Homenageados

Foto de Márcio Lopes de Freitas

 

Márcio Lopes de Freitas

Agropecuarista e cooperativista há mais de 20 anos, Márcio Lopes de Freitas é, desde 2001, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). É homenageado por sua contribuição para o desenvolvimento do cooperativismo no País.

Márcio de Freitas é natural de Patrocínio Paulista, interior de São Paulo (SP). Produtor de café, olerícolas orgânicas e criador de gado, é graduado em Administração pela Universidade de Brasília (UnB).

Sua participação direta no cooperativismo teve início em 1994, nas diretorias da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) e da Cooperativa de Crédito Rural (Credicocapec), nas quais atuou como presidente. Também esteve à frente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), entre 1997 e 2001.

Também é presidente Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e, desde 2005, da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).


Foto de Luiz Fiorese

 

Luiz Fiorese

Nascido em Colorado (RS), o produtor rural Luiz Fiorese é homenageado pela longa parceria com a Embrapa para a produção de sementes de soja convencional. Ele atua nesse mercado para vários estados como Mato Grosso, Rondônia, Rio Grande do Norte, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e também países da América do Sul e da África.

Luiz Fiorese começou suas atividades como agricultor em 1976, em Campo Mourão (PR). Em 1992, muda-se para o Centro-Oeste, estabelecendo-se no município de Água Fria de Goiás (GO), região com aptidão produtiva, clima favorável e altitude propícia para a produção de sementes.

Em 2009, constituiu a marca Sementes Quati, para o mercado de semente de soja convencional. É membro da Fundação Cerrados, onde ocupou vários cargos, liderando dentro o programa de Soja Livre. Atualmente é o presidente dessa Fundação.


Foto de Francisco José da Cunha (Francimar)

 

Francisco José da Cunha (Francimar)

Francisco José da Cunha, Francimar, como é conhecido, é um exemplo de produtor para seus vizinhos. O trabalho desenvolvido em sua propriedade e arredores impulsiona a economia local, tornando a região do município de Quixeramobim a maior produtora de algodão do Estado do Ceará. A homenagem prestada pela Embrapa é justamente pelo trabalho desenvolvido com culturas alimentares, algodão e animais domésticos.

Francimar, herdou a fazenda Lages em Quixeramobim (CE), aos 16 anos de idade e, desde então, dedica-se ao cultivo de feijão, milho e algodão, além da criação de gado na propriedade de cerca de 100ha.

O plantio de algodão sempre ocupou a maior área de cultivo da propriedade, variando de 20ha a 25ha, pois trata-se da cultura com maior rentabilidade. Ela também é a cultura na qual Francimar desenvolveu uma técnica de manejo empírica para controle do bicudo, que passou a afetar a região nos anos 1980.

Com o surgimento da praga na região, o agricultor adotou um maior espaçamento entre plantas e o plantio nas primeiras chuvas, antecipando ao máximo a formação da maior quantidade de maças antes do ataque com danos do bicudo. Com a aplicação da técnica, ele consegue antecipar a formação de um grande número de maças antes do surgimento da segunda ou terceira geração do bicudo. A adoção do espaçamento maior entre plantas aumenta a incidência de sol nos botões florais, secando e matando boa parte dos ovos e lavas do bicudo antes que ele chega à fase adulta.


Foto de Sérgio Roberto Dotto

 

Sérgio Roberto Dotto

O Engenheiro Agrônomo e ex-pesquisador da Embrapa Sérgio Roberto Dotto é homenageado por suas pesquisas para o avanço da cultura do trigo no Cerrado. Com 46 anos de atuação em pesquisas e trabalhos realizados na Embrapa Soja, Embrapa Cerrados e Embrapa Trigo, Sérgio Dotto é um dos responsáveis pelo desenvolvimento de cultivares e tecnologias para a cultura do trigo, adaptadas para as regiões sul, centro-sul e central do Brasil.

Sérgio Roberto Dotto ocupou a Chefia-Geral da Embrapa Trigo em duas ocasiões, entre 1979 e 1982 e entre 2010 e 2017, e também foi chefe-geral da Embrapa Soja entre 1993 e 1995.

Como pesquisador, atuou em projetos de pesquisa na cultura de trigo nas áreas de melhoramento e fitotecnia, no DNPEA/MAPA (1971 a 1973) e na Embrapa Trigo, Embrapa Soja e Embrapa Cerrados, entre 1974 e 2005, onde contribuiu para o desenvolvimento cultivares e tecnologias para a cultura de trigo adaptadas para as regiões sul, centro-sul e central do Brasil.

O pesquisador foi responsável pela criação e instalação do Polo de Desenvolvimento de Trigo Tropical da Embrapa Trigo em Uberaba, MG, em parceria com a Epamig, em 2012.


Foto de José Geraldo Di Stefano

 

José Geraldo Di Stefano

José Geraldo Di Stefano é analista da Embrapa Algodão e recebeu a homenagem pelo trabalho desenvolvido com países africanos para o cultivo do algodão em sistema de plantio direto.

Di Stefano desenvolve trabalhos nas áreas de transferência de tecnologia e inovação em sistemas de produção. Foi coordenador do projeto Cotton 4 + Togo, um programa de cooperação técnica entre a Embrapa e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que proporcionou aumento da competitividade da cadeia do algodão em cinco países da África (Benin, Burkina-Faso, Mali, Tchad e Togo), a partir da adaptação de tecnologias em pequenas propriedades.

Ele Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Faculdade de Agronomia Manoel Carlos Gonçalves (1984), especialização em Investigación y Desarrollo para Uso Agricola Sustentable de la Tierra en el Tropico Americano pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical / CIAT, Colômbia, e Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza / CATIE, Costa Rica (1995). É mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

Atualmente atua na supervisão do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia (SPIT) da Embrapa Algodão com ações voltadas à região semiárida.


Foto de Francisco José Lima Aragão

 

Francisco José Lima Aragão

Francisco Aragão é pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, desde 1990.

O pesquisador é pioneiro na geração de plantas transgênicas no Brasil. Membro titular da Academia Brasileira de Ciências e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico desenvolveu eventos geneticamente modificados aprovados para comercialização no País, como a soja Cultivance, em parceria com a Basf. O pesquisador continua atuando em projetos de engenharia genética, que aliam produção e sustentabilidade em prol da agricultura tropical, como por exemplo, no desenvolvimento de plantas com resistência a doenças e tolerância a estresses climáticas, entre outras características de interesse agronômico.

Também é professor colaborador e orientador em cursos de doutorado da Universidade de Brasília e Universidade de Campinas. Foi membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).


Foto de Josias Correa de Faria

 

Josias Correa de Faria

Josias Correa de Faria é pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão. Engenheiro agrônomo emérito, coordenou o projeto internacional “Bean Cowpea Collaborative Support Program

Natural de Caratinga (MG), é formado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, onde também concluiu o mestrado em Fitopatologia, em 1974, ano em que ingressou na Embrapa.

Concluiu o Ph.D no Departamento de Fitopatologia da University of Wisconsin (UW) – Madison, EUA, em 1982, e então passou a atuar no desenvolvimento de estratégias de controle do mosaico dourado (MD). Como cientista visitante no Institute for Molecular Virology da Universidade de Wisconsin, clonou e caracterizou molecularmente o Vírus do Mosaico Dourado do Feijoeiro do Brasil, da Guatemala e da República Dominicana, estabelecendo a singularidade do vírus encontrado no Brasil. A descoberta abriu o caminho para aplicação da biotecnologia no controle do MD.


Foto de Enrique Anastácio Alves

 

Enrique Anastácio Alves

O pesquisador da Embrapa Rondônia Enrique Anastácio Alves é líder do projeto tribos e atua nas áreas de colheita, pós-colheita e qualidade do café. É representante do estado de Rondônia no grupo técnico de café Conilon. Destaque para o trabalho desenvolvido no projeto Tribos para capacitação de indígenas nas melhores práticas para produção sustentável de cafés de qualidade em Rondônia.Ele é homenageado por sua atuação à frente do projeto de pesquisa e transferência de tecnologias de café às etnias Tupari e Aruá da Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta D’Oeste (RO).

Enrique Anastácio Alves é agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa, onde fez mestrado e doutorado em Engenharia Agrícola. Nesse período, trabalhou com Agricultura de Precisão, com foco na cultura do café arábica. Fez Pós-doutorado e trabalhou como pesquisador convidado no Biosystems and Agricultural Engineering pela University of Kentucky.

Desde 2010, atua como pesquisador na Embrapa Rondônia, nas áreas de colheita, pós-colheita e qualidade de bebida do café. É editor técnico da Revista Cafés de Rondônia desde 2016. Os trabalhos de maior destaque envolvem a colheita semimecanizada e a produção de cafés de bebida fina, denominados como Robustas Amazônicos.

O reconhecimento da primeira Indicação Geográfica para os cafés canéfora do mundo e o desenvolvimento de um modelo de cafeicultura sustentável para a agricultura familiar e comunidades indígenas são as principais metas do pesquisador em 2019 e nos próximos anos.