09/11/18 |   Estudos socioeconômicos e ambientais

Documento lançado por cientistas indica caminhos para politicas públicas com foco conservacionista

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Foto: Embrapa Solos

Embrapa Solos - Rachel durante trabalho em campo

Rachel durante trabalho em campo

A pesquisadora da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ) Rachel Bardy Prado participou da elaboração de capítulos do Primeiro Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, elaborado por mais de 50 cientistas vinculados à Plataforma Brasileira de Biodiversidade e de Serviços Ecossistêmicos (BPBES, da sigla em inglês). “Espero que o documento seja um norteador de políticas públicas com foco conservacionista”, diz Rachel.

A obra foi lançada no dia 08 de novembro, no Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro. O chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Solos, Vinicius Benites, representou a Empresa na cerimônia.

O Sumário para Tomadores de Decisão do Primeiro Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e de Serviços Ecossistêmicos aponta que o Brasil, que possui a maior biodiversidade do planeta, tem a legislação necessária, o capital humano e a capacidade instalada para ser líder mundial nos acordos globais para o desenvolvimento sustentável, porém precisa corrigir rumos e adotar políticas mais adequadas.

Ao apresentar o trabalho, a professora da Universidade de Brasília Mercedes Bustamante afirmou que o protagonismo do Brasil na questão do desenvolvimento sustentável se dá pela biodiversidade que tem, uma vez que possui 42 mil espécies vegetais e 9 mil espécies de animais vertebrados, além de 129 mil espécies de invertebrados conhecidos, embora a lista de ameaças tenha 1.173 animais e 2.118 plantas.

Além disso, tem uma diversidade cultural importante, com 5 milhões de brasileiros que pertencem a comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, caiçaras e ribeirinhos, que dependem da natureza no seu modo de vida e trazem um rico conhecimento de práticas agroecológicas e medicinais. Essa população ocupa um quarto do território nacional.
Na questão econômica, o levantamento destaca que a biodiversidade do Brasil permite a exportação de 350 produtos agrícolas. E relembra que 70% do consumo de alimentos pela população brasileira vêm da agricultura familiar e dois terços da energia elétrica consumidas no país são produzidas em usinas hidrelétricas que dependem da integridade do ecossistema. O Brasil é o terceiro maior exportador de produtos da silvicultura, com 3,64% da produção mundial.  

“Vivemos uma crise sistêmica global, expressa por vários atores, como a pressão demográfica, a escassez de recursos, as mudanças nos padrões de consumo, o que é chamado de tempestade perfeita de crises simultâneas”, afirmou.

Para a professora, há urgência nas escolhas para garantir um futuro sustentável. "Para isso, é preciso incorporar a biodiversidade e serviços ecossistêmicos às políticas de desenvolvimento do país, promover o cumprimento das leis, inovar no desenho de políticas que integrem componentes sociais, econômicos e ambientais e reconhecer o papel da ciência como elemento-chave na tomada de decisão”.

Colaboração no texto Agência Brasil

Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos

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