07/06/18 |   Agricultura familiar  Segurança alimentar, nutrição e saúde

Segurança alimentar para agricultores familiares de Uganda com novo silo para secagem e armazenamento de milho

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Foto: Murillo Freire

Murillo Freire - Agricultures familiares da região de Kapchorwa, em Uganda, participam de Dia de Campo sobre novo silo de secagem de milho.

Agricultures familiares da região de Kapchorwa, em Uganda, participam de Dia de Campo sobre novo silo de secagem de milho.

Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), do National Agricultural Research Organization (NARO) e agricultores familiares de Uganda, na África, acabam de validar um novo sistema de secagem e armazenamento de espigas de milho. O equipamento aumenta o fluxo de ar nos silos, acelerando a secagem do milho ao agregar chapas de zinco dispostas de maneira que possa promover o efeito “Venturi” de pressão de fluídos. Financiado pela plataforma MKT Place, a tecnologia aumenta em 60% a eficiência do sistema de secagem em um período de tempo 50% menor. Isso significa um ganho em segurança alimentar ao diminuir a contaminação dos alimentos por insetos e fungos, aumentar a vida útil e reduzir as perdas pós-colheita. 

Esses resultados foram obtidos a partir de testes realizados em mais de um ano em três protótipos de diferentes dimensões (1,5m, 2,5m e 3m) instalados no instituto de pesquisa agrícola de Uganda (NARO) e em seis unidades demonstrativas em propriedades de agricultores familiares da região montanhosa de Karpchowa, utilizando como controle um modelo preconizado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). Desenvolvido por cientistas brasileiros e ugandenses, esse novo silo com fluxo de ar melhorado foi demonstrado em Dia de Campo realizado em 27 de abril no distrito de Kapchorwa, em Uganda. O evento contou com a participação de aproximadamente 20 pequenos agricultores, pesquisadores, técnicos e autoridades locais (veja foto ao lado). A principal emissora de televisão do país, a UBC – Uganda Broadcasting Corporation, também esteve presente e produziu uma extensa reportagem local ( clique aqui para acessá-la).

Especialistas afirmam que em Uganda, a desnutrição e a insegurança alimentar são associadas ao fato de a maioria da população depender da agricultura de subsistência, baseada na produção de milho, mandioca e banana. Os resultados obtidos pelos pesquisadores indicam que o uso desse sistema de secagem pode reduzir significativamente os danos e aumentar a vida útil das principais culturas agrícolas do país, contribuindo para a segurança alimentar e o incremento de renda dos agricultores familiares. “Este é um projeto de grande aplicação prática, pois disponibiliza um sistema fácil de usar pelos produtores e que gera grande impacto socioeconômico”, relata Murillo Freire, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos e um dos líderes do projeto. 

Após a safra de milho, que ocorre uma vez ao ano, o equipamento também se mostrou adequado para secagem de capim para alimentação animal e outros produtos. “Queremos agora expandir o projeto para outras regiões de Uganda como Mubende e Masindi, e até para países vizinhos como Ruanda e Tanzânia”, completa o pesquisador da Embrapa, que já trabalha em uma nova versão do projeto em conjunto com o engenheiro Cedric Mutyaba, do National Agricultural Research Organization (NARO).

O projeto do sistema de secagem de milho integrou o portfólio de tecnologias direcionadas aos pequenos produtores e à redução da pobreza da plataforma de inovação na agricultura MKT Place. Trata-se de uma iniciativa internacional que visa aproximar especialistas e instituições brasileiras, africanas, latino-americanas e caribenhas para desenvolver, conjuntamente, projetos de pesquisa para o desenvolvimento.  

Aline Bastos (MTb 31.779/RJ)
Embrapa Agroindústria de Alimentos

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