20/06/18 |   ILPF

Conferência internacional dedica espaço para pesquisa brasileira que desenvolveu ILPF

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A importância da parceria público-privada e a experiência da Rede de Fomento à Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), na promoção da intensificação sustentável da agropecuária marcou a participação brasileira, na 22º edição da Conferência do International Consortium for Applied Bioeconomy Research (ICABR), na sede do Banco Mundial, em Washington DC, no dia 13 de junho.

Com o tema Inovações disruptivas, cadeia de valor e desenvolvimento rural, o evento dedicou uma sessão especial à apresentação das estratégias de sucesso que estão sendo adotadas e que têm trazido impactos positivos técnicos, ambientais e econômicos aos sistemas de cultivo, pecuária e silvicultura em propriedades rurais em diversas regiões brasileiras e que tem atraído a atenção como modelo revolucionário no contexto agrícola tropical.

Transmitido via streaming, o encontro teve a presença do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, do coordenador do programa de pesquisa nos Estados Unidos (Embrapa-Labex-EUA), Geraldo Martha, dos pesquisadores Alexandre Berndt (Embrapa Pecuária Sudeste) e Abílio Pacheco (Embrapa Florestas), do adido agrícola do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Cláudio Caruso, do diretor-geral do International Center for Tropical Agriculture (Ciat), Ruben Echeverria, e do professor Carl Pray, da Universidade Rutgers (Nova Jersey).
O enfoque das apresentações dos painéis brasileiros foi baseado nas perspectivas do setor privado, no papel das políticas públicas, na promoção de abordagens de intensificação sustentável na agricultura e no relato da experiência de ILPF, desenvolvida na Fazenda Boa Vereda, em Cachoeira Dourada, GO, que, a partir de 2007, migrou do sistema convencional de produção para o sistema integrado.

“Não há dúvidas de que a integração lavoura-pecuária-floresta é o caminho que a agricultura tropical terá que seguir”, afirmou o presidente da Embrapa, lembrando ser esta uma das melhores formas de produção que alia sustentabilidade, por meio da proteção do solo e da baixa emissão de carbono, por exemplo, ao fato de ser economicamente viável aos produtores. “Por meio de métricas sólidas que comprovam a eficiência dos sistemas integrados, tem sido possível reforçar a importância da revolução que está acontecendo na produção de alimentos no cinturão tropical do globo”, comentou. Com a adoção da tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros, o País assume posição de destaque no cumprimento dos compromissos internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa.  

De acordo com estimativa da Plataforma ABC, que acompanha a redução das emissões de gases de efeito estufa, na safra 2017/18 a área com sistemas integrado deve chegar a 14,6 milhões de hectares e a projeção é de que até 2020 esse total atinga 19,3 milhões de hectares em todo território nacional. Em 2016, o Brasil tinha 11,5 milhões de hectares com algum tipo de sistema integrado, 83% dos quais formados por sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP), 9% por ILPF, 7% por sistemas de pecuária-floresta (IPF) e 1% de integração lavoura-floresta (ILF).

Além da Conferência do ICABR, os representantes da Embrapa participaram de reunião com o Banco Interamericano e o Regional Fund for Agricultural Technology (Fontagro), um mecanismo de cooperação entre países da América Latina e Caribe e Espanha, que tem o objetivo de promover a inovação na agricultura  familiar, com a garantia de competitividade e segurança alimentar. O Fontagro tem 15 países membros e é patrocinado pelo Banco Interamericano e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), responsável pelo apoio técnico e estratégico. O encontro ocorreu na tarde do dia 12, na sede do banco.

Na embaixada brasileira nos Estados Unidos, na noite do dia 13, cerca de 120 pessoas, incluindo formadores de opinião norte-americanos, representantes de universidades, governo e convidados, presentes à recepção técnica sobre Intensificação sustentável na agricultura brasileira: experiências com ILPF, também tiveram a oportunidade de conhecer detalhes sobre a tecnologia. No dia seguinte, o presidente, acompanhado do coordenador do Labex-EUA, Geraldo Martha, participou de reunião com representantes da The Nature Conservancy, para dar continuidade às conversas relacionadas a oportunidades de colaboração técnica e científica em projetos de interesse comum das duas instituições.

Em seguida, foi assinado um memorando de entendimento entre a Embrapa e o Brazil Institute, no Wilson Center, com o objetivo de ampliar programas cooperativos e intercâmbio na área de pesquisa e tecnologia agropecuária, com  foco em sustentabilidade, ciências ambientais e ciências sociais e econômicas.

O que é o ICABR
O International Consortium for Applied Bioeconomy Research (Consórcio Internacional de Pesquisa em Bioeconomia Aplicada) é um consórcio internacional único e informal de pessoas interessadas na pesquisa em bioeconomia, biotecnologia agrícola, desenvolvimento rural e economia de base biológica. Fundado em 1998, é composta por um grupo central de estudiosos representando várias instituições de pesquisa, entre elas o CEIS - Universidade de Roma "Tor Vergata", Universidade Rutgers, Universidade da Califórnia, Berkeley, Universidade Técnica de Munique, Universidade de Saskatchewan, Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e Universidade da Califórnia Davis - UC Davis.

Os principais objetivos do consórcio são a promoção e o estímulo à pesquisa e análise política da bioeconomia internacional; o debate de perspectivas da comunidade científica, formuladores de políticas, organizações internacionais, ONGs, produtores agrícolas e grupos de consumidores) do mundo desenvolvido e desenvolvido; o incentivo da pesquisa colaborativa entre os membros do Consórcio; a interação entre pesquisadores e analistas de diversos países, universidades e governos comprometidos e a divulgação de resultados de pesquisa e apresentações para a comunidade acadêmica e formuladores de políticas para fornecer uma base empírica e teórica para melhores políticas de biotecnologia no futuro.

Kátia Marsicano (MTb DF 3645)
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire)

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