Sala de imprensa

A Embrapa Agrobiologia possui uma equipe de comunicação preocupada em fazer chegar à sociedade as descobertas da pesquisa e as tecnologias geradas na Unidade, por meio de informativos digitais, releases para a imprensa, programas de rádio e TV. 

Sugestão de temas

Inoculantes: bom para a lavoura, para o produtor e para o meio ambiente
 
Só em 2015, a agricultura brasileira consumiu, de janeiro a abril, algo em torno de 6 milhões de toneladas de fertilizantes. Em 2014, foram 32 milhões de toneladas, segundo a ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos). Pensando na redução dos impactos ambientais provenientes da aplicação de fertilizantes e também na redução dos custos de produção, a Embrapa Agrobiologia estuda há mais de 30 anos os benefícios da fixação biológica de nitrogênio para as plantas.
 
A forma mais comum de se beneficiar da FBN e potencializar a ação das bactérias é através do uso de inoculantes. Nos laboratórios da Embrapa, os pesquisadores já desenvolveram inoculantes para culturas como feijão, soja, feijão caupi, arroz, milho e mais recentemente para cana-de-açúcar. 
 
As pesquisas caminham ainda para o desenvolvimento de inoculantes que além de promover o incremento da produção, possam agir como bioinseticidas ou promotores de crescimento vegetal. Estudos da Embrapa Agrobiologia realizados no campo e nos laboratórios comprovam a eficiência do uso de inoculantes.

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Compostagem orgânica produzida com materiais de origem vegetal
 
Os adubos orgânicos, em sua maioria, utilizam esterco bovino e cama de aviário, que, além de difícil obtenção e custo elevado, podem apresentar problemas de contaminação. Mas a Embrapa Agrobiologia desenvolveu uma tecnologia para produção de adubos e substratos de origem 100% vegetal.
 
Segundo o pesquisador Marco Antônio Leal, o substrato orgânico obtido a partir desse processo apresenta qualidade superior aos similares encontrados no mercado e pode ser utilizado também na agricultura orgânica. "Esse produto é isento de contaminação química e biológica, não utiliza adubos minerais e o seu custo pode ser muito inferior", relata Leal.
 
O pesquisador ressalta ainda que o composto pode ser produzido tanto em grande escala como na pequena propriedade rural, já que utiliza um processo simples, que não necessita de grandes investimentos em infraestrutura. 
 
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Presença de árvores é benéfica para a lavoura
 
Agricultores de São José da Boa Morte, no município de Cachoeiras de Macacu/RJ, perceberam de perto os resultados positivos da preservação de florestas naturais e de espécies arbóreas próximas às lavouras. Ao longo de seis anos, eles participaram de um estudo da Embrapa que visava à transformação de práticas produtivas intensivas, de forma a conciliar a produção de alimentos com a conservação da biodiversidade e dos fragmentos florestais. 
 
O resultado foi o aumento da disponibilidade de água, da presença de insetos que polinizam a plantação e de pássaros que controlam pragas e doenças. Com isso, houve redução da quantidade de insumos aplicados, incremento na produtividade e inserção de uma nova fonte de renda, a partir da venda de produtos de árvores frutíferas introduzidas nas lavouras.
 
A pesquisa foi baseada em três pilares: o conhecimento da biodiversidade nativa, relacionando-a com o potencial econômico; o estudo das técnicas já existentes para a inserção de árvores na paisagem, considerando os interesses dos produtores rurais; e a adaptação das técnicas à realidade do agricultor, que não pode deixar de produzir e obter renda.
 
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Cartilha facilita o reconhecimento de inimigos naturais 
 
Nem todo inseto presente na lavoura é uma praga e alguns podem ser até bastante benéficos para as culturas. Uma cartilha lançada pela Embrapa vem ajudando agricultores a distinguir as pragas dos insetos do bem. A publicação de bolso contém fotos e informações sobre os insetos mais comuns para o controle de pragas, assim como as características necessárias para o seu reconhecimento, como por exemplo, tamanho e coloração.
 
O guia informa ainda qual a função de determinado inimigo natural no controle de pragas. A cartilha está disponível no site da Embrapa Agrobiologia: www.embrapa.br/agrobiologia.
 
Controle biológico - A técnica caracteriza-se pelo uso de organismos vivos, como por exemplo, os insetos, para o controle de pragas agrícolas. Pesquisas recentes realizadas pela Embrapa Agrobiologia mostram que algumas espécies vegetais atraem muitos desses insetos benéficos. Sejam em cultivos consorciados ou em áreas próximas às lavouras, essas plantas atrativas têm se revelado uma excelente alternativa ao uso de inseticidas. 
 
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Pesquisa revela que pecuária brasileira emite menos GEE do que afirma o IPCC
 
Um estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia em pastos do Cerrado brasileiro mostra que a emissão de óxido nitroso (N2O), um dos gases de efeito estufa, é pelo menos 50% menor do que aponta o IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima. Os dados já foram incorporados ao inventário nacional, e significam uma redução de emissões totais de GEE da agropecuária brasileira na ordem de 10%.
 
O pesquisador Bruno Alves explica que, devido ao tamanho do rebanho bovino  algo em torno de 200 milhões de cabeças de gado –, as excretas representam a maior parte das emissões de N2O.  A metodologia do IPCC além de utilizar dados genéricos para todas as regiões do mundo, considera que as emissões de excretas depositadas nas pastagens ocorrem de maneira igual, independentemente de serem fezes ou urina. A pesquisa da Embrapa comprova que a urina tem um fator de emissão menor e por isso não dá pra ser utilizado o mesmo índice das fezes.  
 
Esses dados podem ter influência estratégica para o reposicionamento do Brasil frente às restrições de um mercado consumidor internacional atento aos impactos ambientas dos sistemas de produção.
 
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Sistema integrado de produção de mudas de hortaliças
 
Produzir mudas de hortaliças orgânicas com qualidade é um desafio para o agricultor familiar fluminense em razão do acesso restrito à tecnologias apropriadas a este seguimento. Para ampliar a oferta de algumas dessas tecnologias e promover a sustentabilidade no campo, a Embrapa Agrobiologia vem há dois anos implantando e disseminando o "Sistema integrado de produção de mudas de hortaliças" (SIPM) em quatro regiões do RJ. Em cada localidade, foi selecionado pelo menos um agricultor multiplicador que foi capacitado em todas as técnicas que compõe o SIPM. 
 
O SIPM é composto por uma estufa e uma peneira de baixo custo, um sistema de irrigação baseado no uso de energia solar e um substrato orgânico formado à base de vermicomposto e fino de carvão. 
 
Ganhos reais para as famílias
 
O agricultor orgânico João Galo, de Teresópolis, ressalta que as técnicas são simples e fáceis de serem colocadas em prática. Com as mudas de boa qualidade, Galo conseguiu um acréscimo de mil reais a sua renda mensal. A agricultora Izabel Michi, em Seropédica, na Região Metropolitana, conta que a estufa possibilitou a redução nos gastos com mudas e insumos e consequentemente aumentou o seu lucro. 
 
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Húmus produzido por piolhos-de-cobra
 
Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia (RJ) descobriram que os gongolos, pequenos animais que fazem parte da fauna do solo e conhecidos como piolho-de-cobra, maria-café ou embuá, são exímios trituradores de resíduos e produzem adubos orgânicos de excelente qualidade. Testado na produção de mudas de hortaliças, o gongocomposto – como está sendo chamado o produto – não perde em nada para os melhores substratos comerciais.
 
Ao contrário das minhocas que são bem famosas pela capacidade de produção de húmus, os gongolos são pouco conhecidos e não há registro de qualquer estudo na produção científica brasileira sobre o tema. O resultado das pesquisas mostrou que o substrato produzido pelos gongolos tem a mesma qualidade dos materiais gerados pelas minhocas. A diferença é que o vermicomposto (das minhocas) ainda precisa ser misturado com pó de carvão e torta de mamona para melhorar sua textura e seu nível de nitrogênio, enquanto o gongocomposto já está pronto para uso na produção de mudas em três meses.
 
Esses animais vivem escondidos embaixo de folhas, pedras ou troncos de árvores, e algumas vezes são confundidos com pragas. A pesquisadora da Embrapa Maria Elizabeth Correia explica que produzir o gongocomposto não requer muita mão de obra e pode ser uma boa alternativa para o produtor aproveitar resíduos orgânicos existentes na propriedade e ainda reduzir custos com o uso do substrato obtido.
 

Nossos contatos

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Jornalista - MTB 16913/RJ           
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