17/04/19 |   Pesca e aquicultura

Embrapa e Sebrae definem incentivo ao cultivo de ostras nativas no Norte e Nordeste

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Foto: Jefferson Legat

Jefferson Legat - A ostreicultura pode abrir várias oportunidades de negócio no Norte e Nordeste

A ostreicultura pode abrir várias oportunidades de negócio no Norte e Nordeste

Rentabilizar o cultivo, boas práticas de manejo e comércio no cultivo de ostras nativas nas águas quentes do Norte e Nordeste. Esses foram os objetivos dos pesquisadores ligados a aquicultura da Embrapa Tabuleiros Costeiros e vários representantes estaduais do Sebrae, ao definirem, em Aracaju, uma agenda de ações. 

“Nessas regiões, o cultivo de ostras nativas ainda apresenta um baixo rendimento, existindo a possibilidade de elevar o retorno financeiro ao produtor e de melhorar a qualidade para comercialização e consumo”, afirma Jefferson Legat, pesquisador em Aquicultura e Recursos Pesqueiros da Embrapa Tabuleiros Costeiros, que coordena as ações com ostras nativas do projeto Aquitech (Aquicultura com Tecnologia e Sustentabilidade) que propõe avaliar e adaptar técnicas e tecnologias para a produção, com sustentabilidade, da ostra nativa da espécie Crassostrea gasar que possui potencial de cultivo ao longo de todo o litoral brasileiro. 

Isso porque, 90% das ostras cultivadas no país vem das águas frias de Santa Catarina onde predominam o cultivo e consumo da ostra do Pacífico Crassostrea gigas cuja produção está restrita à águas mais frias. “As temperaturas mais quentes comprometem as taxas de crescimento e sobrevivência dessa espécie”, complementa o pesquisador. 

“A produção de ostras no Norte e Nordeste é limitada pelas dificuldades em separar corretamente as espécies de ostras nativas para cultivo, em obter sementes de forma regular para suprir os cultivos de engorda e adequar o melhor sistema de engorda para as diferentes regiões do país”, ressalta Jefferson 

Além dessa proposta, a Embrapa Tabuleiros Costeiros lidera o projeto OstraNNE (Bases tecnológicas para a produção sustentável de ostras nativas no Norte e Nordeste ). Os projetos são executados em parceria com instituições públicas e privadas, engloba pesquisa com coleta de sementes e de engorda, maturação de reprodutores, desova, alimentação, identificação de fatores ambientais para maturação sexual, crescimento, sobrevivência de jovens e adultos além de identificar os contaminantes e microrganismos patogênicos que possam trazer riscos à saúde dos animais de cultivo e à saúde humana. 

Também faz parte da proposta, desenvolver produtos de fácil manipulação, voltados para agroindústrias de pequeno porte, determinando a sua vida de prateleira.

“Ao final deste projeto, pretende-se fornecer bases tecnológicas para o crescimento responsável da produção de ostras nativas do Norte e Nordeste, a Crassostrea gasar, contribuindo na melhoria da qualidade do produto para comercialização e da segurança alimentar para o consumidor”, disse a pesquisadora Angela Legat, especialista em genética e reprodução de moluscos bivalves, coordenadora do projeto OstraNNE.

As ações do Aquitech relacionadas à ostra nativa Crassostrea gasar compreendem a capacitação de 120 produtores e técnicos para produção em ambientes litorâneos tropicais, protocolos de maturação, desova e alimentação de formas jovens, protocolos de produção para fase de engorda, definição de boas práticas de uso de micro-depuradoras em áreas de cultivo e comercialização por produtores e proprietários de bares e restaurantes disponibilizado ao público, como também modelo de negócio para a produção da ostra nativa. 

Para isso, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros e gestores e técnicos do Sebrae nacional e de unidades do nordeste se reuniram nos dias 11 e 12 de abril para elaborar um plano de ações para a ostreicultura dos estados do Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba Alagoas e Sergipe visto que o Sebrae dispõe de R$ 768 mil de recursos alocados no Aquitech e a Embrapa dispõe de R$ 626 mil alocados no OstraNNE.  

“A reunião foi muito produtiva em termos de planejamento, pois os projetos vão abrir vários postos de negócios, vislumbrando oportunidades no segmento de ostras, ao unir as pesquisas da Embrapa com o conhecimento de mercado do Sebrae”, disse a analista da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, Newman Costa. 

Ivan Marinovic Brscan (1634/09/58/DF)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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