19/12/18 |   Recursos naturais

Embrapa Cocais realiza oficina para alinhar ações do Fundo Amazônia no Maranhão

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Este mês, a Embrapa Cocais realizou “Oficina para Articulação Institucional de Projetos do Fundo Amazônia no Maranhão” para tratar de assuntos dos três projetos aprovados no âmbito da Embrapa com o apoio do Fundo Amazônia para serem executados na Amazônia maranhense: Mais Sementes, Inovaflora e Terramz. O objetivo da oficina foi socializar e construir o conhecimento sobre esses projetos e formar grupo de trabalho para execução das atividades, que deverão ser feitas em sintonia com políticas públicas, iniciativas locais e por meio de abordagem participativa, para dar voz também às comunidades que atuam no bioma Amazônia. 

O Fundo Amazônia se realiza por meio do Projeto Integrado da Amazônia, do qual participam as Unidades da Embrapa na Amazônia e ainda as que outras que tenham expertise para complementar os estudos da região, visando à produção e manejo sustentável desse bioma. Busca promover a produção e a disseminação de conhecimentos e tecnologias voltadas para a recuperação, a conservação e o uso sustentável da Amazônia. Também agrega ações de transferência de tecnologia, interação social e comunicação para o desenvolvimento, visando à compreender a diversidade ambiental da Amazônia, que requer distintas soluções para seus problemas. 

Segundo a pesquisadora na área de serviços ambientais da Embrapa Cocais, Vera Gouveia, quando se propôs os projetos Mais Sementes, Inovaflora e Terramz, as parcerias já estavam definidas entre Embrapa, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra, Universidade Estadual do Maranhão – UEMA e Associação, Educação e Meio Ambiente - EMA. Depois, percebeu-se que outras instituições públicas do Maranhão seriam necessárias para desenvolver o projeto, como as secretarias de Estado da Agricultura Familiar – SAF, de Meio Ambiente – SEMA e da Agricultura e Pecuária – SAGRIMA, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural- AGERP,  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, Fundação Nacional do Índio - FUNAI, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. 

“A grande riqueza é produzir esse conhecimento em articulação com as instituições, para ter visão de futuro, continuidade além do tempo do projeto, que é de dois anos, para que seus efeitos se propaguem mesmo depois de finalizado. A oficina possibilitou a abordagem territorial do desenvolvimento e buscou assegurar, por meio da participação de diversos atores, o direcionamento de ações conjuntas para a transformação da realidade social”, completa Vera. Para tal, a programação da oficina contou com palestras de todos os parceiros para identificar as possibilidades de articulação de suas ações no âmbito do projeto. 

Inovaflora, Mais Sementes e Terramz – Esses três projetos em execução no Maranhão complementam esforços para encontrar soluções eficientes de controle do desmatamento e degradação florestal e demais problemas advindos desse cenário de devastação, levando em consideração as necessidades das partes envolvidas e de acordo com os requisitos do Código Florestal e do Licenciamento Ambiental. O projeto Inovaflora trata da experiência de restauração florestal e recuperação de áreas degradadas, especialmente em assentamentos do Incra. A esperança fica por conta do plantio de espécies sabiá, que tem grande poder de regeneração dos solos, mas que ainda precisa ser estudada como promissora para restauração ambiental. Dentro dessa concepção de restauração dos passivos ambientais, há um segundo projeto, o Mais Sementes, concebido para fortalecer a cadeia produtiva de sementes e mudas nativas da Amazônia e que se propõe a estudar a cadeia produtiva de sementes arbórea-arbustivas nativas (usadas para restauração florestal), bem como as populações tradicionais que preservam esse conhecimento, entre outros temas. E, por último, o projeto Terramaz, de mapeamento participativo e gestão territorial em áreas de assentamento para ordenamento da propriedade florestal, visando a construir um jogo de ganha-ganha, dentro dos requisitos legais e atendendo as necessidades dos assentados. 

Fundo Amazônia - Trata-se de um projeto de grande escala, que requer esforços sincronizados e orquestração precisa de nove dos seus quarenta e dois centros de pesquisa em todo o Brasil, que atuarão diretamente na região, além de parcerias institucionais de âmbito local e nacional. O Projeto Integrado da Embrapa é um projeto maior que integra vários outros projetos originados da chamada interna feita pela empresa em 2017. Ao todo são dezenove projetos, que compõem quatro arranjos maiores (grupos de projetos afins): Monitoramento do Desmatamento e da Degradação Florestal e Serviços Ecossistêmicos; Manejo Florestal e Extrativismo; Tecnologias Sustentáveis para a Amazônia; e Aquicultura e Pesca.

Desde a efetivação da parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, em 2016, a Embrapa vem implementando diversas ações, tais como realização de oficinas territoriais para compatibilização do Projeto com as políticas públicas e iniciativas locais já em execução, definição da modelagem do projeto, caracterização dos temas abordados, abertura de chamada interna à Embrapa para seleção de propostas originadas nas Unidades Descentralizadas da empresa, constituição de comitês de governança e avaliação das propostas, obtenção de laudos, certidões e licenças ambientais.

 

Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
Embrapa Cocais

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