Anualmente, no Brasil, milhões de hectares de terras são semeados para formar pastagens, constituídas de gramíneas forrageiras cultivadas, das quais se destacam as introduzidas da África, que, em sua maioria, pertencem aos gêneros Brachiaria, Panicum e Andropogon.

A Embrapa possui programas de seleção de gramíneas e leguminosas para a liberação comercial de novas cultivares. Esses programas seguem um esquema de avaliação sistemático e organizado.  A seleção de materiais a serem liberados tem como principais objetivos: adaptação às condições de solo e clima, resistência a pragas e doenças e alta produtividade de forragem de boa qualidade.

Personagem Professor Tuberculo da cartilha "Uma aula no Sítio Tecnológico da Embrapa"

O campo agrostológico do Sítio Tecnológico é o espaço reservado para o cultivo e demonstração das plantas forrageiras desenvolvidas pela Embrapa ou para expor tecnologias de manejo de plantas forrageiras como: consórcio entre gramíneas e leguminosas, manejo de pastejo e banco clonal para distribuição de mudas de algumas espécies ou variedades de interesse dos produtores.

Dentre as principais forrageiras instaladas, destacam-se:

-Brachiaria brizantha cv. Marandu: o capim Marandu ou Brizantão como é conhecido, é proveniente do Zimbabue, África. Foi lançado no Brasil em 1984 pela Embrapa. Apresenta hábito de crescimento cespitoso, estabelecimento rápido, elevada produção e qualidade de forragem. É o capim mais plantado atualmente no Brasil Central.

-Brachiaria brizantha cv. Xaraés: coletada no Burundi, África e liberada no Brasil pela Embrapa em 2003. Seus principais atributos são a alta produtividade, rápida rebrotação e florescimento tardio e alta capacidade de suporte animal.

-Brachiaria brizantha cv. Piatã: desenvolvida a partir de planta que faz parte da coleção de forrageiras da Embrapa e que originalmente foi coletada no Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) na África entre 1984 e 1985. Foi avaliada e lançada pela Embrapa e seus parceiros em 2006. O nome Piatã é de origem do tupi-guarani e significa fortaleza. É apropriado para solos de média fertilidade, produz forragem de boa qualidade e acumulação de folhas. Destaca-se pelo elevado valor nutritivo, alta taxa de crescimento e rebrotação e pela moderada resistência às cigarrinhas típicas de pastagens. É uma opção para a diversificação das pastagens, tendo produção de forragem de melhor qualidade do que as cultivares Marandu e Xaraés.

- Brachiaria brizantha cv. Paiaguás: indicada principalmente para uso em sistema de integração lavoura pecuária, sua grande vantagem é durante o período seco, onde apresenta maior acúmulo de forragem e melhor valor nutritivo, resultando em melhor desempenho animal.

- Panicum maximum cv. Mombaça: é originário da Tanzânia, África foi lançado pela Embrapa em 1993 em conjunto com outras instituições (IAPAR, CEPLAC e EPAMIG). De crescimento cespitoso com elevada produção sob adubação intensiva e alto valor nutritivo. É exigente quanto à fertilidade de solos para um bom e rápido estabelecimento.

- Panicum maximum cv. Tanzânia: é originário da Tanzânia, África foi lançado pela Embrapa em 1990. Assemelha-se muito ao Mombaça no aspecto de qualidade da forragem, porém é um pouco menos exigente quanto a fertilidade do solo consequentemente menor potencial produtivo.

- Panicum maximum cv. Massai: o cultivar Massai BRA007102 é um híbrido espontâneo entre o Panicum maximum e Panicum infestum, originado na África e coletado na Tanzânia pelo IRD da França. Apresenta excelente produtividade de forragem, boa velocidade de rebrotação e boa resistência à cigarrinha-das-pastagens.

- Brachiaria humidicola cv BRS Tupi: esta cultivar é o resultado de uma seleção massal em populações derivadas de uma Brachiaria humidicola coletadas em Burundi, África. Lançada em 2009 pela Embrapa, esta cultivar é excelente para diversificação de forrageiras para solos de baixa e média fertilidade e sujeitos à alagamentos temporários.

- Podemos ainda citar outras forrageiras disponíveis no campo agrostológico como: Andropogon gayanus cv Planaltina e Baiti; Pennisetum purpureum, conhecido como capim elefante (cv. Taiwan, Pioneiro, BRS Canará e BRS Kurumi); Arachis pintoi cv Belmonte, Mandobi e amarillo, Ccynodon dactylon cv Tifton 85 e Jiggs, dentre outros.

Fonte: http://www.unipasto.com.br/produtos.html em 04/11/2013