22/09/17 |   Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Manejo de açaizais na mira dos programadores

Informe múltiplos e-mails separados por vírgula.

Foto: Ronaldo Rosa

Ronaldo Rosa - Estudantes que aceitaram à disputa do Hackathon também se deliciaram com o suco do açaí, tema da competição.

Estudantes que aceitaram à disputa do Hackathon também se deliciaram com o suco do açaí, tema da competição.

A tradição do extrativismo aliada à tecnologia para melhorar produtividade, condições de trabalho e renda de ribeirinhos que tiram o sustento do açaí é parte do desafio do Hackathon Acadêmico Embrapa Açaí que teve sua primeira etapa presencial nesta quinta-feira, 21, na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém.

O primeiro encontro com os participantes ocorreu simultaneamente também em Brasília (DF), Seropédica (RJ), Boa Vista (RR) e Teresina (PI), com temas relacionados às atividades agropecuárias de cada região.

Ao todo, 13 equipes com cerca de 50 participantes encararam o desafio e participar da competição para desenvolver um aplicativo para celular que possibilite acesso e agilidade à extrativistas, técnicos e demais membros da cadeia, dos conhecimentos gerados pela Embrapa na tecnologia de “Manejo de Mínimo Impacto para Produção de Frutos em Açaizais Nativos”, desenvolvida pela Empresa. Por meio desse conhecimento é possível aumentar em até três vezes a produção de frutos estabelecendo uma proporção adequada entre açaizeiros e outras espécies florestais numa mesma área e assim garantir produção e sustentabilidade.

Belém registrou a maior procura por inscrições de todo Brasil, com mais de 100 interessados. Adriano Venturieri, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, disse que o sucesso do evento é fruto da parceria público-privada, que viabilizou a realização da maratona em Belém, e também da dedicação da equipe envolvida que visitou universidades, conquistou parceiros e transformou a primeira edição da capital paraense em uma das mais bem sucedidas em todo país.

E pela empolgação dos participantes e da coordenação, essa promete ser a primeira de muitas edições, conforme avaliou o coordenador do Hackathon Belém,  Michell Costa. Na análise preliminar do coordenador do evento, a adesão das universidades e o trabalho que começou a ser desenvolvido pelas equipes concorrentes nessa primeira etapa presencial indicam que as soluções que serão desenvolvidas podem ser sementes de grandes projetos futuros e ainda serem adaptadas a outras tecnologias desenvolvidas pelo centro de pesquisa.

Para o engenheiro florestal da Embrapa José Leite, um aplicativo de celular pode agilizar e facilitar o acesso a informações e consequentemente aumentar a produção de frutos e renda dos extrativistas. Ele comentou que desde o ano passado vem realizando uma série de treinamentos integrantes do projeto Bem Diverso, em parceria com o PNUD, com manejo de açaizais nativos nos mais distantes cantos do Marajó, uma das regiões mais remotas e pobres do Pará. E que, mesmo nas comunidades mais distantes, o uso de smartfones é realidade entre os ribeirinhos. “Um aplicativo que seja de fácil utilização e que leve a informação será facilmente usado pelo público que queremos atingir para a transferência da tecnologia”, comenta.

Superação e solidariedade motivam competidores

A maratona hacker ou Hacktahon, como são chamadas essas competições, atraem estudantes universitários no convite ao desenvolvimento de programas, aplicativos e outras soluções em tecnologia. Em Belém, a disputa promovida pela Embrapa chegou ao número de 39 equipes interessadas, de sete diferentes instituições de ensino superior, totalizando mais de 100 alunos, cota máxima estipulada para o concurso. Destas, 23 equipes foram selecionadas mediante os critérios do edital e 12 compareceram à primeira fase da disputa.

A estudante Hana Barata, de 17 anos, era uma das mais jovens entre os 50 competidores da etapa paraense. Aluna do segundo semestre do curso de sistemas de informação da Universidade Federal do Pará, ela e os colegas Francine de Oliveira e Giovani Lisboa, da equipe Açaí Verde afirmaram que além da vontade de se por a teste e superar seus limites, o tema de manejo de açaizais nativos foi um grande motivador à participação. “Saber que podemos desenvolver uma solução que vai ajudar as comunidades extrativistas, o desenvolvimento local e ainda, de um produto como o açaí, tão importante aos paraenses, nos deixou ainda com mais vontade de participar e vencer”, afirmou.

Próximas etapas – Os estudantes voltam a se encontrar na Embrapa, nos dias 26 de setembro e 3 de outubro, para visitas técnicas, onde conhecerão o Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de açaí e terão, em campo, todas as dicas de como funciona a tecnologia do manejo de açaizais.

O julgamento e resultado com a escolha das três melhores soluções ocorre no dia 18 de outubro.

Veja mais imagens da primeira etapa AQUI

Kélem Cabral (MTb 1981/PA)
Embrapa Amazônia Oriental

Telefone: (91) 3204-1099

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Galeria de imagens

Encontre mais notícias sobre:

manejo de açaizais nativoshackathonhackathon açaí