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Leguminosa pulse como estratégia inovadora para o desenvolvimento do agro fluminense

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Foto: RIBEIRO, Maria Eugênia

O cultivo do feijão-mungo ( Vigna radiata L.) – leguminosa pulse com demanda crescente no Brasil – pode ser uma alternativa para ampliar as oportunidades agrícolas do Rio de Janeiro, sobretudo no Norte do Estado. O objetivo deste projeto é caracterizar, identificar e pré-selecionar estirpes de bactérias associadas em feijão-mungo, bem como analisar sua eficiência simbiótica e a quantificação da fixação biológica de nitrogênio (FBN) na cultura.
Dados locais do estado do Mato Grosso revelam que o cultivo do feijão-mungo está em ascensão, com aumento da área plantada, já que a cultura tem boa produtividade, girando em torno de 1 mil a 2 mil quilos por hectare, com boa aceitação no mercado nacional e internacional e valores que atingiram R$ 100 por saco de 60 quilos em 2017. A cultura apresenta ciclo curto, em torno de 70 dias, sendo uma opção de retorno rápido do investimento, além de ser uma possibilidade de plantio no período de vazio sanitário da soja, podendo ser feito o cultivo de milho e feijão-mungo de forma sucessiva em um único vazio.
As leguminosas pulse são caracterizadas como secas, de alto valor protéico e uso diversificado, estando em evidência desde 2016, quando a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU) marcou o ano como o Ano Internacional das Leguminosas Pulses para sensibilizar o público sobre segurança alimentar e nutricional. Há um total de 12 culturas que compõem esse grupo de leguminosas caracterizadas pelos grãos secos, incluindo feijões, ervilhas, lentilha e grão-de-bico, entre outras. O termo vem do latim Puls, que significa, literalmente, sopa grossa – isso porque quando cozidos, esses grãos produzem um caldo bem espesso.
O feijão-mungo, bastante usado na culinária oriental, tem seu consumo baseado principalmente nos brotos formados a partir da germinação de suas sementes, chamados de moyashi. Também tem grande potencial para exportação.

Situação: em execução Data de Início: 11/2019 Data de Finalização: 10/2023

Unidade Lider: Embrapa Agrobiologia

Líder de projeto: Gustavo Ribeiro Xavier

Contato: gustavo.xavier@embrapa.br

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