06/07/18 |

Reprodução e melhoramento genético foram temas de palestra no PECNordeste 2018

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Foto: Adriana Brandão

Adriana Brandão -

Orientações sobre como melhorar geneticamente o rebanho com o uso da reprodução. Este foi o tema a palestra ministrada pelo médico veterinário da Embrapa Caprinos e Ovinos, Alexandre Monteiro.

Monteiro destacou que, para fazer o melhoramento genético num rebanho é necessária a seleção, com a identificação de indivíduos geneticamente superiores, e a utilização de métodos de acasalamentos para dar maiores taxas reprodutivas a estes indivíduos.

A nutrição é uma condição importante no suporte ao melhoramento genético e é base para reprodução funcionar, pois reflete na fertilidade. “A nutrição deve ser vista como uma prioridade. Como sabemos que o fenômeno da seca acontece todos os anos, o produtor no semiárido deve ser planejar com reserva alimentar”, afirmou o palestrante..

O médico veterinário afirmou que no Nordeste acontecem problemas com a inseminação de cabras e ovelhas por um conjunto de fatores: deficiência de comprovação genética do material a ser propagado, sistema de produção com pouco nível tecnológico da maioria das propriedades, existência de pouquíssimos técnicos capacitados pra realizar o processo de inseminação e prestar o serviço, alto custo, além da deficiência nutricional.

Os animais nutridos se reproduzem bem, se o rebanho está desnutrido, é preciso melhorar sua alimentação para se alcançar os resultados desejados. Segundo Monteiro, quando o animal está bem nutrido, ele consegue levar a gestação até o final e criar os filhotes até o desmame. Para avaliar se o animal está desnutrido ou não, existe uma ferramenta simples: o Escore de Condição Corporal (ECC), que consiste em atribuir notas de 1 a 5 para o animal, sendo 1, muito magro e 5, obeso. O escore desejado é entre 2 e 3,5, que indica boa nutrição, sem excessos. 

Ele enfatizou ainda que não existem dados sobre inseminação e transferência de embrião para caprinos e ovinos porque a técnica está restrita a poucos rebanhos em função do custo elevado e, às vezes, ao receio dos criadores de fazerem a inseminação. “O produtor tem condições de fazer, basta ser capacitado”, acredita. Ele explicou que a Embrapa Caprinos e Ovinos vai retomar os cursos de inseminação artificial pra tentar propagar formas mais simples de utilizar a técnica.

Adriana Brandão (MTbCE01067JP)
Embrapa Caprinos e Ovinos

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