20/12/17 |   Comunicação

Ação social de empregados da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia alegrou o Natal de 97 crianças

Informe múltiplos e-mails separados por vírgula.

Foto: Claudio Bezerra

Claudio Bezerra - Campanha de natal dos empregados da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia completa três anos em prol de quase 100 crianças.

Campanha de natal dos empregados da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia completa três anos em prol de quase 100 crianças.

No dia 13 de dezembro os presentes foram entregues. A campanha completará sete anos em 2018

Os olhinhos brilhavam a medida que os presentes iam chegando. Quando viu o patinete rosa, a pequena Esther, de dois anos, não se conteve e correu para abraçá-lo. Ela e mais 96 crianças vão passar um Natal feliz e brincando, como deveria ser o Natal de toda criança. Isso porque, pelo terceiro ano consecutivo, os empregados da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia abraçaram a Campanha de Natal para a Comunidade Católica Azinheiras da Justiça (CCAJ) localizada em Valparaíso de Goiás.

Tudo começou há quase sete anos, quando a técnica Rosângela Zansávio recebeu um pedido de dona Waldete Ramos, teóloga e líder do grupo de orações da Igreja Católica que se reúne todas as quartas-feiras, no horário do almoço, na Unidade. “Ela nunca havia nos pedido nada, mas tinha visitado a creche e ficado com ‘o coração doído’, como ela mesmo disse, pois as crianças dormiam em colchões sem lençol e estavam passando por sérias necessidades nutricionais”, conta Rosângela.

Em abril de 2011, aconteceu a primeira campanha. Um e-mail curto pedindo a doação de roupas, brinquedos e alimentos tocou o coração de muitos colegas de trabalho. Muitos se prontificaram a ajudar mensalmente e nunca deixaram de contribuir um só mês. Hoje, além de alimentos e roupas, também são realizadas duas campanhas extras por ano: a de Natal, para arrecadar brinquedos, e a Escolar, para conseguir material escolar.

“Sou muito agradecida a todos os doadores, pois sem esse gesto de amor e solidariedade essa campanha não existiria. O dia das doações é de uma alegria difícil até de descrever. Uma mistura de satisfação e sensação de dever cumprido”, conta Rosângela, que recebe todos os meses doações de roupas, brinquedos, fraldas, alimentos e também valores em espécie, que utiliza para comprar alimentos em atacadistas.

A campanha deu tão certo que até filhos de empregados começaram a contribuir. Todos os meses, rigorosamente, Rosângela envia a prestação de contas e fotos para o e-mail dos empregados. O recibo sempre vem com algum agradecimento. O último dizia “Que Deus abençoe cada vez mais os meus irmãos. Feliz Natal em nome de cada criança. Bernarda Bastos”.

Irmã Bernarda e seus 98 filhos

A creche foi fundada em 2 de fevereiro de 2002 por Bernarda Bastos da Silva, uma mulher morena, magra, de cabelos curtos e pouco mais de um metro e meio de altura. Pouco vaidosa, está sempre vestindo uma camiseta da igreja, uma saia longa de algodão e uma cruz de madeira no peito. É leiga consagrada, que é quando um fiel católico não assume compromisso de voto, como fazem os religiosos, mas participa da vida da igreja ajudando nos trabalhos paroquiais, pastorais, movimentos sociais ou de evangelização.

Chamada por todos de “Irmã Bernarda”, está sempre com um sorriso largo no rosto e é dona de uma alegria sincera que contagia todos ao redor, seus “irmãozinhos”, que é como se dirige a conhecidos e desconhecidos.

Na creche, que segundo Irmã Bernarda surgiu “por uma inspiração de Deus”, moram ou apenas passam o dia um total de 97 crianças e adolescentes menos favorecidas do bairro e redondezas, em horário integral ou de forma permanente. A creche oferece refeições, atividades sócioeducativas e formação religiosa.

Muitas chegam com as mães, mulheres solteiras em situação de desemprego, uma nova gravidez ou fugindo de companheiros agressivos. Juntos, mulheres e crianças formam uma comunidade fraterna. Irmã Bernarda acolhe a todas e logo as coloca para trabalhar e ajudar a cuidar dos pequenos. Recentemente, decidiu adotar legalmente 11 crianças cujos pais não foram localizados pela justiça e que iriam, em breve, para a fila de adoção.

A única filha biológica é Bruna Maria, de 22 anos. Segundo conta a mãe, começou a ajudar na creche com apenas seis anos, dando banho nas crianças. Há um ano e meio conseguiu uma bolsa de estudos para cursar Arquitetura e Urbanismo na Universidade Católica de Brasília.

Cursando atualmente o terceiro semestre, procurou a coordenadora do curso, Prof. Aline Zim, para falar da creche e das necessidades de manutenção e reformas. A professora prometeu ajudar, mas informou que os custos serão de responsabilidade da creche. Também prometeu buscar ajuda com o setor pedagógico da Universidade para melhorar o ensino das crianças.

Além da creche e casa-lar, Irmã Bernarda é responsável por uma casa de sopa, também em Valparaíso de Goiás, e por uma casa de acolhimento a mães solteiras.

Por que o nome “Azinheiras da Justiça”?

A palavra “Azinheira”, que dá nome a creche, é também o nome de uma árvore de grande simbolismo e devoção para os fiéis da Igreja Católica, já que as aparições de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorzinhos teriam ocorrido aos pés de uma Azinheira. Em Portugal, a árvore é considerada de “interesse público” desde 1938.

Segundo Irmã Bernarda, o nome da creche foi inspirado na passagem bíblica de Isaías 61:3, que diz: “A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado”.

Quem quiser ajudar a creche pode fazer doações no Banco do Brasil Agência 3411-8, Conta Corrente 12011-1 ou entregar as doações diretamente para Rosângela Zansávio (61 - 3448-4673), na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília – DF.

Irene Santana (MTB/DF 11.354/DF)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Telefone: (61) 3448-4769

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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