07/12/18 |   Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Reunião inicia diálogos para parceria entre Embrapa Arroz e Feijão e Universidade de Nottingham-Inglaterra

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Foto: Sebastião Araújo

Sebastião Araújo - Professeor David Salt, da Universidade de Nottingham-Inglaterra apresenta programa para cooperação entre aquela a sua instituição e a Embrapa

Professeor David Salt, da Universidade de Nottingham-Inglaterra apresenta programa para cooperação entre aquela a sua instituição e a Embrapa

A Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária recebeu, nos dias 5 e 6 de dezembro, a visita do Dr. David Salt, pesquisador da Universidade de Nottingham (UoN), para realização do "University of Nottingham & Embrapa Sandpit Workshop: Future Food-Beacon of Excellence - Ionomics and plant abiotic stress tolerance". Organizado pelo pesquisador Pedro Machado, coordenador do Programa Embrapa Labex Europa em Montpellier-França, e com a participação de diversos pesquisadores da Unidade, o encontro é o início de uma nova aproximação entre as duas instituições, que pode render grandes frutos dentro da pesquisa, sob a abordagem “Alimentos do Futuro – Destaques em Excelência”.

A UoN e a Embrapa já atuam juntas no Projeto NUCLEUS (Eficiência de Nitrogênio na Agricultura), que tem como líder das ações em Goiás a pesquisadora Mellissa Soler, em cooperação com o Prof. Sacha Mooney, da instituição britânica. A estratégia de pesquisa da Universidade de Nottingham prevê cerca de 18 milhões de libras (R$90 mi), em recursos a serem alocados em investimento e custeio para a implementação do Alimentos do Futuro.

A abertura do workshop e a apresentação da Unidade foram feitas pelo chefe de P&D, Elcio Guimarães. Em seguida, David Salt, professor da UoN no campus de Sutton Bonington, que atua na área de Agritech/Agrifood, fez exposição do programa “Future Food-Beacon of Excellence”, que prioriza China e Brasil, e os pesquisadores Cláudio Brondani e Adriano Castro apresentaram os temas “Biotecnologia para tolerância à seca em arroz” e “Avaliação do estresse abiótico no programa de melhoramento de arroz”, respectivamente.

À tarde, o evento teve ainda, a participação de Janette Fett e Alice Pita Barbosa, pesquisadoras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Paloma Menguer, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Elas conduziram as discussões, respectivamente, pelos temas “Pesquisa sobre metais essenciais em plantas de arroz no laboratório de Fisiologia Vegetal”, “Homeostase metálica em plantas e monitoramento ambiental utilizando a abordagem ionômica” e “Ionômica de genoma amplo em sementes de arroz: seleção de arroz nutricionalmente melhorado usando uma coleção de mutantes não transgênicos”. Ao final, David Salt falou sobre “Ionômica/acúmulo de elementos e resistência abiótica em plantas”, tema que permeia mais de 30 anos de suas experiências em pesquisa.

O segundo dia, pela manhã, contou com a apresentação da Plataforma de Fenotipagem SITIS, feita pelo pesquisador Cléber Guimarães, que também falou sobre “Produção de Arroz de Sequeiro”. Ainda na primeira parte do dia, aconteceu a visita à Fazenda Palmital, conduzida pelo pesquisador Péricles Neves. À tarde, foram discutidas diretrizes e produzida a primeira versão de projetos conjuntos para o futuro.

Toda esta ação teve início quando a Universidade de Nottingham identificou o Brasil, mais especificamente as atividades da Embrapa, como alvo da cooperação científica no âmbito do programa 'Future Food'. Assim, foi solicitado ao pesquisador responsável pelas relações internacionais daquela Instituição, o professor Marcos Alcocer, que entrasse em contato para sondar na empresa brasileira o interesse na parceria em pesquisas. O contato foi feito junto ao programa Labex Europa, por meio do Dr. Pedro Machado, que buscou identificar oportunidades de cooperação para benefício mútuo. “Olhando os portfólios deles e observando quais os pesquisadores estavam dispostos a iniciar uma cooperação, eu entrei em contato com as unidades da Embrapa que tinham em seus portfólios alguma relação com as linhas de pesquisa nas quais eles gostariam de colaborar”, explicou Pedro Machado. Uma delas foi encontrada na Embrapa Arroz e Feijão, com tema relacionado a ionômica e tolerância a fatores abióticos, principalmente para o arroz, especialidade do professor David Salt. Há, ainda, outras possibilidades de projetos, nas áreas de ILP, ILPF e em Intensificação Sustentável.

Esta visita é a primeira, de uma série de missões de outros professores, que virão para outras quatro unidades da Embrapa. Já nesta semana, simultaneamente à vinda de David Salt, o professor da UoN, Phil Garnsworthy, esteve em Juiz de Fora, na Embrapa Gado de Leite, para uma cooperação na área de eficiência e qualidade da produção de leite. Em março e abril, novamente no centro de pesquisa de arroz e feijão, virão dois outros representantes da universidade britânica. Um deles, é o professor Sacha Mooney, que integrará também este projeto, em paralelo com o NUCLEUS. Na parte de ciência animal, a Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia-Santa Catarina, receberá alguns membros da Universidade de Nottingham, para pesquisas na área de salmonela, na produção de frangos. Já à Embrapa Pantanal, virão pesquisadores para estudos em manejo de animais silvestres. A Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza-Ceará, receberá o professor Marcos Alcocer, que atua na área de Bioquímica.

A existência do Labex Europa se mostra de grande importância, não sendo apenas uma questão simples de se ter um pesquisador naquele continente. É uma extensão da Empresa, para que se consiga articular parcerias e efetivar relações com Instituições dos mais diversos países, visto que a Embrapa é uma das mais reconhecidas, conceituadas e respeitadas em pesquisa no planeta. Desse projeto, em se mostrando realmente interessante o resultado, pode surgir uma proposta maior, envolvendo estudantes de pós-graduação e cientistas visitantes. “Esse programa vem com um pequeno montante de dinheiro, que, por um ano, vai dar para financiar mobilidade de pesquisadores, sejam os ingleses que vêm para cá ou os nossos que vão para lá”, disse Pedro Machado. “Os trabalhos em cooperação são um ganho muito grande para nossa pesquisa”, concluiu.

Henrique de Oliveira (MTb/GO 1.960)
Embrapa Arroz e Feijão

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