Parceria público-privada cria soluções para as pastagens no Sul

Até o início dos anos 2000, praticamente não existiam cultivares de espécies forrageiras adaptadas à região Sul do Brasil devidamente registradas no Mapa. A partir de um evento realizado durante a Expointer 2007, foi constituída a Associação Sul-Brasileira para o Fomento e a Pesquisa de Forrageiras (Sulpasto), integrada por 26 empresas produtoras de sementes dos três estados da região Sul. Além disso, firmou-se um convênio num modelo baseado nas competências complementares entre a Sulpasto, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Embrapa (Pecuária Sul, Clima Temperado, Trigo, Gado de Leite e Milho e Sorgo).

De 2007 a 2019, foram lançadas 13 cultivares que já estão plantadas em cerca de 800 mil hectares. Em 2020, foi lançada a cultivar de trevo-vermelho URS BRS Mesclador. Somente a cultivar BRS Estribo tem estimativa de ter sido utilizada em 600 mil hectares em 2020, com um impacto econômico na ordem de 105 milhões de reais para a pecuária de corte e de leite. A cultivar BRS Ponteio detém cerca de 51% do mercado de sementes de azevém, e, em 2020, sua área plantada era estimada em 136 mil hectares. Já a cultivar de azevém BRS Integração teve área de uso em 2020 estimada em mais de 20 mil hectares. As cultivares de leguminosas forrageiras (cornichão e trevos branco, vermelho e vesiculoso) URS BRS Posteiro, BRS URS Entrevero, URS BRS Mesclador e BRS Piquete têm demanda crescente, por sua qualidade e capacidade de “melhorar” o solo por meio da fixação biológica de nitrogênio.

Reportagem do programa Dia de Campo na TV, produzido pela Embrapa, com o tema “Pasto sobre pasto: estratégias para a estabilidade forrageira”, que trabalha as possibilidades de consorciação e sucessão de forrageiras em uma área para garantir alimentação para os rebanhos.

Mais informações

Confira nas tabelas abaixo a relação de  Cultivares que geraram impactos sociais, ambientais, institucionais e econômicos.

Estimativa dos Impactos Econômicos Gerados por Cultivares da Embrapa em 2020

Notas:
(1) Os valores apresentados nesta coluna são o resultado da multiplicação da produção total (dados da Conab - (B)) pelos preços nominais referentes a 2020 destes produtos
(2) Os benefícios econômicos estimados são provenientes de cultivares da Embrapa e das obtidas em parceria.
(3) Produção total do algodão corresponde ao algodão em caroço.
(4) Arroz irrigado corresponde ao arroz do Rio Grande do Sul, saca de 50 kg.
(5) Feijão-caupi não é considerado nesta tabela de cultivares.
(6) Dados de área e produção de trigo referentes a 2020 correspondem a estimativas de janeiro de 2021.

Fontes:
(A, B) – Conab Safras – Acompanhamento da safra brasileira – Séries históricas – www.conab.gov.br/info-agro/safras – acesso em 26/01/2021
 – Safra 2019/2020;
(C) – Conab Preços Agropecuários – Preços de mercado – https://www.conab.gov.br/info-agro/precos – acesso em 26/01/2021
 – Safra 2019/2020;
(D) – Pesquisas de campo (amostra de produtores) da Kleffmann, na safra 2010/2011;
(E) – Embrapa, Secretaria de Desenvolvimento Institucional.

Metodologia: Avaliação dos impactos de tecnologias geradas pela Embrapa - metodologia de referência.