01/03/19 |   Transferência de Tecnologia

Embrapa com mais de 50 tecnologias na Expodireto

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Foto: Giovani Castoldi

Giovani Castoldi - Número de tecnologias apresentadas pela Embrapa deverá superar a edição do ano passado

Número de tecnologias apresentadas pela Embrapa deverá superar a edição do ano passado

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, participa da Expodireto Cotrijal, de 11 a 15 de março, em Não-Me-Toque, RS, com mais de 50 tecnologias. Cultivares de trigo, soja, milho, sorgo, feijão, batata e forrageiras, sistemas de produção e aplicativos serão apresentados por dez unidades da empresa.

A vitrine de tecnologias da Embrapa vai mostrar o resultado de trabalhos de manejo e conservação de solo, inoculação de bactérias em soja, opções de forragens, além de cultivares de batata, sorgo, trigo, soja, milho e feijão. 

Para a Expodireto desse ano foi dedicado um espaço exclusivo à ILPF que apresenta diversas alternativas para forrageamento animal, através de cultivares para pastejo, silagem, feno ou grãos. Serão demonstradas combinações entre espécies para o sistema ILPF que confere grande versatilidade ao sistema de produção, permitindo que componentes culturais, econômicos e ambientais sejam considerados na adequação com a realidade regional. No local estão plantadas cultivares de panicum, braquiárias, milheto, além de duas cultivares de trigo para alimentação animal.  

No espaço institucional, a Embrapa apresenta as iniciativas da cadeia produtiva para popularizar o consumo de carne ovina; o aplicativo Pastejando, que auxilia no planejamento forrageiro; informações sobre o cultivo de frutas e oliveiras; tecnologia para controle de nematoides; e ferramentas digitais para a produção leiteira, apresentadas por startups no Pavilhão do Leite.

Novidades

A feira será espaço para o lançamento do Sistema de Produção Erva 20. 

Oficinas
Devido a demanda por informações sobre a multiplicação de mudas, a Embrapa vai disponibilizar duas oficinas rápidas, em várias edições ao longo da semana: Oficina de multiplicação de capim elefante anão BRS Kurumi; e Oficina de multiplicação de mudas de batata-doce. As inscrições serão no estande da Embrapa.

Fóruns

A Embrapa conta com profissionais na programação do 15º Fórum Estadual do Leite, (13/03), com as seguintes palestras: - Agro 4.0 e sua contribuição para o futuro do leite – com o Chefe-Geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins; - Quais lições deveremos aplicar para obter competitividade no leite brasileiro? com o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho.

No Fórum Soja Brasil (14/03), o pesquisador da Embrapa Soja Osmar Conte participa das discussões sobre o tema “O futuro da soja e as políticas do Mercosul”. 

Participam da Expodireto Cotrijal 2019 mais de 30 profissionais de dez unidades da Embrapa no Brasil: Embrapa Trigo, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Florestas, Embrapa Soja, Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Saiba mais sobre as tecnologias apresentadas:

Lançamento

Sistema de produção Erva 20

Conjunto de práticas em ervais plantados que visam ao aumento da eficiência e sustentabilidade destes cultivos. Aliando qualidade e produtividade, o Sistema Erva 20 traz recomendações técnicas, organizadas em um sistema de produção, fruto de trabalhos da Embrapa Florestas com parceiros dos setores público e privado. Erva 20 faz referência à produtividade de 20 toneladas por hectare (20 t/ha, ou 1400 @/ha) de erva-mate comercial por colheita, que pode ser alcançada em grande parte dos ervais no Brasil, dependendo do potencial produtivo do erval.


Batatas

BRS Amélia 

Apresenta formato elíptico longo, casca de coloração rosa claro com pigmentação também rosada. A colheita inicia entre 120 e 140 dias após plantio. A produtividade média é de 32 toneladas por hectare. Salienta-se pela grande aceitação do consumidor devido ao sabor e à cor da polpa (alaranjado intenso). Quando cozida ou assada, a textura é úmida e melada, macia e extremamente doce. A casca solta com facilidade da polpa, além de ser rica em pró-vitamina A, componente nutricional essencial para a população.

BRS Cuia

Apresenta plantas vigorosas, casca e polpa creme, mas em tonalidades diferentes. Muito produtiva, supera em muito as médias de produção nacional e a do Rio Grande do Sul. Em ensaios experimentais, produziu em média 40 toneladas por hectare, entretanto pode chegar a 60 t/ha. Embora seja excelente para consumo doméstico, devido ao tamanho relativamente grande de batatas, mostra boa adequação ao processo industrial. O período de cultivo varia entre 120 e 140 dias.

BRS Rubissol 

Apresenta forma redondo-elíptica com boa uniformidade. Possuem dimensões de aproximadamente 10 cm por 18 cm. A casca apresenta cor púrpura intensa (vermelho-rubi) com leve aspereza ao tato. A polpa é de cor creme tendendo ao amarelo, com pontuações em amarelo mais intenso. Em ensaios experimentais, produziu em média 40 toneladas por hectare. Possui excelentes características para consumo de mesa e também pode ser utilizada no processamento industrial. Destaca-se por apresentar expressiva produtividade, com média muito superior à obtida atualmente nas regiões produtoras brasileiras, boa uniformidade e aparência das batatas. Tem como diferencial a coloração de casca em tonalidade púrpura e polpa levemente amarelada quando crua. É muito doce e com textura farinhenta após cozida ou assada.

Beauregard

Batata-doce com característica cor alaranjada devido à elevada quantidade de betacaroteno, apresenta dez vezes mais carotenoides - pró-vitamina A - do que suas principais concorrentes. O uso culinário da batata-doce Beauregard pode melhorar a nutrição e saúde das pessoas sujeitas à restrição alimentar. Quando transformada em farinha, pode substituir parcial ou totalmente a farinha de trigo em diversas receitas, aumentando o valor nutricional do alimento preparado. O plantio da Beauregard pode ser realizado em qualquer época do ano, exceto nos locais e períodos em que a temperatura mínima for inferior a 15 graus Celsius. Indicada para o cultivo nas principais regiões produtoras de batata-doce no Brasil, com rendimento que variam entre 23 e 29 toneladas por hectare. Como o custo de produção da cultivar também é baixo, a expectativa é que ela seja amplamente adotada por agricultores familiares, principalmente da Região Nordeste. Produz entre 23 e 29 t/ha de raízes comerciais. Possui ciclo de 120 a 150 dias e pode chegar a 33.000 p/ha.


Soja

BRS 6203RR

Cultivar de soja RR, com tipo de crescimento indeterminado, aliando amplitude na época de semeadura com produtividade e indicada para cultivo na Macrorregião Sojícola 1. A nova cultivar pertence ao grupo de maturidade relativa 6.2, apresenta arquitetura de planta ereta e moderna, estatura de planta alta e boa tolerância ao acamamento de plantas.  BRS 6203RR apresenta resistência às doenças: podridão radicular de fitóftora, à podridão parda da haste, ao cancro e à necrose da haste, à cercosporiose e ao mosaico comum da soja, além de moderada resistência à mancha olho de rã. BRS 6203RR deve ter semeadura preferencial de 21 de outubro a 30 de novembro, em solos com fertilidade e acidez corrigidos. Realizar a semeadura de 10 a 15 sementes por metro de linha, no espaçamento entre linhas de 40 a 50 cm. Preferencialmente, adotar a menor densidade de plantas em lavouras semeadas a partir da metade da época preferencial e localizadas em região de altitude superior a 600 m, enquanto as maiores densidades são indicadas no início da época de semeadura e para lavouras localizadas em região de altitude inferior à 600 m da Macrorregião Sojícola 1. BRS 6203RR possui performance agronômica superior nas Regiões Edafoclimáticas 101 e 102 da Macrorregião Sojícola 1.  É cultivar de soja indicada para cultivo como refúgio de soja RR resistente a insetos.

BRS 5601RR

Cultivar de tipo de crescimento indeterminado, aliando alto potencial produtivo e precocidade, pertence ao grupo de maturidade relativa 5.6, sendo a cultivar de soja mais precoce lançada pela Embrapa Trigo. A nova cultivar possui aspecto visual e arquitetura de planta moderna, tipo ereta, possui média estrutura de planta, características que a tornam resistente ao acamamento de plantas. A cultivar possui resistência às seguintes doenças: podridão radicular de fitóftora, ao cancro da haste, a cercosporiose e à necrose da haste. Possui ainda moderada resistência à pústula bacteriana e à podridão parda da haste. BRS 5601 RR deve ser semeada, preferencialmente, entre 20 de outubro e 15 de novembro, em solos com alta fertilidade e corrigidos quanto à acidez. Utilizar densidade de semeadura de 10 a 15 sementes por metro de linha em espaçamento entre linhas de 45 cm, de acordo com a época de semeadura, a fertilidade do solo e a altitude. Preferencialmente, adotar a menor densidade de plantas em lavouras localizadas em região de altitude superior a 600 m da Macrorregião Sojícola 1, enquanto as maiores densidades são indicadas para lavouras localizadas em região de altitude inferior à 600 m da Macrorregião Sojícola 1.


Feijão

BRS Esteio     

Cultivar de feijão preto apresenta grãos com qualidade superior aos existentes hoje no mercado, comprovada pelas principais indústrias empacotadoras de grãos do Brasil. Apresenta alto potencial produtivo, estimado em 4.702 kg/ha, além de resistência moderada às principais raças de antracnose. A BRS Esteio possui ciclo normal, variando de 85 a 95 dias, e porte de planta ereto, sendo adaptada à colheita mecanizada direta.

BRSMG Realce

BRSMG Realce é uma cultivar do tipo comercial Rajado, de grãos graúdos e com excelente qualidade culinária, agregando valor comercial aos grãos. Outras vantagens do material é o ciclo, que varia de 75 a 84 dias, seu bom potencial produtivo (3.800 kg/ha) e o porte ereto das plantas, que possibilitam a colheita mecanizada direta.

BRS FC402 

Feijão carioca de alto potencial produtivo e qualidade comercial de grãos, testado e aprovado pela indústria. É moderadamente resistente à antracnose e murcha de fusário. e possui ciclo produtivo de 85 a 95 dias,   arquitetura semiereta e potencial de produtivo de 4.479 kg/ha.

BRS Estilo

Cultivar do grupo carioca possui ciclo normal (85-95 dias) e arquitetura de planta ereta, adaptada à colheita mecanizada direta. Apresenta estabilidade de produção e elevado potencial produtivo, chegando a 4.011 kg/ha, além de possuir reação intermediária à doenças como antracnose e ferrugem e resistência à mosaico comum. Esse material possui excepcional qualidade de grãos, sendo seu tamanho uniforme e com coloração bastante clara, elevando seu valor comercial.

BRS FC104 

Feijão carioca com potencial produtivo de 3.800kg/ha, essa cultivar tem como diferencial a duração do ciclo que, em condições favoráveis, tem média de 65 dias. Apresenta arquitetura de planta do tipo semiprostrada, e massa de 100 grãos de 25g.  É moderadamente resistente ao mosaico comum, antracnose e murcha de curtubacterium e suscetível à ferrugem e crestamento bacteriano comum.

BRS FP 403

Cultivar de feijão preto que é tolerante ao Fusarium oxysporum, com maior potencial produtivo entre as cultivares de feijão preto, grãos graúdos de qualidade superior e aprovados pelas indústrias.  Apresenta amplçitude de área de cultivo, potencial produtivo de 4.724 kg ha, massa de 100 grãos de 26 g, ciclo normal (85 a 95 dias) e, arquitetura de planta semi-ereta.


Milho e Sorgo

Sorgo Grão BRS 338

O sorgo é o quinto cereal mais importante no mundo e seus grãos também podem ser utilizados para a produção de farinha para panificação, amido industrial e álcool. No Brasil, as zonas de adaptação da cultura se concentram no Sul (região de fronteira) em plantios de verão, no Brasil Central em sucessão a plantios de verão (safrinha) e no Nordeste em plantios nas condições do Semi-Árido com altas temperaturas e precipitação inferior a 600 mm anuais. Atualmente, tem sido verificada grande expansão do cultivo do sorgo principalmente em plantios de sucessão, com destaque para os estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Triângulo Mineiro, onde se concentram aproximadamente 90% do sorgo granífero plantado no Brasil. O potencial de rendimento de grãos de sorgo pode ultrapassar 10 t/ha e 7 t/ha, respectivamente em condições favoráveis no verão e em plantios de sucessão. Entretanto, as condições em que predominantemente o sorgo é cultivado não possibilitam a expressão de todo o seu potencial, uma vez que a produtividade média alcançada nas lavouras brasileiras está em torno de 2,4 t/ha. Essa produtividade tende a crescer à medida que o produtor passe a planejar suas atividades e a utilizar o manejo adequado para possibilitar o melhor desempenho da cultura.

Sorgo Silageiro BRS 658

O BRS 658 é um híbrido de sorgo silageiro desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo para atender a demanda por maior eficiência e melhor qualidade na alimentação de bovinos. Esse híbrido tem produtividade média de 50 t/ha de produção de massa verde, ciclo vegetativo adequado para ensilagem, colmos com excelente padrão fermentativo e alta porcentagem de grãos na massa, proporcionando uma silagem de alta digestibilidade e alto teor proteico (entre 8 e 9% de proteína bruta). O BRS 658 possui estabilidade de produção, tolerância à seca, baixo custo de produção e alta qualidade de forragem. Além disso, possui alta resistência ao acamamento, alta sanidade foliar, com destaque para a tolerância ao míldio (Peronosclerospora sorghi).

Milho BRS 3042

O híbrido triplo de milho BRS 3042 tem ciclo precoce e alta resistência ao acamamento e quebramento. Apresenta características agronômicas equilibradas, associando estabilidade de produção com adaptação ampla para cultivo, com destaque para a safrinha do Brasil Central. Apresenta excelente relação custo-benefício, pela produtividade e pelo menor custo de sementes, em lavouras de médio investimento.

O cultivo deste híbrido deve seguir o que é recomendado para outros híbridos de médio investimento e mesmo ciclo em cada região / sistema de produção do país.  Densidade de plantio (em mil plantas / ha): 60-65 mil(safra) / 50-60 (safrinha).

Milho BRS 3046

O BRS 3046 é um milho superior agronomicamente a outros híbridos disponíveis no mercado. Ele pode ser plantado durante todo o ano; é superprecoce e com  florescimento masculino em 60,5 dias; tem grãos de cor amarelo alaranjado; espiga com comprimento médio de 18 centímetros; e produtividade média de 30 mil a 40 mil espigas por hectare. Ele é resistente a algumas doenças, como por exemplo, a ferrugem comum. Recomendado para produção de milho-verde, podendo ser utilizado também para produção de grãos e silagem. Indicado para regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e o estado do Paraná (Norte, Nordeste, e Oeste), sem restrição de altitude e para plantios em safra e safrinha. Além da resistência à ferrugem comum (Puccinia sorghi), apresenta resistência à helmintosporiose (Exserohilum turcicum), mancha foliar de Diplodia (Stenocarpella macrospora), mancha de bipolaris e moderadamente resistente à cercosporiose (Cercospora zeae-maydis).


Pastagens Integração Lavoura Pecuária

BRS Tamani

A cultivar BRS Tamani foi o primeiro híbrido de Panicum maximum da Embrapa. Apresenta como características porte baixo, com alta produção de folhas de alto valor nutritivo (elevados teores de proteína bruta e digestibilidade), produtividade e vigor, sendo de fácil manejo e resistente às cigarrinhas das pastagens. Sua alta qualidade e adaptação faz com que seja indicada para engorda de gado bovino, principalmente no bioma cerrado, sendo uma opção para para diversificação de pastagens em solos bem drenados. Destacou-se também nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, mas não é indicada para áreas sujeitas a alagamentos mesmo que temporários por apresentar baixa tolerância ao encharcamento do solo. Em condições de baixas temperaturas, apresenta maior persistência que as cvs. Massai e Tanzânia e semelhante à cv. Mombaça. Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições.

BRS Quênia

A BRS Quênia é o segundo híbrido de Panicum maximum desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte e parceiros que supre uma demanda por uma cultivar produtiva e de excelente qualidade, de porte intermediário, com folhas macias e colmos tenros, alto perfilhamento e de fácil manejo. Apresentou bom desempenho agronômico e produtividade, com alta adaptação em todos os locais avaliados que vão do Rio Grande do Sul até o Acre. Esta cultivar apresenta arquitetura de planta que resulta em altos níveis de ganho de peso por animal e proporciona facilidade de manejo, por manter baixo alongamento dos colmos, característica que a diferencia entre todas as cultivares comerciais de porte médio a alto. A cv. BRS Quênia tem impacto em toda a cadeia produtiva, desde os pecuaristas, os produtores de sementes e o mercado da carne. Principais características da planta: folhas macias e colmos tenros oferecem forragem de alta qualidade e proporcionam ótimos ganhos de peso. Facilidade de manejo, por manter baixo o alongamento dos colmos, é uma característica que a diferencia entre todas as cultivares comerciais de porte.  Principais características agronômicas: na avaliação sob pastejo, a cultivar apresentou bom estabelecimento bem como elevada persistência nos períodos seco e chuvoso do ano. No Rio Grande do Sul, sob temperaturas baixas, mostrou persistência similar à dos Panicuns mais resistentes, com produção de forragem superior.

BRS Zuri

A BRS Zuri é um Panicum que deve ser manejado preferencialmente sob pastejo rotacionado. Recomenda-se que o pasto seja manejado com altura de entrada de 70-75 cm e altura de saída de 30-35 cm. Este manejo promoveu bom controle do desenvolvimento de colmos e florescimento, assegurando a manutenção da estrutura do pasto e bons níveis de produção animal. Apresenta tolerância moderada ao encharcamento do solo, semelhante ao Tanzânia-1, porém se desenvolve melhor em solos bem drenados, sendo uma opção para diversificação de pastagens nos biomas Amazônia e Cerrado. Suas principais características são a elevada produção, o alto valor nutritivo, a resistência às cigarrinha-das-pastagens e o alto grau de resistência à mancha das folhas, causada pelo fungo Bipolaris maydis.

BRS Ipyporã

A Brachiaria BRS Ipyporã é o primeiro híbrido de braquiária da Empresa, A cultivar é resultado do cruzamento de Brachiaria ruziziensis com Brachiaria brizantha, e reúne as melhores características de cada uma delas. A cultivar apresenta a excelente resistência a cigarrinhas de uma B. brizantha e o alto valor nutritivo da B. ruziziensis. O material é aproximadamente 13% melhor em qualidade nutricional que o capim mais utilizado no Brasil, o Marandu, e isso proporciona um ganho de peso por animal maior, ao redor de 17%. Além de inovar por ser o primeiro híbrido de braquiária lançado pela Embrapa, a forrageira destaca-se pela resistência a diferentes espécies de cigarrinhas, constatada tanto em relação àquelas típicas das pastagens, como Notozulia entreriana e Deois flavopicta como em duas do gênero Mahanarva - M. fimbriolata, da cana-de-açúcar, e Mahanarva sp.  

BRS Piatã

BRS Piatã é uma brachiaria adaptada a solos de média e boa fertilidade das zonas tropicais brasileiras onde, tradicionalmente, outras cultivares de Brachiaria brizantha, como os capins marandu e xaraés, são largamente usadas. As qualidades forrageiras da cultivar são semelhantes em comportamento e produtividade às duas cultivares mencionadas, porém com características diferenciadas em diversos aspectos, o que a torna uma importante alternativa para a diversificação de pastagens. A BRS Piatã é uma boa alternativa para a integração lavoura-pecuária por apresentar fácil dessecação e crescimento inicial mais lento que os capins xaraés e marandu, além das características favoráveis de manejo, arquitetura de planta e acúmulo de forragem no período seco. Consorcia-se muito bem com estilosantes Campo Grande e também com milho e sorgo. O nome Piatã é de origem tupi-guarani e significa fortaleza e a cultivar recebeu esse nome devido às características de robustez e produtividade.

MG5 Xaraés

É uma Brachiaria brizantha que exige alta fertilidade do solo. Apresenta crescimento cespitoso (forma touceira). Pode ser utilizada para pastejo direto e silagem. A MG5 Xaraés tem altura de 1,2 a 1,6 m, digestibilidade e palatabilidade excelentes. Apresenta média tolerância à seca e ao frio. Tem teor de proteína da matéria seca de 10 a 12% e pode ser utilizada em consorciação: com Estilosantes Campo Grande. É perene e produz forragem de 20 a 30 t. ms/ha/ano. Apresenta tolerância a cigarrinhas das pastagens.

BRS 1503

Fruto da uma parceria entre Embrapa e Sulpasto a cultivar de milheto BRS 1503 foi lançada para atender a demanda por uma forrageira de verão de elevado teor proteico, alta capacidade de rebrota e excelente cobertura de solo, destaca- se pela resistência aos nematoides Meloidogyne javanica, Meloydogine incognita e Pratylenhus brachyurus. BRS 1503 é indicada para o plantio de verão da região Sul do Brasil. Pode ser utilizada para pastejo direto, com boa produção de matéria seca e de massa verde e para cobertura solo devido a sua elevada capacidade de perfilhamento. Por ser o milheto uma espécie mais rustica apresenta tolerância à seca. Quando manejada de maneira correta pode produzir mais de 10 t ha-1 de matéria seca, permitindo o fornecimento de alimento para os animais durante todo o verão e no denominado de vazio outonal. Cuidados como profundidade de plantio, que não deve ser maior de 1,0 cm e a temperatura do solo próxima de 20°C são fundamentais para o bom estabelecimento da cultura. A densidade de semeadura é de 200 mil plantas ha-1 podendo  o pastejo ser iniciado quando a planta atingir entre 50 e 60 cm.

Trigos BRS Tarumã e BRS Pastoreio

Pecuária ou grãos? Muitas vezes o produtor fica em dúvida no momento de direcionar a atividade agropecuária. É neste contexto que o trigo de duplo propósito tem conquistado espaço, permitindo escolher o mercado mais vantajoso sem perder movimentação de renda ao longo do ano. O trigo de duplo propósito (trigo DP) é um cereal de inverno com ciclo vegetativo mais longo que permite tanto a utilização para a alimentação dos animais através de pasto, feno ou silagem, quanto para a colheita de grãos. Voltado especialmente para a agropecuária na atividade leiteira e de engorde de novilhas em ILPF, a tecnologia permite o pastejo dos animais na época de escassez de forragens (vazio outonal), permitindo a posterior colheita de grãos. A Embrapa Trigo disponibiliza no mercado duas cultivares de trigo DP: BRS Pastoreio, um trigo mútico, desenvolvido para apresentar ausência de aristas (filamentos na espiga do trigo) que indicam a cultivar para silagem de planta inteira, sem riscos de ferir a mucosa animal durante a ingestão do alimento.  A produtividade na silagem (massa verde) chega a 28.059 kg/ha e o rendimento de grãos (após dois cortes) é de 3.037 kg/ha; e BRS Tarumã, trigo com ciclo tardio (162 dias) que permite a semeadura antecipada, alta capacidade de perfilhamento, resistência ao pisoteio e bom rebrote. Rendimento de grãos médio de 3 mil kg/ha, com produção de forragem 30% superior à produção de matéria seca da aveia preta.


Leguminosas forrageiras

Na Expodireto serão apresentadas quatro cultivares de leguminosas forrageiras, com recomendações de uso e manejo, visando à formação de pastagens cultivadas consorciadas e para sobressemeadura em pastagens naturais na região Sul do Brasil, convênio firmado entre a Embrapa, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e a Associação Sul-brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageiras (Sulpasto).

URS BRS Posteiro

Cultivar de cornichão, recomendada para sobressemeadura em campos naturais e consórcios com gramíneas forrageiras de inverno em áreas mais altas e bem drenadas de toda a região Sul do Brasil.

BRS Piquete

Trevo-vesiculoso, recomendado para áreas mais altas e bem drenadas e por ser anual, pode ser mais facilmente utilizada para compor sistemas de integração lavoura-pecuária.

BRSURS Entrevero

Trevo-branco selecionado para produção de forragem, apresentando persistência e adaptabilidade geral na região sul do Brasil, sendo recomendada para sobressemeadura em campos naturais e consórcios com gramíneas forrageiras de inverno em áreas mais baixas, planas e com bom teor de umidade.

URS F Flete 

Aveia forrageira que alcança produtividade entre 40 e 60 toneladas de matéria verde de forragem por hectare, o que representa de seis a nove toneladas de matéria seca nessa área. Com resistência a doenças foliares e de colmo, altíssima capacidade de produção de forragem e sementes mais vigorosas, a cultivar se posiciona de forma competitiva no mercado. A forrageira possui uma arrancada muito forte, fazendo com que produza muito mais cedo que as outras.

BRS Estribo

Capim-sudão. A cultivar da gramínea foi lançada comercialmente há seis anos, e está tendo boa aceitação no mercado, sendo uma nova opção de forrageira de verão para os pecuaristas da região Sul. Em experimentos realizados na Embrapa Pecuária Sul, os resultados com animais mostram que esta planta forrageira pode ser utilizada sob pastejo rotacionado e pastejo contínuo, sendo possível alcançar bons índices em termos de produção animal quando bem manejada. Em relação ao capim-sudão comum, a BRS Estribo apresenta uma maior produção de forragem, maior perfilhamento, maior proporção de folhas, ciclo mais longo e manejo flexível.

Conservação de Solos

A compactação de solo tem sido uma das causas de frustração agrícola na safra de verão, tanto em função da falta de água (estiagens), como também pelo excesso (erosão do solo na enxurrada). Além de dificultar os fluxos de água no solo, a compactação limita o crescimento de raízes, prejudicando o desenvolvimento das plantas. Equipar a semeadora com elementos rompedores de solo de ação profunda é uma das alternativas apontadas pela Embrapa Trigo na Expodireto. As semeadoras utilizadas há mais de 30 anos no plantio direto promovem a abertura de sulcos rasos, de até 10 cm de profundidade, assegurando a deposição de fertilizantes apenas na camada superficial do solo. O investimento realizado pode ser perdido em situações de estiagens ou de erosão.  Estudos conduzidos na Embrapa nos últimos anos têm apontado alternativas para resolver o problema de compactação. Entre elas está a escarificação mecânica, capaz de elevar a porosidade do solo e a infiltração de água nas camadas mais profundas. Porém, o efeito da escarificação mostra-se efêmero, com benefícios prolongados por, no máximo, um ano, dependendo da cultura implantada após à operação. A melhor alternativa encontrada pelos pesquisadores consiste em equipar a semeadora com um elemento rompedor de solo, tipo haste sulcadora, conhecido popularmente como facão. Posicionando o facão mais profundo que o limite inferior da camada compactada, consegue-se, na linha de semeadura, a descompactação do solo, a deposição mais profunda dos fertilizantes, bem como, a viabilização dos fluxos de água no solo.

Inoculação e Coinoculação em Soja

As tecnologias da inoculação e da coinoculação têm sido cada vez mais adotadas pelos produtores de soja, em função do retorno econômico que proporcionam. O ganho médio da inoculação anual da soja com bactérias Bradyrhizobium em áreas tradicionais de cultivo é de 8%. O tema será abordado pelo pesquisador da Embrapa Soja Osmar Conte, durante Expodireto. Além dos resultados positivos da inoculação anual das sementes de soja a Embrapa lançou, em 2013, o uso de uma segunda bactéria, Azospirillum brasilense, para ser usada com o Bradyrhizobium, em um processo denominado de coinoculação. Embora o Azospirillum também seja capaz de realizar a FBN, isso ocorre em taxas muito inferiores à do Bradyrhizobium. As plantas de soja coinoculadas com Bradyrhizobium e Azospirillum têm uma nodulação mais abundante e precoce e maiores taxas de FBN. Ensaios de campo mostram que, com a coinoculação, houve um incremento médio de 16% no rendimento da soja, em relação às áreas inoculadas somente com Bradyrhizobium.


Tecnologias no Estande

No estande Institucional serão demonstradas cultivares de pêssego (BRS RubraMoore, BRS Citrino),  Amora-preta (BRS Cainguá), batata (BRS Gaita, BRS Camila)  e forrageiras. Além disso, estarão disponíveis informações sobre cultivo de morango com a publicação mais completa sobre o cultivo do morangeiro no Brasil, e oliveiras com o livro que reúne informações básicas sobre as tecnologias geradas e adaptadas para a cultura da oliveira na região Sul do Brasil.

Tecnologia para Controle de Nematóides

Composição nematotóxica associada a biofertilizante. Trata-se de uma alternativa no mercado do agronegócio em relação ao controle de fitonematóides. Ela é baseada na associação de um extrato de planta com um biofertilizante. O produto, desenvolvido na parceria entre a Embrapa e a empresa Carbom Brasil, foi testado em bioensaios conduzidos em casa de vegetação e diminuiu em 98% o número de ovos de M. incógnita e Pratylenchus brachyurus. Também teve validação a campo em duas diferentes áreas de cultivo de soja localizadas no Paraná e em Goiás, onde foi verificada a redução da densidade populacional de Meloidogyne incognita.

Carne ovina na mesa do brasileiro

Uma inovação desta edição será apresentar um conjunto de materiais que propõe desmistificar o consumo de carne ovina, buscando popularizar essa rica proteína na mesa do brasileiro. Fazem parte desse pacote a nova Revista da Embrapa Pecuária Sul intitulada “Carne ovina na mesa do brasileiro”, que apresenta o potencial de mercado, bem como iniciativas de organização da cadeia produtiva e tecnologias geradas pela pesquisa, além de opções de outros cortes e receitas. Na publicação constam também vídeos gastronômicos com o preparo de receitas, elaboradas pelos pesquisadores da área de ovinos.

Aplicativo Pastejando    

O Pastejando é um software que visa auxiliar o produtor rural ou técnico extensionista durante as atividades de planejamento forrageiro em propriedades rurais. Desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado em parceria com a empresa Júnior Hut8, este aplicativo apresenta um vasto acervo de espécies de forrageiras cadastradas e disponibilizadas para consulta. Todas as informações do acervo são constituídas por dados abertos gerados e fornecidos pela Embrapa.

Agro 4.0 e produtividade no gado de leite

As tecnologias digitais, que ocupam cada vez mais espaço no cotidiano dos produtores rurais, começam a marcar presença nas feiras agropecuárias. Durante a Expodireto, o Pavilhão 7, que abriga as empresas voltadas para o setor leiteiro, contará com a presença da Embrapa Gado de Leite, que irá compartilhar uma das experiências mais exitosas no que diz respeito à promoção e divulgação de startups do agronegócio. Trata-se do Ideas for Milk, que há três anos realiza desafios de startups, somando quase 300 propostas inscritas em suas três edições, reunindo empreendedores de todas as regiões do país. Junto com a Embrapa, estarão presentes no estande cinco startups que se destacaram nas edições do Ideas for Milk:

  • Cowmed: Monitoramento de nutrição, saúde e reprodução para gado de leite;
  • Milkchain: Milktampa, dispositivo que mede temperatura, umidade e abertura dos tanques de resfriamento de leite;
  • Mobimilk: Salas de ordenhas móveis para bovinocultura de leite;
  • Onfarm: Aplicativo, smartkit e smartlab para a realização de testes de mastite em vacas;
  • Z2S: Conjunto de sistemas que promovem a limpeza automática dos equipamentos de ordenha.

Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS)
Embrapa Trigo

Contatos para a imprensa

Telefone: +55 54 3316-5860

Manuela Bergamim (MTb 1951/ES)
Embrapa Pecuária Sul

Contatos para a imprensa

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Lebna Landgraf (MTb 2903-PR)
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