso ouvinte, ter o rádio como um veículo de diálogo com o agricultor, e capacitar a assistência técnica e extensão rural para o uso desse veículo foram os principais aspectos por eles abordados.
Segundo o chefe do Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Lúcio Brunale, que também participou da mesa de abertura do encontro, para que o rádio funcione como uma ferramenta de fazer transferência de tecnologia, faz-se necessário que atenda a três condições: ter informações adequadas para serem assimiladas, fazer uma boa caracterização do ouvinte, e contar com profissionais capacitados. Para Alcione Carolina Silva, coordenadora de articulação de políticas de comunicação para a cultura, do Ministério da Cultura, ouvir o interessado e conhecer o saber válido de quem nos ouve é o caminho para educar comunicando e comunicar cultura, e o rádio pode ajudar nesse processo.
Encontro e expectativas
Este é o sexto encontro promovido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília-DF), Unidade coordenadora do Prosa Rural, com o objetivo de atualizar e de capacitar a sua rede de comunicadores por meio de debates e de oficinas de criatividade, de entrevistas, de elaboração de roteiros, e de locução e, assim, aprimorar a atuação desses profissionais que produzem semanalmente quatro programas regionais.
Neste ano, 40% dos comunicadores presentes participam pela primeira vez do encontro do Prosa Rural, entre eles representantes de Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), como a Empaer (MT), a Epagri (SC) e o Incaper (ES).
A expectativa de Ivon Pereira da Silva, representante da Empaer (MT), que participa pela primeira vez do encontro, é conhecer mais a dinâmica do Prosa Rural e discutir a melhor forma de trabalhar em parceria com o programa de rádio da Embrapa. Reciclar-se e trocar experiências com os outros comunicadores para produzir programas de maior qualidade é a grande expectativa da jornalista Rose de Oliveira, da Epamig (MG).
Selma Beltrão (JP 2490 DF)
Embrapa Informação Tecnológica
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