05/11/18 |   Transferência de Tecnologia

Feira reúne crianças e jovens para a prática de ciência e tecnologia

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Foto: Gislene Alencar

Gislene Alencar - Feira vai até sexta-feira e a expectativa é que cerca de 800 estudantes passem pelo espaço diariamente

Feira vai até sexta-feira e a expectativa é que cerca de 800 estudantes passem pelo espaço diariamente

Experimentos de extração do DNA do tomate, com o uso de detergente e tubos de ensaio, extração e avaliação de diferentes carotenoides (pigmentos vegetais com poderes oxidantes e que dão os tons vermelho, amarelo e laranja em frutas e hortaliças) presentes na cenoura, além da apresentação do menor tomatinho do mundo, são algumas das atrações de um dos estandes montados na feira “Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do Distrito Federal  e Entorno no Mundo da Ciência”,  que acontece entre os dias 05 a 09 de novembro na Embrapa Hortaliças (Brasília, DF).

Vale destacar que esses experimentos têm a participação dos alunos, como a prática que ensina como extrair o DNA da planta. “Vamos mostrar a pesquisa de um jeito divertido, ao mesmo tempo destacando o seu valor para o avanço tecnológico do Brasil”, acentua a pesquisadora Maria Esther Noronha. Segundo ela, a extração do DNA do tomate possibilita conhecer a estrutura do material genético e escolher o gene mais interessante para tornar a hortaliça mais produtiva e resistente às doenças, por exemplo”. 

Mas a feira ainda tem mais pesquisa para apresentar e interagir com os alunos, incluídos na faixa etária de 07 a 15 anos das escolas públicas e privadas da região. Outros estandes também demonstram que entender o processo do fazer ciência não é só para gente grande, a exemplos dos kits de cultivo de alface em sistema hidropônico e de um minhocário, que tem o objetivo de realçar a importância do papel das minhocas para a conservação do solo, fundamental para a saúde das plantas. "A minhoca produz o húmus - que contém fósforo, nitrogênio e potássio - e com seus movimentos ela mistura a matéria orgânica que fica na superfície, que é essencial para ‘alimentar’ a terra”, explica o pesquisador ítalo Guedes.

A pesquisa relacionada à produção de sementes de hortaliças também está presente na área da feira: utilizados para análises, estão expostos aparelhos desenvolvidos para medir a capacidade de germinação e vigor das sementes. “Mostramos como funcionam essas ferramentas e a importância de sua função nos trabalhos da pesquisa voltada à produção de sementes sadias para uma boa germinação de plantas”, destaca o pesquisador Marçal Jorge.

Parcerias: Pesquisas desenvolvidas por outras Unidades da Embrapa também fazem parte da feira. A Embrapa Agroenergia comparece com o cogumelo identificado como capaz de eliminar os compostos tóxicos dos subprodutos da extração do óleo de pinhão-manso e de algodão, chamados de tortas ou farelos. Sem toxidade, esses subprodutos podem ser utilizados na alimentação de animais, reforçando a sustentabilidade da cadeia produtiva dessas oleaginosas e ampliando as fontes de renda para o agricultor familiar associado às indústrias do biodiesel.

Outros parceiros, como Detran, Universidade Paulista (UNIP), SESC, Universidade Católica de Brasília (UCB), Ministério da Ciência e Tecnologia, Escola Técnica de Brasília e Caesb vão, entre outras atividades, promover oficinas e jogos interativos com os alunos.

“Esperamos ao final da feira ter atendido as expectativas dos alunos e também de outros visitantes que vão prestigiar esse evento, o primeiro que promovemos com essa amplitude”, assinala o pesquisador e chefe-geral da Embrapa Hortaliças Warley Nascimento.

Anelise Macedo (MTB 2.749/DF)
Embrapa Hortaliças

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