08/05/17 |   Agricultura familiar  Agroecologia e produção orgânica  Segurança alimentar, nutrição e saúde

Embrapa ministra curso de propagação de espécies frutíferas amazônicas

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Foto: Ronaldo Rosa

Ronaldo Rosa - Técnicas de enxertia aumentam a produção das frutíferas

Técnicas de enxertia aumentam a produção das frutíferas

Dominar as técnicas de propagação de espécies frutíferas amazônicas impacta diretamente na produção de frutas de qualidade, seja em safras precoces ou produtividade, o que representa ganhos aos agricultores e à economia do estado. A Embrapa desenvolveu diversas tecnologias para impulsionar o setor e realiza curso, em parceria com o Ideflor-Blio, destinado a multiplicadores entre 8 e 12 de maio, em Belém.

O curso prático “Propagação de espécies frutíferas nativas da Amazônia” é uma das ações do projeto MelhorFruta, desenvolvido pela instituição e terá duração de cinco dias abordando soluções tecnológicas para a aceleração da germinação de sementes que apresentem dormência e ainda, aos procedimentos práticos para a propagação por via assexuada, tais como enxertia, alporquia e estaquia.

A escolha das espécies que serão trabalhadas no curso é resultado das demandas que chegam à Embrapa, por meio do Setor de Atendimento ao Cliente (SAC) e ainda de frutas de maior potencial comercial e econômico, como explica o pesquisador Urano de Carvalho, um dos instrutores. Segundo o pesquisador, as campeãs em procura são castanha-do-brasil, bacuri, uxi, pequiá, muruci, taberebá, entre outras que também integram a grade da formação.

Inúmeras são as vantagens das técnicas de propagação aos pomares comerciais, como explicou Urano de Carvalho. “Uma das principais é a redução em até 50% do tempo de produção das frutíferas. O bacuri, por exemplo, quando enxertado, começa a frutificar em cerca de cinco anos, enquanto que na natureza levaria o dobro do tempo”, enfatiza o cientista. Características mais aceitas no mercado como tamanho, quantidade de polpa e sabor, ou seja, frutos maiores e mais doces, também podem ser potencializadas através meio da propagação.

Por meio do curso, a Embrapa pretende levar ao maior número de produtores o conhecimento sobre as técnicas de propagação. Para isso, participam da capacitação técnicos, extencionistas e ainda agricultores que sejam lideranças e assim, atuem como agentes multiplicadores desse conhecimento.

O pesquisador lembra que além do custo elevado, as mudas enxertadas de espécies amazônicas são difíceis de encontrar. “Dominando as técnicas, os agricultores melhoram a qualidade de seus pomares e frutos, agregando valor ao produto, movimentando a economia de suas regiões e do estado”, analisa Urano de Carvalho.

O curso será ministrado pelos pesquisadores Walnice Oliveira do Nascimento e Urano de Carvalho, além dos assistentes Roberto Jerônimo de Souza e Álvaro Malcher Henriques. Contará ainda com a participação de Benito Calzavara, do Ideflor-Bio.

Devido a grande procura, novo curso será ofertado em junho.

Conhecimento mais perto dos agricultores

O técnico da Emater de Benevides, Antonio Carlos Oliveira Lima viu no curso uma oportunidade reciclar os conhecimentos, aprender novas técnicas e assim, atender melhor os agricultores do município. Ele conta que tem aumentado a procura por frutíferas para o fornecimento de merenda escolar regionalizada. “Fornecendo direto para a merenda, ganham as crianças, os agricultores e toda a economia do município”, analisa.

Já agricultora Lucijane de Sousa, da comunidade 5 de Outubro, área rural de Castanhal, pretende melhorar a qualidade de seus pomares para fazer da venda de polpas uma atividade lucrativa. “Plantei cupuaçu, mas sem enxerto nem adubação e a produção foi muito pequena. Agora vou melhorar a produção do meu sitio e ajudar os demais agricultores da associação”, planeja.

Kelem Cabral (MTb 1981/PA)
Embrapa Amazônia Oriental

Telefone: (91) 3204-1099

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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