29/11/18 |   Gestão Estratégica

Estatais precisam mostrar sua relevância para a sociedade, diz secretário do Ministério do Planejamento

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Foto: Maria Clara Guaraldo

Maria Clara Guaraldo - Secretário da Sest, Fernando Soares, participa de reunião de gestores da Embrapa

Secretário da Sest, Fernando Soares, participa de reunião de gestores da Embrapa

As estatais precisam mostrar sua relevância para a sociedade e isso se aplica também à Embrapa, destacou o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) do Ministério do Planejamento, Fernando Ribeiro Soares, durante palestra que fez sobre a nova lei das estatais realizada, hoje (29), para os gestores da Embrapa, em Brasília (DF). Ele reconheceu a imensa capacidade da Embrapa de gerar pesquisa e desenvolvimento para o agronegócio brasileiro.

O secretário, que tem formação acadêmica em economia, explicou aos dirigentes o papel da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. A secretaria exerce influência importante na política econômica, mas, segundo ele, acima de tudo, “deve ser a casa dos gestores públicos”. Sob a coordenação da Sest estão 138 empresas estatais, sendo 47 de controle direto, vinculada à União, entre elas a Embrapa. As demais são subsidiárias, a maioria da Petrobras e do Banco do Brasil. As estatais de economia mista representam 21% do Ibovespa, mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores.

Como exemplo, apresentou o caso da BR Distribuidora, uma das subsidiárias da Petrobras que, no ano passado, abriu seu capital e conseguiu valoração de R$ 28 bilhões na Bolsa de Valores. “Qual o recado eu tenho para dar a partir disso? Nós temos de gerar valor para a sociedade. Todas as estatais têm de gerar valor, mas são valores diferenciados. A BR é pecuniário, a Embrapa é outro tipo de valor. O que eu não posso é deixar de gerar valor”.

Para Soares, a Embrapa é uma estatal com grande capacidade de gerar valor, pois com sua estrutura de pesquisa produz principalmente tecnologias que impactam diretamente no PIB do agronegócio brasileiro. “Por isso, quando vou falar sobre as estatais brasileiras, que é o que faço o tempo inteiro, falar da Embrapa é muito fácil”, enfatizando que a Empresa reúne um conjunto de qualificações que a consolida no conjunto das estatais brasileiras, como sua imensa capacidade de gerar pesquisa e desenvolvimento para o agronegócio, o seu capital humano e os seus insumos de produção.

“Em todo lugar que eu vou fica claro a importância da Embrapa. O que é preciso agora é demonstrar essa relevância por meio de método, técnica e valoração”, explicou Soares aos gestores.

Ele também falou sobre a Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei nº 13.303/2016) que para Soares representa um marco em prol da sociedade brasileira.  De acordo com o secretário, desde a criação da Lei, as empresas melhoraram seu desempenho de governança em 70%, saindo de um patamar de 4 para 7 pontos no indicador de governança criado para fazer o acompanhamento da performance das estatais.

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas

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