Couve-de-bruxelas | Originária da Bélgica


A couve-de-bruxelas é uma hortaliça da família das Brássicas, portanto próxima ao repolho, couve-flor, couve e mostarda. A parte comestível são gemas, na forma de pequenos repolhos com diâmetro entre 2,5 e 4 cm. Considera-se que seja originária da Bélgica, em uma região próxima à capital Bruxelas, de onde deriva seu nome. A couve-de-bruxelas é rica em vários nutrientes importantes. É uma fonte excelente de vitaminas C e K, além de fornecer quantidades importantes de folato, vitamina A, manganês, potássio, vitaminas B6 e B1. Também é boa fonte de fibras.

Escolha aquelas firmes, compactas e com cor verde brilhante. Quando se deterioram, as folhas ficam amareladas e murchas e as cabeças ficam fofas e flácidas. Quando velhas também apresentam um forte cheiro de repolho. A base pode estar ligeriramente descolorida sem que isso signifique perda de qualidade, desde que esteja firme e não esteja escura. A couve-de-bruxelas deve, preferencialmente, estar exposta em gôndolas refrigeradas. O mauseio descuidado provoca o murchamento e amarelecimento das folhas, por isso, escolha-as com cuidado, sem apertar e sem jogá-las de um lado para outro. Quando vendida à granel, escolha cabeças de mesmo tamanho para obter um cozimento uniforme.

Se não for consumí-las imediatamente, coloque-as em geladeira tão logo chegue em casa. Antes de colocá-las na geladeira, remova as folhas externas danificadas. Coloque as cabeças em saco de plástico ou vasilha plástica com tampa, sem lavá-las. Se forem frescas e tiverem sido manuseadas com cuidado desde a colheita podem ser mantidas nestas condições por até uma semana. Após este período, desenvolvem um odor muito forte e desagradável, murcham e as folhas amarelecem. Para congelar, remova as folhas externas danificadas ou amareladas, faça um corte em cruz na base e lave-as em água corrente. Coloque-as em água fervente por 3 minutos e em seguida em água com gelo por 3 minutos. Drene a água, espalhe-as em uma bandeja em uma única camada e leve ao congelador. Após 30 minutos, coloque-as em saco ou vasilha de plástico, remova o excesso de ar, lacre a embalagem e retorne-as ao congelador. Podem ser mantidas no congelador por até seis meses.

A couve-de-bruxelas não é consumida crua devido ao sabor e odor muito pronunciados e textura emborrachada, especialmente se decorrido tempo considerável entre a colheita e o consumo. Pode ser preparada de várias maneiras. O primeiro passo no preparo é remover as folhas externas danificadas e lavar as cabeças em água corrente, ou agitá-las em uma vasilha com água, para remover insetos e sujeiras entre as folhas. Em seguida, apara-se a parte mais ressecada da base ou caule, tomando-se o cuidado para não cortar a base muito rente senão as folhas se soltarão durante o cozimento. Como elas são cozidas inteiras, pode-se fazer um corte em cruz na base do caule para permitir o cozimento uniforme das folhas e do miolo. Para cozinhar, adicione-as à água já fervendo e cozinhe somente pelo tempo necessário para amaciá-las ao ponto em que uma faca ou garfo penetre-as facilmente. Drene a água fervente e enxague-as em água fria para interromper o cozimento. O cozimento também pode ser feito em forno de micro-ondas ou no vapor. Quando usar panela própria para cozimento a vapor, recomenda-se destampá-la por alguns minutos durante o cozimento para permitir o escape do cheiro típico dessa hortaliça que pode desagradar algumas pessoas. Depois de cozida, use a couve em saladas frias ou quentes, misture-a ao arroz ou macarrão. Para um delicioso acompanhamento, misture a couve-de-bruxelas cozida e cortada em quatro partes, com cebola roxa, nozes ou castanha e queijo de sabor suave como Minas ou Feta. Tempere com azeite e vinagre balsâmico. Em todas as formas de preparo, o segredo para obter uma couve de bruxelas saborosa é evitar o cozimento excessivo que as torna flácidas, com textura emborrachada e sabor e cheiro muito desagradáveis.