03/04/18 |   Produção animal

Embrapa participa da semana "Brasil Livre da Febre Aftosa"

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Foto: Banco de imagens do Senado Federal

Banco de imagens do Senado Federal - Sessão solene em comemoração a erradicação da aftosa no Brasil

Sessão solene em comemoração a erradicação da aftosa no Brasil

O Brasil comemora esta semana o reconhecimento internacional de se tornar um país livre da febre aftosa para a pecuária. Em sessão comemorativa no Senado, nesta segunda-feira (2), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atribuiu a "muito esforço, trabalho, conhecimento, dedicação, gerações de técnicos e luta de produtores rurais" os resultados obtidos para a erradicação da doença no país. O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, destacou a contribuição da pesquisa agropecuária para o alcance dos resultados nos últimos anos.

A pecuária brasileira, segundo Lopes, se destaca na América do Sul e no mundo com uma produção marcada pela incorporação de conhecimento tecnológico na genética, na sanidade, nas pastangens. Foram avanços que conduziram a um modelo de produção de pecuária sustentável sem igual no cinturão brasileiro. "A Embrapa estima que 68% do produto agropecuário brasileiro é devido à incorporação de tecnologia, 10% devido ao uso da terra, 20% devido ao trabalho", ressaltou o presidente durante sua participação na sessão solene.

Para Lopes, graças a esses avanços, a partir da década de 90, a pecuária bovina brasileira cresceu com números extraordinários, nada menos que 6,6% ao ano, ajudando o Brasil a economizar terra, reduzindo a pressão sobre ambientes sensíveis. Na sua avaliação, o país, ao se lançar para o mundo como grande exportar, também deu um salto no padrão sanitário, na qualidade e na sustentabilidade da  pecuária.

"Com os ganhos de produtividade que a pecuária alcança hoje, ela libera espaço para o crescimento das lavouras, como mostra a grande revolução que está em curso agora no Brasil dos sistemas integrados lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta (ILPF). O Brasil tem hoje mais de 12 milhões de hectares de sistemas integrados, permitindo-nos ser o primeiro país a modelar um sistema de produção de carne e carbono neutro", afirmou.

Em sua fala, o ministro lembrou que nos anos de 1960 o Brasil iniciou o combate mais intenso à febre aftosa por meio de campanhas de vacinação em regiões pioneiras. “Eram tempos em que importávamos carne e leite, abrindo espaço para a entrada de focos da doença”. De lá para cá as campanhas evoluíram até chegar, no ano passado, ao lançamento do  Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa que buscou consolidar a condição sanitária e avançar na meta nacional de zona de livre da doença sem vacinação, o que deverá ser concluído em 2023. Segundo ele, já se se passaram 11 anos sem ocorrência de nenhum caso no país.

O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Eduardo Rangel, ressaltou que o trabalho de prevenção e enfrentamento da doença foi conduzido, durante muitos anos, pelos médicos veterinários do Mapa e de agências estaduais, mas contou também com a participação de médicos veterinários da iniciativa privada, "o que permitiu fazer o que muitos acreditavam ser impossível: trazer o país, com as suas dimensões gigantescas, para esse status de livre da doença, ainda com vacinação”.

O reconhecimento do Brasil como país livre da aftosa, com vacinação, será concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e está previsto para ocorrer em maio durante reunião da entidade em Paris. A recomendação, com esse objetivo, foi feita pelo Comitê Científico da OIE, que é composto por 180 países. Com esse novo status, a pecuária brasileira partirá para um patamar mais alto, permitindo um novo desafio de conquistar, até 2023, o reconhecimento internacional, para todo o País, de livre de febre aftosa sem vacinação.

Também participaram da sessão comemorativa, presidida pelo senador Waldemir Moka (PMDM/MS),  o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Elmar Novak, o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Francisco Cavalcanti de Almeida, entre outras autoridades e parlamentares.

Solenidade na Câmara Legislativa do DF                                                       Foto Antonio Araújo/Mapa

Como parte das comemorações pelo reconhecimento internacional da condição de país livre da febre aftosa, a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou sessão solene na manhã desta terça-feira,03 de abril. O diretor-executivo de Inovação e Tecnologia, Cleber Soares, representou a Embrapa no evento e disse estar orgulhoso em participar das celebrações, como médico veterinário, como cientista na área de defesa sanitária animal, como pesquisador e como dirigente da Embrapa. Para ele, o status que o País está recebendo contribui diretamente para a fixação do homem no campo e para a geração de renda em diferentes escalas, tanto na produção de proteína de origem animal, como de outros produtos agropecuários, além de outras cadeias econômicas.

“Eu venho do estado do Mato Grosso Sul (MS), que sabe muito bem o que é sofrer com um surto de febre aftosa”, disse Soares. Segundo ele, o último surto ocorrido em 2006, causou prejuízos na ordem de 5 bilhões de reais apenas no entorno da região sul do MS, sem contar outros desdobramentos associados à exportação, desempregos, fluxo de trânsito de caminhões, dentre outros problemas.

O Diretor-executivo lembrou ainda que atualmente a cadeia de pecuária bovina é a com maior valor bruto de produção e representa mais de 80% dos produtores rurais brasileiros, além de participar, nos últimos dez anos, entre 25 a 35% da carne comercializada no mundo. “Imagina o impacto de problemas sanitários que poderiam ocorrer se o país não tivesse uma política sólida de defesa sanitária, tanto animal quanto vegetal”, ponderou.

O presidente da Câmara Legislativa e autor da solenidade, deputado Joe Valle, disse que resultados como esse só são alcançados quando o Estado se faz presente, com políticas de longo prazo. Ele agradeceu aos funcionários de diferentes órgãos que trabalharam para que o Brasil alcançasse esse status.

Também participaram da solenidade o secretário Nacional de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel; o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Guilherme Marques; a ex-secretária Nacional de Defesa Agropecuária do Mapa Tania Lira; o secretário de Agricultura do Distrito Federal, Argileu Martins; presidente da Emater-DF, Roberto Carneiro; e a produtora rural Lindalva Horta.

Outras comemorações - Ainda nesta terça-feira, 03, será aberta a exposição de painéis "túnel do tempo da febre aftosa no Brasil" -  no túnel que liga o edifício sede do Mapa ao seu anexo. Uma linha do tempo narra os fatos relevantes do combate à doença, desde o primeiro registro da febre aftosa no Brasil, com imagens das campanhas de vacinação e mais informações.

Na quarta-feira (04), a partir das 9 horas, o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, e o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques – delegado do Brasil na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) – visitarão o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Referência para análises e diagnósticos de aftosa, o Lanagro Pedro Leopoldo foi reconhecido pela ONU/FAO na área de Biossegurança e Manutenção de Laboratórios de Alta Contenção Biológica no início de 2018.

Na quinta-feira (5), será realizada, às 11h30, na Embrapa, em Brasília, a cerimônia da Erradicação Plena da Aftosa no Brasil, com a previsão de participação do presidente da República, Michel Temer e do ministro, Blairo Maggi. Está previsto o lançamento de um selo emitido pelos Correios em comemoração ao reconhecimento do Brasil pela OIE como zona livre de febre aftosa. A imagem do selo é de um boi Nelore, uma das raças de zebu que representa mais de 80 % do rebanho bovino nacional. O valor da emissão é de R$ 1,85. Foram usadas técnicas de fotografia e computação gráfica.

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