26/02/19 |   ILPF

Dia de Campo sobre iLPF reúne técnicos, pesquisadores e produtores rurais no agreste paraibano

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Foto: Sérgio Cobel

Sérgio Cobel - Técnicos, produtores rurais e pesquisadores no encerramento do Dia de Campo

Técnicos, produtores rurais e pesquisadores no encerramento do Dia de Campo

Senar-PB, em parceria com Faepa, Embrapa e Empaer-PB, realizou no último dia 19 um ‘Dia de Campo’ sobre o sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). A ação aconteceu na Estação Experimental da Empaer em Alagoinha, no agreste paraibano. Participaram do evento técnicos da ATeG do Senar, além de produtores rurais, pesquisadores e técnicos das outras instituições.

Durante a solenidade de abertura, o presidente do Sistema Faepa Senar, Mário Borba, destacou a importância da união entre as instituições e afirmou que “ninguém faz nada sozinho”.

Ele lembrou ainda a importância da ciência para o desenvolvimento da agropecuária. “A ciência é que vai definir o que nós vamos fazer na agricultura e pecuária hoje em dia. Regiões como o Sul, Sudeste e Centro-Oeste já avançaram muito nesse sentido e agora é a vez do Nordeste”, afirmou.

Para o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Algodão, Gilvan Barbosa, eventos como esse são essenciais para a multiplicação de boas práticas para os produtores rurais e explicou ainda que o iLPF é uma das práticas preconizadas dentro da política de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Ele lembrou também das pesquisas com plantio direto e agroflorestas que são desenvolvidas no estado.

“É essencial trabalharmos em rede. A Embrapa faz pesquisa e treina agentes capacitadores, mas eles é que chegam aos produtores. Entidades como o Senar, ligado a técnicos que atuam no campo, são parceiros essenciais para que esses estudos cheguem a quem realmente precisa”, comentou Barbosa.

Capacitação
Cerca de 30 técnicos de campo ligados à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-PB participaram do evento, onde foram apresentadas tecnologias e práticas com foco no sistema de integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF), como recuperação e fixação de nutrientes no solo, implementação de pastagens adequadas ao semiárido e plantio de variedades como moringa e sabiá para criação de áreas de sombra e minimização do efeito erosivo das chuvas.

Durante a abertura do evento, o superintendente do Senar na Paraíba, Sérgio Martins, destacou que só a educação é capaz de transformar o campo e que esse é o papel da instituição: mostrar ao produtor as alternativas que podem dar certo.São tecnologias simples, que precisam ser replicadas com os nossos produtores. O que acontecerá quando nós mostramos os ganhos não só na área econômica, como na questão de produtividade, mas também para o melhoramento do solo, do meio ambiente, conforto térmico para os animais”, resumiu o superintendente.

Segundo Gabriel Petelinkar, chefe do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Senar,  o evento para apresentação dos estudos desenvolvidos pela Empaer-PB em parceria com a Embrapa é “uma ação muito importante, pois mostra o que há de mais moderno em tecnologias de produção animal”, explicou.

Para o técnico Guilherme de Freitas, a aplicação dessas tecnologias são essenciais para o semiárido, onde há dificuldade de produção por conta da deficiência hídrica. Segundo ele, com o iLPF é possível articular culturas anuais de valor econômico com fontes alternativas de renda. “O milho e o feijão, que foram testados aqui, ajudam na fixação biológica de nitrogênio no solo, dando maior proteção, além de serem opções rentáveis ao produtor. Mas também é possível inserir culturas florestais para lenha e madeira, que podem ser outras fontes de renda", acrescentou.

Além disso, o cultivo da gliricídia funciona como fonte de proteína com potencial para pecuária”, explicou Freitas. Ele atua há um ano e meio no Senar, atendendo produtores de mel, que segundo ele, também podem ser beneficiados, já que algumas das culturas testadas no sistema apresentado em Alagoinha também utilizam plantas de potencial melífero, como a sabiá e a moringa.  

 

Embrapa Algodão

Com informações de Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar-PB

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