27/07/17 |   Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Evento incentiva estudantes para a vocação científica

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Foto: Marcelino Ribeiro

Marcelino Ribeiro - Glenda Caroline Conceição Damasceno, estagiária no Laboratório de Entomologia.

Glenda Caroline Conceição Damasceno, estagiária no Laboratório de Entomologia.

Trabalhos de alta qualidade técnica e relevantes para as áreas de conhecimento pesquisadas na Embrapa Semiárido foram apontados pelos professores membros da comissão que avaliou 15 apresentações na forma oral e 37 na de pôster, durante a XII Jornada de Iniciação Científica da Embrapa Semiárido (JICES), realizada nos dias 18 e 19 de julho.

As altas notas atribuídas a eles – todas acima de 8 para um total de 10 – dão a medida da impressão que causaram na comissão de avaliadores formada por Cícero Antônio de Sousa Araújo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), Hugo Colombarolli Bonfá, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Ruy de Carvalho Rocha, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Para os dois formatos de apresentações, os membros da comissão ponderaram aspectos como importância estratégica do tema, metodologia, utilização dos recursos audiovisuais (figuras, tabelas, esquemas, animações), qualidade dos resultados obtidos, domínio do tema e clareza da apresentação (objetividade e expressão).

Com esses critérios, o trabalho “Estádio de Maturação para a Colheita e Método para a Remoção da Adstringência de caqui ‘Rama Forte’ produzido no Vale do São Francisco” foi o melhor pontuado na sessão de apresentações orais. A autora é Maria Aparecida Rodrigues Ferreira, estagiária do Laboratório de Fisiologia Pós-colheita e orientada pelo pesquisador Sérgio Tonneto de Freitas,

“Surpresa e feliz” com o resultado, ela considera o estudo premiado um item a mais a revigorar seu currículo de estudante do 6o semestre do curso de Ciências Biológicas na Universidade de Pernambuco (UPE), com um objetivo que tem em mente desde já: ingressar na pós-graduação em nível de mestrado.

Planos semelhantes possui Glenda Caroline Conceição Damasceno, estagiária no Laboratório de Entomologia. Orientada pelo pesquisador Tiago Cardoso da Costa Lima, ela obteve uma das três premiações da sessão de pôsteres, com o trabalho “Suscetibilidade de Liriomyza sativae (Diptera: Agromyzidae) em Meloeiro a Inseticidas”.

Uma conquista “muito gratificante” para quem estagia há apenas quatro meses na Embrapa Semiárido e estreia em um evento do porte da Jornada. Segundo ela, o apoio do orientador na redação do resumo expandido e do pôster fez com que plantasse desde já no seu currículo uma semente que espera dar bons frutos, como o curso de mestrado, após concluída a graduação em Ciências Biológicas na UPE.

As estudantes Dirliane Santos Duarte, orientanda do pesquisador Douglas de Britto, e Jasciane da Silva Alves, orientada pela pesquisadora Lúcia Helena Piedade Kiill, também foram premiadas pelas apresentações de pôsteres, com os trabalhos “Propriedades de Nanopartículas de Quitosana Contendo Ácido Linoleico como Modelo para a Estabilização de Compostos Lipossolúveis" e "Levantamento Fitossociológico em Área de Caatinga em Diferentes Estádios de Conservação, em Petrolina, PE”, respectivamente.

Pesquisas - Entre os trabalhos apresentados está o da estudante Wilyanne Monique sobre a cultivar de uva BRS Magna, lançada em 2012 pela Embrapa Uva e Vinho e que começou a ser cultivada na região em 2015. Para ela, o ineditismo do seu estudo contribui para informar produtores e a comunidade, além de auxiliar futuras pesquisas. “A uva de suco é nova na região e não há muitas informações sobre ela ou os novos tipos de uva que estão sendo produzidas. Essas culturas geralmente não se adaptam ao clima da região, é um grande avanço para o Vale conseguir produzir bem essa cultivar”, comenta.

No 6º período da graduação em Ciências Biológicas na Universidade de Pernambuco (UPE), Raíra Carine Santana da Silva, apresentou duas pesquisas relacionadas a plantas nativas do bioma Caatinga e seu potencial ornamental. “O beton, por exemplo, consome menos água que a grama comum e pode substituí-la nos jardins e arranjos ornamentais da região. A amarelinha, avaliada em outro estudo, possui o número de flores e a coloração favoráveis para ornamentação”, conta.

A estudante Karine Pereira dos Santos, que participou pela primeira vez do evento, apresentou os resultados do seu estudo sobre o nicho trófico de abelhas brancas. Segundo a estudante, a Jornada contribui para o seu crescimento profissional e é um passo importante, já que quer seguir no rumo da pesquisa. “Conhecendo com o que essas abelhas se alimentam podemos fornecer informações para o criador, além de auxiliar na conservação do meio ambiente, porque durante as pesquisas encontramos as formas de manejo propícias para preservação da espécie”, explica.

O evento - A Jornada de Iniciação Científica é parte do calendário anual de eventos da Embrapa Semiárido, reunindo os alunos de cursos de graduação que atuam na empresa. O objetivo é promover a vocação científica e incentivar novos talentos entre estudantes a se prepararem para o ingresso na pós-graduação.

Nesta edição, a Comissão Organizadora da JICES foi composta pelos pesquisadores Diogo Denardi Porto (coordenador), Anderson Ramos de Oliveira, Daniela Bacconi Campeche, Débora Maria Sansini Freitas, Diana Signor Deon, Juliana Martins Ribeiro e Marcelo Calgaro e pelo analista Raimundo Parente de Oliveira.

 

Maria Eduarda Abreu
Embrapa Semiárido

Marcelino Ribeiro (MTb/BA 1127)
Embrapa Semiárido

Fernanda Birolo (MTb/AC 81)
Embrapa Semiárido

Telefone: (87) 3866 3734

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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