06/11/18 |   Comunicação

Embrapa Territorial entrega trabalho sobre análise da Reserva da Bioesfera do Cerrado

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Foto: Suzi Carneiro

Suzi Carneiro - Entrega foi realizada durante visita ao centro de pesquisa

Entrega foi realizada durante visita ao centro de pesquisa

A Embrapa Territorial entregou ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em exercício, Eumar Novacki, e ao presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, a análise do alcance e do contexto territorial da proposta de limites da Reserva da Bioesfera do Cerrado (RBC). A revisão dos limites é uma proposição do Ministério do Meio Ambiente e inclui os estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Goiás, Piauí, Tocantins, Maranhão, além do Distrito Federal.

A análise geocodificada dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) aponta a existência de 234.562 imóveis que serão abrangidos pela reserva. Isso representa 32,5 % do total existente nos cerrados dos estados considerados. Segundo o estudo entregue ao presidente, a RBC impactaria municípios responsáveis por grande parte da produção de milho, soja e algodão do País.

Novacki e Barbosa visitaram a Embrapa Territorial em 6 de novembro, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas, André Von Zuben, e uma comitiva do Mapa. Foi a primeira visita de Barbosa, que assumiu a presidência da Embrapa em outubro, a uma unidade da Empresa fora do Distrito Federal. O grupo conheceu as instalações e os projetos de destaque desenvolvidos pela instituição.

Em encontro com os empregados, Sebastião ressaltou a relevância dos estudos desenvolvidos pela Embrapa Territorial. “A contribuição de vocês é muitíssimo importante para o agronegócio brasileiro”, disse. Ele agradeceu o apoio do chefe-geral da Unidade, Evaristo de Miranda, e reconheceu a contribuição do trabalho do pesquisador para a Embrapa. “São pessoas como ele que dão a cara a tapa e aparecem para defender o agronegócio brasileiro”, disse.

Durante a manhã, os visitantes conheceram as instalações dos três grupos de pesquisa da Unidade (Inteligência, Gestão e Monitoramento Territorial). Em cada ambiente, foram apresentados os principais estudos desenvolvidos.

Inicialmente, Miranda explicou como o centro está preparado para desenvolver soluções imediatas a partir da análise do território. Para o chefe-geral, a análise territorial torna possível extrair do Big Data o Right Data. “Hoje há um dilúvio de dados, mas temos a capacidade humana e computacional de analisá-los para resolver os problemas que chegam até a nossa Unidade”, afirmou.

Inteligência Territorial Estratégica

No Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite), foi apresentada a proposta de projeto Especial de Inteligência Territorial (ITE). O projeto tem por objetivo caracterizar a estrutura e o funcionamento dos territórios da agropecuária nacional, na ótica da missão das Unidades da Embrapa e de temas relevantes de demandas do ambiente externo. De acordo com a proposição, inicialmente, 17 unidades liderariam planos de ação, com potencial para envolver 41 centros e secretarias.

Projeto Carponis-1

A analista Lucíola Magalhães apresentou o andamento da articulação entre a Embrapa e a Força Aérea Brasileira (FAB) no projeto Carponis-1. O projeto prevê o lançamento do primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução espacial, com uso dual (militar e civil).

Segundo Magalhães, as imagens de alta resolução contribuem para a pesquisa na agricultura do ponto de vista de mapeamento de cultura, assim como na identificação de infraestrutura e acompanhamento de safras. Além disso, a parceria reduziria os gastos realizados com a aquisição das imagens. Como informou Miranda, atualmente as imagens de satélite utilizadas para a pesquisa agropecuária são compradas de outros países.

Macrologística

No Grupo de Gestão Territorial Estratégica, o analista Gustavo Spadotti apresentou o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira. A ferramenta foi desenvolvida para o Ministério da Agricultura e reúne, em base georreferenciada, dados sobre a produção agropecuária, armazenagem e os caminhos da safra para os mercados interno e externo. Conheça a plataforma aqui.

Spadotti também apresentou o trabalho de análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O estudo mostra a contribuição do mundo rural brasileiro na preservação ambiental. O trabalho consistiu no processamento dos dados georreferenciados contidos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR).

Do tratamento desses dados resultou o mapeamento territorial das áreas destinadas à preservação dentro dos imóveis rurais do País. Essas análises mostraram que 25,6% do território brasileiro estão dedicados à preservação pelos agricultores, pecuaristas e extrativistas. Os mapas, tabelas e a metodologia do estudo podem ser encontrados na página www.embrapa.br/car.

O ministro em exercício, Eumar Novacki, destacou a importância deste trabalho. “Na época, queríamos saber se os resultados da política ambiental adotada pelo Brasil eram consistentes. Os números levantados pela análise da Embrapa Territorial nos surpreenderam e nos deixaram bastante animados. Um quarto do território brasileiro está dedicado à preservação dentro dos imóveis rurais. [Após essa análise] Tínhamos elementos para fazer uma defesa para o setor produtivo brasileiro”, disse Novacki. Segundo o gestor, a união entre o Sistema da Macrologística e os dados do CAR possibilitará a realização de um trabalho fundamental para o setor agropecuário brasileiro: a definição do endereçamento rural.

Monitoramento

No Grupo de Monitoramento Territorial Estratégico, o pesquisador Paulo Barroso apresentou como está sendo articulado o sistema de monitoramento e alerta fitossanitário. O projeto GPAF, que utiliza geotecnologias para a competitividade e sustentabilidade da agricultura no Circuito das Frutas, foi apresentado pelo pesquisador Ivan Alvarez. Conheça o projeto aqui.

Chácara Brotto

Na parte da tarde, o grupo visitou a Chácara Brotto, localizada em Campinas, SP. Com 80 anos de existência, a propriedade destaca-se pela produção de figo e goiaba para os mercados nacional e internacional. A visita às instalações da chácara foi conduzida pelo proprietário Salvador Brotto. Também participou da programação Pedro Peligrini, presidente da Associação Agrícola de Valinhos.

Alan Rodrigues (MTb 2625 JP/CE)
Embrapa Territorial

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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