11/12/18 |   Transferência de Tecnologia

Embrapa recebe visita de delegação da Costa do Marfim

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A Embrapa Agroindústria Tropical recebeu na manhã da segunda-feira, 10, uma delegação do governo e de instituições de pesquisa da Costa do Marfim. A reunião teve como objetivo discutir a cajucultura no país africano, desafios e perspectivas. A comitiva deu continuidade à visita no dia 11, ao conhecer o campo experimental de Pacajus (CE).
O país é, hoje, o maior exportador de castanha de caju no mundo e é responsável por 20% da produção mundial do fruto. Conta com 300 mil produtores e apresenta números crescentes de exportação. Em 2015, foram 650 mil toneladas de castanhas de caju. O trabalho com o caju é a principal fonte de renda agroindustrial dos costa-marfinenses, seguido do cacau com 30% do mercado mundial. Além dos citados, destacam-se as culturas de algodão, manga e mandioca.  
Os dados foram apresentados pelo conselheiro do primeiro ministro da Costa do Marfim, Haccandy Yao. O objetivo da visita é promover a competitividade no setor e a cooperação internacional nas áreas de pesquisa, transferência de tecnologia, desenvolvimento de maquinário e infra-estrutura. “Os dados reforçam a importância econômica e social da cultura de caju para o nosso país e esperamos ampliar ainda mais esses números”, pontua o conselheiro.
A perspectiva do grupo é, com o firmar de parcerias técnico-científicas, prospectar modernização em toda cadeia do caju e agir também nos setores de pós-produção, produção e transformação, assim, chamando a atenção de investidores internacionais. Até 2021, eles pretendem processar 250 mil toneladas de produtos, com auxílios públicos e privados. “O setor do caju é prioridade, pois gera novos empregos em setores além do agrícola e desenvolve o interior do país”, justifica. Apesar da liderança no mercado de castanha de caju, a produção costa-marfinense ainda enfrenta embargos científicos. Espelhando-se na atuação da Embrapa, o grupo observa e pretende adquirir informação sobre pesquisas, melhoramento genético, fertilidade de solos, combate e controle de pragas.
A delegação visitante tirou dúvidas dos pesquisadores da Embrapa Agroindústria quanto ao aproveitamento do pedúnculo do caju e agricultura familiar. O pedúnculo, ou pseudofruto, agrega valor à produção, porém, conforme explicado pelo grupo, há a cultura popular de “fazer mal” se consumido. Portanto, essa parte do fruto é desperdiçada. O governo da Costa do Marfim já investe em marketing a fim de mudar esse imaginário da população.
A pesquisadora Helenira Vasconcelos procurou saber sobre as áreas cultivadas por pequenos produtores e áreas do governo para a produção agroindustrial. Além disso, como são formados os núcleos familiares desses agricultores. “Não há terras do governo. Os grupos familiares são formados em torno de sete pessoas e se organizam individualmente e em algumas cooperativas”, explicou Colilibaly Ali Pefougonan, do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.
A delegação foi formada por membros do Gabinete do Primeiro Ministro (Cabinet du Premier Ministre), do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (Ministère del l’Agriculture et du Développement Rural), do Conselho do Algodão e da Castanha do Caju (Conseil du Coton et de l’Anacarde), do Centro Nacional de Pesquisa Agronômica (Centre National de la Recherche Agronomique) e do Fundo Interprofissional para Pesquisa Agrícola e Conselho (Fonds Interprofessionnel pour la Recherche et le Conseil Agricoles).

Verônica Freire (MTb 01125/JP)
Embrapa Agroindústria Tropical

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