06/11/18 |   Agricultura familiar

Cultura da mandioca é tema de treinamento em Santo Amaro

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Nos últimos dias 30 e 31 de outubro, a Embrapa Cocais realizou curso sobre cadeia produtiva e sistema de produção da mandioca no município de Santo Amaro-MA. O evento foi um pedido da Universidade Federal do Maranhão – MA à Embrapa Cocais, visando ao compartilhamento da expertise nessa área de conhecimento. O pesquisador José de Ribamar Costa Veloso ministrou o treinamento, abordando também temas sobre a realidade da cultura no Maranhão, o processo de multiplicação rápida, o cultivo biofortificado e a qualidade da farinha. No segundo dia do curso, como parte prática, foi realizado o processamento da raiz de mandioca. A qualidade da farinha ao final do treinamento despertou a atenção de produtores de municípios vizinhos, como Humberto de Campos e Primeira Cruz, que deverão solicitar à Embrapa a realização do treinamento nesses municípios. 
 
A farinha é a principal forma de utilização de mandioca no Brasil, atingindo índices superiores a 90% dos fabricados e comercializados, sendo as principais as farinhas torradas - de mesa e d'água - com predomínio da primeira. Na região, a farinha do Pará, mistura das massas das duas, prevalece. Há ainda a farinha de raspa, farinha proveniente de raiz seca sem passar por cozimento, que já foi muito utilizada como farinha panificável até início da década dos anos 70. Atualmente o seu principal uso é na composição de rações.
 
            As farinhas de mandioca que passam por torrefação, como a seca, a d’água ou farinha do Pará, são utilizadas no consumo direto à mesa, enquanto que as farinhas provenientes de raízes secas (farinha de raspa ou farinha de apara) têm fins mais diversificados, como farinha alimentícia panificável, destinando-se também para massas (biscoitos, macarrões e similares) em misturas com a farinha de trigo. Pode ainda ser usada na composição de rações, de lama aquosa na mineração do petróleo, na produção de álcool, indústria de papel (preparo da massa e recobrimento da superfície), indústria têxtil (para evitar encolhimento de tecido), produção de adesivos e de agentes ligantes, na indústria de fundições.
 
Mais sobre o produto - A mandioca é produto típico da culinária maranhense.  É aproveitada em diversas formas de processamento e usos como farinha d´água, farinha seca, farinha mista, fécula ou goma ou polvilho doce e polvilho azedo, macaxeira ao natural para cozimento ou outros fins, mandioca frita, beiju, tapioquinha de goma, tapioca, massa puba e seus derivados como o tucupi (água da prensa fervida com pimenta, sal e especiarias) e o sagu (derivado da fécula de mandioca de aspecto granuloso). O produto também tem uso bastante difundido na alimentação animal.
 
O que é a biofortificação – É o cruzamento de plantas da mesma espécie, conhecido como melhoramento genético convencional, gerando cultivares mais nutritivas. Além da qualidade nutricional, são também incorporadas boas qualidades agronômicas (produtividade, resistência à seca e pragas), além de boa aceitação pelo mercado. A essência do programa de biofortificação é enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população mais carente, como arroz, feijão-caupi, mandioca (macaxeiras), batata-doce, milho, abóbora e trigo, a partir do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A, introduzindo alimentos mais nutritivos na dieta dessas pessoas. 
No País, já foram lançadas e recomendadas 12 cultivares de mandioca, milho, batata-doce, feijão-caupi e comum com altos teores de ferro, zinco e beta caroteno. O objetivo é diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar, além de combater fortemente a chamada “fome oculta”, que é a carência específica de micronutrientes. Para isso, busca também a promoção do aumento da produção e do consumo de alimentos biofortificados nas diversas regiões do Brasil, por intermédio do fortalecimento da Rede BioFORT para a transferência de tecnologias com abrangência nacional. 
 

Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
Embrapa Cocais

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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
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